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sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
'Tá Lido # 80 -Sartoris, William Faukner
| Fonte |
Acredito que daqui para frente vocês verão muitos livros do Faulkner por aqui, simplesmente li três livros dele esse ano e descobri uma nova paixão, tinha um pouco de receio de dar conta da leitura, mas no fim descobri que ele não é bicho papão e que para lê-lo, basta querer.
Esse livro conta a história da família Sartoris, inclusive alguns personagens aparecem em Santuário, essa família é cheia de personagens orgulhosos, tem uma árvore genealógica que remota a fundação da cidade, juntamente com a ferrovia, criada por John Sartoris (a ferrovia passa no município de Yoknapatawpha que é uma cidade muito presente na obra de Faulkner), eles possuem narizes marcantes e uma certa tragédia familiar.
Esse livro retrata a memória familiar e como nos romances de Faulkner repete nomes e sobrenomes, o que pode causar uma confusão inicial, além disso, as histórias do passado são base e se interligam com as do presente, o livro todo é repleto de pontos de vista de personagens diferentes, o que nos permite uma visão mais ampla da história em si.
O drama dessa família começa com Bayard Velho (avô dos gêmeos Bayard e John Sartoris, que não é o da ferrovia), um homem bem posicionado e temido na sociedade local, que decidiu acolher a viúva Tia Jenny (minha personagem preferida do livro), depois que seu marido Bayard da Carolina morreu. A Tia Jenny é quem conta parte da história da família, além de cuidar dos geniosos Sartoris, ela caracteriza a personalidade deles e explica suas ações por meio da história da família.
Além da família principal os empregados tem uma voz bem participativa no livro, suas histórias se misturam, ora eles são quase vistos como parte da família e ora são tratados quase como animais. A questão racial se torna meio evidente também, em alguns momentos os negros são preconceituosos, em outros os brancos.
E sob o aspecto do racismo a Guerra de Sessesão e depois o da Primeira Guerra Mundial também.
Outra coisa genial é a forma como a modernidade entra em cena, como os costumes vão aos poucos modificando o ambiente da história, mas mesmo assim os vehos erros se repetem, como se além de herdar o nariz, os mais jovens herdassem também os defeitos e falhas de caráter dos ancestrais.
É uma história de decadência familiar, mas pode ser vista como decadência da humanidade, muitas coisas podem ser lidas nas entrelinhas, é um livro que merece releitura, porque nãos esgota em um leitura só (sinto isso com todas as minhas leituras de Falkner até agora).
De todos os livros que li até agora do Faulkner esse me pareceu o mais complexo, o que eu fui menos capaz de sugar informações.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
{Fabí} 'Tá lido # 78 -As aventuras do Sr. Pickwick, Charles Dickens
Charles Dickens é um dos meus escritores preferidos, gosto da forma leve, cheia de coincidências,do humor singelo e do olhar aguçado para a humanidade, esse foi o primeiro romance publicado do autor e isso só mostra que desde o primeiro romance Dickens já sabia o que fazia.
No começo do livro somos apresentados a uma de cavalheiros, chamado Clube Pickwick, que é voltada para a busca do conhecimento e foi fundada pelo Sr. Samuel Pickwick, um conceituado observador/estudioso da natureza e das pessoas.
No primeiro capítulo ainda somos apresentados ao nosso querido aventureiro Sr. Pickwick, que propõe ao Clube uma expedição para investigar e explorar, o clube aprova, mas pede que ele leve alguns companheiros que se voluntariaram consigo. São eles: Sr. Tracy Trupman, que segundo o próprio narrador "à sabedoria e experiência de mais maduros anos acrescentava o entusiasmo e o ardor de um menino, na mais interessante e perdoável das fraquezas humanas - o amor";o poético Snodgrass e Winkle, o caçador.
Estabelecidos os companheiros de viagem e todos os pormenores o grupo de amigos segue viagem e logo nos primeiros momentos começam as trapalhadas e confusões, esse hrupo conhece bem a Li de Murphy, porque tudo acontece com eles e diferentemente dos outros romances de Dickens esse é mais engraçado que triste, ele é cheio de coisas muito engraçadas que me fizeram rir em muitos momentos.
A grande sacada desse livro é que no decorrer do livro somos conduzidos pelo narrador a descobertas que provam que as aparências enganam e que com o tempo vamos realmente conhecendo as pessoas, a convivência prova quem é quem e as máscaras sociais vão ficando para trás.
Uma das coisas mais fascinantes desse livro pra mim foi a forma como Dickens explorou a fraqueza e a virtude de cada personagem, como eles foram evoluindo e aprendendo uns com os outros, além do forte laço de amizade e de valores morais elevados, os personagens tinham sentimentos profundos e verdadeiros e nos cativam do começo ao fim.
O meu personagem preferido é o criado do Sr. Pickwick (além do próprio senhor Pickwick) o Sr. Samuel Weller, que talvez não por tanta coincidência tem o mesmo nome do Sr. Pickwick, mas é como um duplo dele, possuindo as qualidades e defeitos opostos ao nosso protagonista, o que torna a relação deles rica e super gostosa de acompanhar, já que um cuida e modifica o outro pramelhor, como só os verdadeiros amigos podem fazer.
Dickens é um mestre (em tudo) principalmente na construção de personagens, além de causar empatia e simpatia instantaneamente, são cheios de luz e sombras, defeitos e virtudes, o que os torna mais reais e nos envolve mais na história, a gente vivencia os dramas dos personagens como se fosse nossos ou dos nossos amigos.
Nesse romance existem temas bastante recorrentes na obra de Dickens, como prisão por dívidas, alcoolismo, a degradação causada pela pobreza, o valor de uma amizade, amadurecimento dos personagens e outras coisas, mas esse livro (dos que li) é o que tem tom menos sombrio, é mais cômico e mostra as coisas sobre um prisma menos triste, mas mesmo assim nos toca.
Assim como nas outras obras de Dickens existe uma valorização da moralidade e os "vilões" são personagens dúbios (e caricatos) que nos causam certa empatia, eles não são de todo maldosos, mas muitas vezes chegam a causar repulsa.
Esse livro é cheio de crítica social, de defesa dos pobres e oprimidos, crítica também a situação miseráveis e vale ressaltar também a posição submissa da mulher.
O Sr. Pickwick é como uma estrela em uma noite sombria, tem luz própria e ilumina quem esta ao seu redor, dono de um coração maior que o mundo ganhou o meu coração, aliás os protagonistas de Dickens conquistam nosso coração, né?
Enquanto lia esse livro me lembrei um pouco de Dom Quixote e das Mil e uma Noites, porque a hostória é uma série de aventuras, uma história dentro da outra, também achei que o Dickens estava ironizando os clubes de intelectuais e os próprios, me parece que ele está o tempo todo tirando sarro deles.
Por hoje é só!
;)
domingo, 14 de junho de 2015
{Fabi} 'Tá Lido #76 - O som e a fúria, William Faulkner
Conversando com voês sobre o som e a fúria do William Faulkner, um livro que assusta muita gente, mas que recompensa quando você abre o coração. Vale muito a pena ler, acho que vocês perceberam que está acontecendo uma overdose de Faulkner por minha parte, pois é descobri um dos autores que mexem comigo. E você descobriu algum assim esse ano?
Uma dica para quem tem medo desse livro e quer saber um pouco mais sobre a história do autor, da obra e sua relevância para a Literatura Universal é assistir esse vídeo: Literatura Fundamental, O som e a fúria, professora Munira Mutran.
;)
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terça-feira, 2 de junho de 2015
{Fabí} 'Tá lido # 76 -Santuário, William Faulkner
Esse livro
me foi uma grata surpresa, fui cheia de medo encarar o bicho papão chado
William Faulkner e me apaixonei pela fera, me surpreendi e fui conquistada, em
dois meses li três livros dele e comprei mais um monte, quero ler tudo que ele
escreveu e se você ai tem vontade lê-lo, o leia, vale a pena.
Eu
particularmente não tenho medo mais de ler nenhum livro, para alguns como Graça
Infinita não me sinto preparada, já com outros como O jogo da amarelinha, sinto
que serão lidos em breve. Acredito no momento de ler o livro e se não estiver
rolando aquela química, muito bem, eu espero.
Esse livro
foi um dos raros casos que terminei com vontade de reler, pelo que percebi a
leitura dele (e dos outros que li do Faulkner) não se esgota com uma leitura,
mas se enriquece com várias releituras.
Esse livro
tem um clima noir, quase um clima de detetive
(como a Claire Scorzi cita no seu vídeo), acho que esse livro é o mais
acessível do Faulkner, tanto por ser curto, como por ser menos hermético e ter
apenas um foco narrativo, foco que segue linear na história.
terça-feira, 17 de março de 2015
{Fabí} Vamos ler mais clássicos? (The Classics Club)
![]() |
| "Reading" - Auguste Renoir (1890-1895) |
Eu adoro listas, sou doida por elas e me sinto mais organizada quando as sigo, além de ter o controle do quanto você já leu e do quanto ainda quer ler.
Não sei vocês, mas tenho sempre a impressão que não li nada, tenho tanta coisa por ler, tantos mundos pra descobrir...
Sou uma pessoa que naturalmente gosta dos clássicos, gosto de entender o passado, assim o presente faz mais sentido e o futuro se torna mais coerente. Além disso, acredito que o clássico é atemporal, é como aquele vestido preto simples que toda mulher tem que ter, funciona sempre.
Como um livro requer um tempo maior de dedicação (do que um filme por exemplo), como a maior parte do livro se passa na sua própria imaginação, quem da forma as palavras escritas pelo escritor é você, que seja por um mundo bem escrito, com personagens que sejam palpáveis e que deixem uma marca quando você fechar o livro.
Não que seja sempre bom, afinal gostar de um livro é subjetivo, mas que seja incomodo, prazeroso, esquisito e inesquecível, que seja um clássico.
Esse projeto surgiu depois de dar uma zapeada em um dos meus blogues preferidos da internet, (pena que os vídeos da Juliana não estão mais no YouTube :( ), O pintassilgo e o projeto é o The Classics Club, que pelo que eu entendi surgiu no site The Classics Club.
“The Classics Club was started on March 7, 2012 by a blogger who wanted to see more people posting about classics literature in the blogosphere. Her goal was to, “unite those of us who like to blog about classic literature, as well as to inspire people to make the classics an integral part of life.” She thought about several ideas but finally settled on inviting people to make out a list of (at least 50) classic titles they intend to read and blog about within the next five years.” (The Clássic Club)
O projeto constitui em fazer uma lista de livros clássicos que você quer ler e dentro de cinco anos, a única "regra" é ler pelo menos cinquenta desses livros. Eu fiz uma lista gigante com livros escritos em vários períodos, sem distinção de nacionalidade, sexo e etc. Achei melhor ter muitas opções, assim não fico muito restrita.
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