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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

{Fabi} 'Tá Lido # 67 - O vermelho e o negro, Stendhal

ISBN: 9788579710278
Ano: 2010
Páginas: 630
Editora: Abril

Sinopse: O trágico destino de Julian Sorel, protagonista deste romance, foi baseado em fatos reais (na vida do jovem seminarista Antoine Berthet, que assassinou a ex-amante). Stendhal tensiona sua saga romântica com a realidade da França da Restauração pós-napoleônica, política e moralmente conservadora.
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Acho que nunca comentei aqui, mas quando compro um livro que não seja por indicação (seja por vídeo, resenha ou de amigos) prefiro não saber nada sobre ele, nem leio a sinopse na loja. Com esse livro foi assim, apaixonei pelo título, acho bonito, embora o livro não esclareça muito bem o porquê dele. (eu imagino que o vermelho tenha a ver com raiva ou as cores bonapartistas, e o negro com as sombras e o habito dos padres).

Tenho um ritual de leitura, quando vou começar a ler um livro, leio primeiro a sinopse, depois as orelhas (quando não tem orelhas, normalmente tem uma apresentação e etc.), m;as nunca leio os prólogos que não são escritos pelo autor, deixo para o fim da leitura.

 Esse livro faz parte da Coleção grandes clássicos da Editora Abril, então na parte final tem uma contextualização do período em que foi escrito, sobre a vida do autor e a importância de alguns personagens e etc., essa parte só leio depois de ter terminado o livro mesmo.
Esse livro foi uma surpresa maravilhosa, porque mesmo sem saber nada sobre ele, quando o peguei nas mãos pela primeira vez já sabia que ia ser uma leitura incrível, que ia ser um livro que ia me marcar e realmente o foi.

Outra coisa que percebi lendo esse livro é que realmente gosto desse período histórico, século XIV, não só da parte histórica, mas da literatura produzida nessa época, acho que os livros mais marcantes que eu li nos últimos tempos são desse período, mas chega de devanear e vamos voltar ao livro.

O romance se desenvolve em torno da vida de Julien, um rapaz pobre, ambicioso, que sofre rejeição da família por ser mais intelectual que forte, ele é sonhador e inteligente, também tem uma malícia que é temperada com doses de inocência que o tornam encantador. E uma coisa que se torna relevante para história é a paixão desenfreada e secreta que ele nutre por Napoleão Bonaparte.

Ele é tão encantador que vai conquistando o respeito e admiração das pessoas para alcançar seus objetivos, ele é um pouco manipulador e dissimulado, ele usa da sua inteligência para convencer o cura Chélan (que é quem o ensinava) a conseguir uma posição melhor pra ele, pois ele não nasceu para ajudar na madeireira da família, o cura consegue uma posição de tutor na casa do prefeito do vilarejo que ele mora, ai começa a ascensão e a queda de Julien.

Ascensão no sentido de subir na escala social, ele é uma pessoa que deseja respeito, que deseja ser admirado e ter poder, o que é contra os princípios de um aprendiz de cura, uma pessoa que vai estudar para conseguir ascensão espiritual, daí a queda, que é moral e espiritual.

Se por um lado ele vai conquistando as pessoas, ele tem um jeito de conseguir o respeito dos superiores, ele sabe o que dizer e o que falar, sabe quem conquistar e como conquistar, por outro ele vai perdendo a inocência e vai se afastando do caminho de cura que ele seguiria.

Várias coisas na história vão se encaixando, ora Julien é uma pessoa amável, ora ele é um crápula e essa dualidade se dá em todos os aspectos da história, acho que até o título sugere isso (esse titulo me fascina, acho incrível rs).


Conforme a narrativa vai se desenvolvendo os sentimentos do leitor para com Julien vão mudando, assim como a própria forma dele se ver e de se compreender, acredito que é por isso que muitas pessoas veem esse livro como romance psicológico, ele causa aquela sensação estranha que sentimos com o Raskolnikov de Crime e Castigo, talvez de maneira menos intensa, mas ainda sim Stendhal mexe com nosso psicológico e com nosso sentimento.


Já deu para perceber que vale a leitura né?

Até a próxima! ;)


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá lido # 64 - A redoma de vidro, Sylvia Plath

ISBN: 9788525057945
Ano: 2014 /
Páginas: 280
Editora: Biblioteca Azul
Avaliação pessoal: 5 estrelas e favorito

Sinopse: Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica.

A Biblioteca Azul lança uma nova edição de A redoma de vidro, único romance da poeta americana Sylvia Plath. O título retorna às livrarias com tradução do escritor Chico Mattoso 51 anos depois da primeira publicação e do suicídio da autora, em 1963. 
Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens.
Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas A redoma de vidro segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. 
Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia.
Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.

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Faz tanto tempo que eu queria esse livro, mas ele era esgotado no Brasil e infelizmente eu não sei ler em Inglês (coisa que vai mudar em breve), mas graças a Deus ele foi relançado esse ano e a linda da Ines me deu de presente de Natal, obrigada, eu amei! <3

Esse livro é triste, melancólico e sensível,  ao mesmo tempo é bonito e a prosa da Sylvia é poética e simples, uma delícia de ler. O mote principal do livro é depressão e suicídio, o sentimento de não se encaixar no mundo e de ter uma dor tão grande que não sabe como lidar.

Por mais que seja um tema pesado é narrado com tanta sensibilidade que torna a leitura mais leve, a prosa é tão bonita e simples que a leitura flui, é um livro melancólico, mas com uma melancolia e uma tristeza bonita, não agressiva e que comove, mas não de uma maneira negativa.

Um aspecto desse livro que torna ele muito verossímil é que a Esther, a personagem principal, tem tudo pra ser feliz, uma bolsa na faculdade para estudar Inglês, consegue vários prêmios  e até um estágio muito bom, que é o sonho de muitas meninas, mas que não conseguem mudar esse sentimento de não merecimento e de tristeza por não ser grata.

Esse sentimento todo só piora a depressão, só agrava mais ainda a incapacidade dela de se adaptar e de querer isso, não tem como falar muito desse livro porque ele vai se desenvolvendo de acordo com as situações que a Esther vai vivendo e falar mais sobre isso estragaria a descoberta.

Fica a dica de um livro triste, bonito e tocante.

Até a próxima! ;)




quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá lido # 60 - Norwegian Wood, Haruki Murakami

ISBN: 9788560281527
Ano: 2008
Páginas: 359
Editora: Alfaguara
Avaliação Pessoal: 
Skoob

Sinopse: Em 1968, Toru Watanabe acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade, e mora em um alojamento estudantil só para homens. Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, Toru reencontra um rosto de seu passado - Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki antes deste cometer suicídio. Marcados por essa tragédia em comum, os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível até culminar com sua internação em um sanatório.


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Sabe aquele livro que você se apaixona a primeira vista, por foto e fica toda vez pensando nele, quando vai na livraria pega cheira, abraça, namora, nas lojas virtuais ele sempre vai pro carrinho... Até que um dia você desiste de resistir, agarra ele, faz carinho, leva pra casa e já separa pra ler? 

E ai tem aquela surpresa...

...surpresa ÓTIMA, porque simplesmente o livro ecoa dentro de você, ele te toca e se torna um amor, um daqueles livros que você salvaria em um incendio... 

Pois é, acho que serei um pouco muito parcial pra falar desse livro, porque ele é a melhor ou a segunda melhor coisa que eu li esse ano.

Bora entrar no clima??



Ele tem o nome devido a essa música dos Beatles (pra quem não sabe, eu amo os Beatles) e essa música tem tudo a ver com a história, com o clima do livro que se passa no fim dos anos 60, com aquele sentimento de mudança e de lidar com coisas que não entendemos bem.

Claro, que decidi ler o livro depois que vi uma foto da Lua Limaverde (que tem gosto literário fantástico, diga-se de passagem) e percebi que tinha o nome de uma música dos Beatles, essa capa linda e o Murakami. Mas  não sabia nada sobre o livro, não leio nem a sinopse,  mas é como eu sempre digo  livro te escolhe e ele me fisgou completamente.

Norwegian Wood (o livro) é sobre um garoto chamado Toru, que nasceu e foi criado no interior do Japão e que na adolescência tem que lidar com a morte de uma pessoa querida e com as mudanças que essa morte trás para as pessoas que ficaram vivas.

Esse livro lida com coisas profundas como a morte, o sentimento de perda, suicídios e depressão, mas lida com temas mais leves, como o primeiro amor, a descoberta do sexo, a mudança da adolescência para a idade adulta e a descoberta de si mesmo.

É um livro triste, mas, adoro livros tristes... melancólicos, que peguem meu coração e apertem até ele ficar pequenininho... não sei explicar, só sei que gosto.

O Toru vai pra Tóquio estudar, lá ele reencontra a Naoko, que é a ex-namorada do seu melhor amigo suicida e esse encontro muda o rumo das coisas, não é uma relação fácil, é doloroso pra eles, é como se o amigo estivesse sempre pairando sobre eles e eles tivessem que lidar com isso. Só que eles não lidam, eles fogem, é quase um tabu falar sobre isso, é doloroso, lidar com a morte de alguém querido, mesmo que junto de alguém dói.

A história gira em torno desse relacionamento, de como eles lidam com essa perda, de como superam ou não essa morte e de como isso afeta a vida deles e o próprio relacionamento deles. 
Também vão surgindo outros relacionamentos na vida deles e esses relacionamentos vão mudando a personalidade deles, a forma deles de verem as coisas, de sentir e de se enxergar.

Claro que os livros conversam de maneira diferente com cada leitor, cada um sente um coisa pelo livro e pelos personagens, mas esse livro me tocou, pela sensibilidade como os temas são abordados e pelos personagens, eles são tão humanos que dá vontade de encontrar com eles para tomar um café.

É uma história sobre perda, amor, dor e descobertas, é um livro doce e triste e é um livro que merece ser revisitado muitas vezes.

Hehehe eu avisei que não conseguiria ser imparcial... fica a dica!

Até a próxima!

;)

PS: Descobri que tem um filme desse livro, aqui dá pra ver o trailer do filme, depois que assistir eu conto pra vocês o que eu achei! :)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

{Fabí} 'Tá lido # 59 - Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski

Páginas:590
Editora: L&PM Pocket
Skoob
Avaliação pessoal: 5 estelas

SinopseUm dos romances mais importantes, mais lidos e festejados da literatura, Crime e Castigo (publicado originalmente em 1866) conta a história de um crime e suas consequencias. Trata-se de um enredo de suspense e de grande tensão, de uma profundidade psicológica única, passado na turbulenta Rússia tsarista do século XIX. Raskólhnikov é um jovem pobre, ex-estudante da universidade, que vive nos bairros marginais de São Petersburgo. Dono de uma mente febril - como todos os grandes personagens de Dosoiévski (1821-1881) -, convence a si próprio que, deveido à sua extrema miséria, está isento de qualquer lei moral. Porém, quando resolve colocar a teoria à prova, as coisas não saem como o esperado, e ele sofre miseravelmente. Crime e castigo, parece dizer o romance, são duas faces da mesma moeda, duas realidade indissociáveis que brotam da mesma semente.


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Oi gente, tudo certo?

Vocês vão cansar de mim até o fim das férias, hoje é oficialmente meu primeiro dia de férias, então também começa oficialmente o mês com posts todo dia, vocês vão cansar de mim...rs.

Até dia 30/12/2014 vou postar sobre todos os meus livros favoritos, para que no dia 31/12, quando eu postar meu Top 15, todos os livros já tenham aparecido por aqui, espero que vocês gostem! =)


Esse é um daqueles livros que é difícil descreve, falar sobre ou até mesmo definir, acho que pra cada pessoa ele trás um sentimento diferente, cada personagem desperta em você um sentimento e cada página lida é uma angustia a mais.

Acho que todo mundo sabe que é um romance psicológico, onde nossos sentimentos são manipulados o tempo a história é narrada em terceira pessoa, com ênfase no ponto de vista do personagem principal Rodion Românovitch Raskólnikov.

Raskólnikov é um ex-estudante de direito vindo do interior, sua família é muito pobre e sua mãe acredita que, depois de formado, sua posição garantirá um casamento melhor para sua irmã e uma vida mais confortável para todos.

Apesar de toda essa pobreza o Raskólnikov é extremamente orgulhoso e arrogante, combinação perigosa para uma pessoa que beira a miséria e se considera uma pessoa mais inteligente e melhor que os demais.

No decorrer do livro, justamente pelos defeitos de caráter que ele tem, ele se vê em situações que ele mesmo buscou e as decisões que ele toma a partir delas é o plote central da narrativa.

Pode o ambiente influenciar no caráter das pessoas? Uma pessoa é mais merecedora dos bens materiais que a outra? Alguém é capaz de decidir o futuro de outras pessoas?

Essas são algumas perguntas que foram surgindo pra mim durante a leitura, o bom de ter uma narrativa que aponta o dedo para os defeitos da condição humana, e como humanos que somos, é que serve muitas vezes como uma análise das nossas próprias atitudes, ou para a falta delas em alguns casos.

O que leva a outro ponto da discussão do romance, o que mais nos atormenta a nossa própria consciência ou a opinião dos outros, (acho que aquela coisa de o inferno são os outros não cola muito pro Raskólnikov), uma atitude tomada na hora do desespero é menos válida que um pensada com antecedência?

Só sei que depois de ler esse livro e vir compartilhar aqui com vocês, percebi que nada sei, tanto do livro como da vida!
Mas pra mim livro bom é assim, trás muitas perguntas e poucas respostas, porque afinal, elas estão dentro de você e pra cada um ela vai se uma verdade diferente!



Alguém ai já leu?

O que achou?



Até a próxima!



;)


quarta-feira, 2 de julho de 2014

'Tá Lido #54 - Mansfield Park, Jane Austen


Páginas:  576
Editora:  Martin Claret
Avaliação pessoal: 5 estrelas e favorito

Sinopse: Fruto da fase mais madura da autora, o romance traz a história de uma jovem órfã que é adotada por seus parentes ricos, apresentando conflitos que envolvem amor e contratos sociais, escravidão e civilidade, riqueza e autopercepção – sempre com o toque irônico de Austen, sua marca registrada. O lançamento de “MANSFIELD PARK” apresenta esta importante obra de Jane Austen em uma edição bilíngue, resgatando toda a magnificência e toda a preocupação social de uma das maiores escritoras inglesas. Ainda que o livro aborde vários temas, a principal questão é a busca da identidade e do verdadeiro amor. Por mais de dois séculos o livro divide os leitores: por um lado, “MANSFIELD PARK” é o trabalho mais autobiográfico de Jane Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior – no qual a escritora viveu e procurou o amor. Entretanto, o texto parece entrar em conflito com as tradicionais heroínas de Austen, uma vez que Fanny Price é surpreendentemente contida e passiva, fato que tem aturdido por décadas os críticos e os fãs da autora. As questões sociais também são discutidas na obra, sugere-se pela crítica especializada que o título se refere ao julgamento de Mansfield, a decisão inglesa legal e histórica tomada pelo chefe da Justiça Lorde Mansfield, segundo a qual foram estabelecidos os primeiros limites quando à escravidão na Inglaterra. No romance, Fanny surpreende sua família adotiva ao levantar a questão sobre o envolvimento deles com a escravidão. As cartas de Jane Austen escritas na época nos informam de uma paixão por Thomas Clarkson, um popular abolicionista, o que justificaria o envolvimento da autora com estas questões sociais. Jane Austen, como os seus personagens, cresceu em uma zona rural na Inglaterra entre a classe abastada e religiosos, cujos hábitos e negócios ela observava com perfeição e, às vezes, com uma honestidade brutal e reveladora. A sua memorável linguagem, a sua sagacidade satírica, o seu delicado senso de humor e as complexas caracterizações de luta moral no coração das famílias, além das alianças românticas, contribuem para o estilo atemporal da autora. O tema prevalecente na obra continua relevante: a necessidade de homens e mulheres encontrarem a sua identidade e fazerem as suas próprias escolhas - ainda que a sociedade, por sua natureza, tente os fazer seres dependentes, sem força e preconceituosos. Este foi o romance mais lucrativo de Austen, garantindo à autora 350 libras, uma fortuna na época. A história já foi adaptada algumas vezes para o cinema e televisão, as mais conhecidas são as versões de 1983 pela BBC e as homônimas norte- americanas de 1999 e 2007.

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Acho que sou bastante suspeita pra falar de Jane Austen, quem já me ouviu falar de algum livro dela deve saber. Como leitora sou bem versátil, leio de tudo, mas é claro que tenho uma queda por aventuras épicas, fantasia, romance/suspense policial e romances vitorianos (principalmente pelos escritos pela Jane).

Esse livro foi daqueles que eu não queria largar, queria andar na rua lendo, de pé no ônibus, na fila curta do mercado e em qualquer possível, era impossível parar de ler.

Acho que ele se tornou meu favorito da autora até agora, mas vamos ver se vai durar isso, porque cada vez que termino um livro dela fico com essa sensação, de ser o melhor livro dela que eu já li...rs
Até o fim do ano pretendo ler todos os livros publicados dela aqui no Brasil, logo logo aparece mais um por aqui.

Fiquei louca de vontade de lê-lo porque ele é mencionado muitas vezes no livro Um quarto todo seu (Virgínia Woof). Quando terminei Um quarto todo seu já comecei emendei  Mansfield Park e foi incrível, estava com as expectativas altas e ele conseguiu ser melhor do que eu esperava.

O que mais me marcou nesse livro foi a candura da Fanny, a decepção e a resignação, mesmo que seja um traço bastante comum nas obras da JA, mocinhas resignadas, inteligentes e independentes, me surpreendi pelo desfecho, pela forma como a história termina.

Juro que neste caso até mais ou menos o fim achei que ela não teria final feliz, ou pelo menos não o final feliz que eu queria, na maioria dos outros livros, pouco antes do fim eu já sabia quem ia casar com quem, qual seria o final e etc, mas nesse foi diferente... foi surpreendente.

Acho que mesmo sendo uma obra bastante longa, não é cansativa e nem cheia de voltas, é uma narrativa rápida e quando parece que vai enrolar, desenrola.

Fica a dica então, pra quem quer uma leitura leve e cheia de romance, crítica social e falsas aparências, no fim nada é como parece, pelo menos nesse livro.

Até a próxima!

;)

domingo, 29 de junho de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #54 ~ Mrs. Dalloway (Virginia Woolf)

Título: Mrs. Dalloway
Título Original: Mrs. Dalloway
Autor: Virginia Woolf
Editora: Autêntica
Número de páginas: 272

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas!


Sinopse: Considerado uma obra-prima, Mrs. Dalloway conta uma história das mais simples, que poderia ser resumida de forma banal na expressão "um dia na vida de uma mulher". Através da percepção do que se passa em torno e dentro de Clarissa Dalloway, Virginia Woolf escreveu, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e a do próprio romance.


"A Sra. Dalloway disse que ela mesma ia comprar as flores". Acho que mesmo quem nunca tenha lido este livro, já deve ter ouvido esta frase em algum lugar!

Esse livro foi totalmente diferente de tudo o que eu já li. Nunca havia lido um livro que seguisse um fluxo de consciência assim como os de Virginia.


Não vamos encontrar uma linearidade nesta história como na maioria dos livros. Virginia passa de um assunto para o outro, de um ponto de vista de um personagem para outro de modo muito sutil

O livro é em terceira pessoa, mas ainda assim conseguimos entrar na consciência dos poucos personagens que o livro possui. Conseguimos visualizar perfeitamente o ambiente ao redor deles (o que me deixou ainda com mais vontade de conhecer o Hyde Park e o Regent's Park) naquele momento e tudo o que se passa dentro de seus pensamentos também. Desde os pensamentos mais aleatórios até os mais profundos!


De início, senti dificuldade para me situar na história, mas depois de umas 30 páginas, peguei o jeito da escrita dela e me apeguei à leitura, de modo que não conseguia mais soltar.

Mapa de Londres♥

Pelo título, eu pensei que a história seria apenas sobre um único dia na vida de Clarissa e nenhum personagem mais. Mas, conforme avançamos na leitura, somos apresentados a outros personagens, de modo bem íntimo até, como Richard (o marido de Clarissa), Peter Walsh (um ex namorado de Clarissa) e Septimus. E a história vai se desenrolando, em único dia, em uma teia de acontecimentos sensacional. Desaguando na noite deste dia.

É um romance totalmente inovador, pelo menos dentre tudo o que eu já li até hoje, e só me fez virar mais uma fã de Virginia! 


A cena preferida minha, quem leu vai entender, foi o momento em que Richard decide comprar rosas vermelhas e brancas para Clarissa. Tudo que se passa na cabeça dele, ao redor dele e a intenção. Muito lindo mesmo!

Até o Peter Walsh, que é um personagem que parece que não sabe muito que quer da vida, que é muito volúvel, eu gostei dele, pois ele acaba enxergando algumas situações de melhor maneira que os outros personagens.


A Clarissa me pareceu daquele tipo de mulher que gosta mais da vida em sociedade do que da família. Festas, status, interações convenientes e aparências sempre estão acima da família. Clarissa parecia mais autêntica quando estava sozinha, ou com Peter ou Sally.


Não é uma história toda feliz, mas é uma história linda, sobre amor, vida e morte, e como tudo isso afeta a vida. 

E tudo o que eu tenho a dizer é que leiam esse livro, é sensacional. Não tenham medo da escrita de Virginia antes mesmo de conhecê-la. De início, pode parecer algo complicado, mas é só ter um pouco de paciência que, depois de algumas páginas, a leitura flui deliciosamente!


A edição minha é da coleção Mimo da Autêntica, com tradução de Tomaz Tadeu. E é super linda! Em capa dura, com jacket e o papel é de alta qualidade. As folhas são até duras de tão grosso que é o papel, que é o Pólen Bold 90 g/m². Coisa mais linda!


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Bel VF 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #53 ~ Azul é a Cor Mais Quente (Julie Maroh)

Título: Azul é a Cor Mais Quente
Título Original: Le Bleu Est Une Couleur Chaude
Autor: Julie Maroh
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 158

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas e Favorito!


Sinopse: Clementine é uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer. Em tempos de luta por direitos e de novas questões políticas, "Azul é a Cor Mais Quente" surge para mostrar o lado poético e universal do amor, sem apontar regras ou gêneros.



Já li esse quadrinho já tem um bom tempo, mas como não estava assim tão inspirada para escrever, resolvi esperar um pouco, afinal, ele merece todas as melhores palavras e elogios!

A princípio, não fazia ideia alguma do que se tratava a história. Nenhuma ideia mesmo. Mas tinha vontade de ler porque eu via todo mundo comentando tanto dos quadrinhos quanto do filme. Até que um dia, recebi uma promoção em meu e-mail, preço amigo e comprei.


No dia que chegou, peguei para dar uma olhada apenas do que se tratava, ver como era o traço e tal. Quando dei por mim, eu havia terminado a leitura. Sem perceber, me envolvi com a história, mergulhei nesse universo dramático da vida de Clem, dela se descobrindo e se perdendo, que não vi o tempo passar.

É uma história sensível, frágil e ainda se passa em uma época na qual as pessoas tinham mais dificuldade em aceitar um relacionamento homossexual. Clem, claro, não recebe essa aceitação da família e de muitos ao seu redor por amar Emma, uma garota de cabelos azuis, estudante de Artes.


Entretanto, a história não se trata apenas do amor entre Clem e Emma, mas sim, das várias formas e sutilezas do amor. Da hipocrisia do ser humano em repudiar o relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo, onde há AMOR, e apoiar guerras, disputas por terras onde há apenas interesses em benefício próprio. Onde mesmo que está o erro aí?


A história mostra uma sociedade bem ignorante e nós, leitores, acabamos nos sensibilizando com a história das duas e sentimos as mesmas coisas que as duas durante a leitura. A agonia de não poder sair e gritar ao mundo o que se realmente é sem ter consequências com a sociedade. É uma história bem triste, não esperem um final feliz.


É uma leitura de qualidade garantida, sensacional e super recomendada! Além de possuir um traço super lindo! Durante a história de Clem e Emma, o traço é todo em preto e branco e, a única cor presente é o Azul. Muito lindo e sensível.


Merece leitura e releitura por várias vezes! Alguém aí já leu essa história ou viu o filme? Deixe seu comentário!


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Bel VF 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

'Tá Lido #47 - A espuma dos dias - Boris Vian

A espuma dos dias 


Autor: Boris Vian
Página: 256
Editora: Cosac Naify
Sinopse: A publicação do romance A espuma dos dias no Brasil vem suprir uma lacuna no mercado editorial brasileiro, carente da obra de Boris Vian. Escrito em 1946 e publicado pela primeira vez em 1947, esse peculiar romance sobre amor, doença e morte conta a história de seis amigos inseparáveis – Colin, Chick, Nicolas, Chloé, Alise e Isis – que vivem sob uma atmosfera a um só tempo romântica e moderna, onde sonho e fantasia se misturam à realidade. Trata-se de um verdadeiro clássico moderno da literatura francesa. O autor se utiliza de imagens poéticas e surreais para narrar a trajetória desses amigos, que vivem na Paris dos anos 1950 num ambiente repleto de referências ao jazz e ao existencialismo. Colin, um jovem muito rico, apaixona-se e casa-se com Chloé, mas ela adoece e ele vai dilapidando sua fortuna para tratá-la. O tratamento consiste em cercá-la de flores para combater justamente um nenúfar crescendo em seu pulmão. A angústia de Colin ao tentar salvar sua esposa acaba por deformar tudo a sua volta. Chick, seu grande amigo, se casa com Alise, mas parece mais preocupado com sua fixação pelo filósofo Jean Sol Partre, o que leva sua mulher à loucura. Nicolas, o chef de cozinha de Colin, vive aventuras ao apaixonar-se por Isis, amiga de Chloé e Alise. A doença de Chloé, que progride conforme avança a leitura do romance, contamina o clima da história: o que de início era belo, claro e iluminado vai se tornado sombrio, triste e fúnebre. A leitura revela-se profunda sobre a vida e o amor, mesmo que sob uma aparente ingenuidade e simplicidade.

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Amo a capa desse livro e ela foi  E também um grande motivador de compra, confesso, sou dessas que julga sim um livro pela capa, ainda mais se for uma capa linda que nem essa...rs.

Gostei do livro, mas não amei, parece que eu não entrei muito no clima dele. Ao mesmo tempo que tem uma historia bacana, mas ao mesmo tempo achei um livro estranho, mas eu tenho uma tendência a gostar de coisas estranhas, então o saldo foi positivo.

A história é meio non sense, é como se o autor usasse de objetos para descrever sentimentos e sensações, é um livro bastante visual, então quem não tem facilidade de transformar palavras em imagens pode sentir tédio ou dificuldade de compreender, confesso que em alguns momentos foi meio difícil entender a ideia que o autor queria transmitir e captar a essência das sensações, mas quando eu consegui fazer isso foi uma experiência incrível.

Como fiz uma leitura aos poucos dele, no trem, no metrô e em ambientes barulhentos posso ter perdido vários momentos importantes, outra coisa que pode ter acontecido é que na sinopse fala que esse livro é para os jovens franceses o que O apanhador no campo de centeio (J. D. Sallinger) é para os jovens americanos e ele é um dos meus livros preferidos da vida, então minha expectativa foi muito alta, digamos que o padrão estava bem elevado e quando isso acontece a chance de decepção é bem maior.

Até evito ficar lendo ou vendo vídeos sobre livros que eu gosto muito, mas esse livro causou uma comoção enorme no povo dos blogs/vlogs literários no ultimo semestre do ano passado, me deixei levar e abocanhei esse livro com muita vontade, mas o sabor não era o esperado.

Pode ser culpa minha, mas eu não tive muita química com ele, vou guardar com carinho (tenho dó de me desfazer dele, porque a capa é linda) para uma releitura futura e quem sabe eu esteja mais no momento e mais aberta para me deliciar com essa leitura.

Até a próxima!

;) 

domingo, 9 de março de 2014

'Tá Lido #44 - Mrs. Dalloway - Vírginia Woolf

Mrs. Dalloway - Vírginia Woolf

Autor: Virginia Woolf 
Páginas: 224
Editora: L&PM Pocket 
Sinopse: Considerado uma obra-prima, Mrs. Dalloway conta uma história das mais simples, que poderia ser resumida de forma banal na expressão "um dia na vida de uma mulher". Através da percepção do que se passa em torno e dentro de Clarissa Dalloway, Virginia Woolf escreveu, na verdade, a história da crise de um indivíduo, de uma classe, de uma sociedade e a do próprio romance.





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Sabe aquele autor que você sente muita vontade de ler, mas também sente medo e até pensa em desistir antes mesmo de começar?
Pois é quando ouvia falar de Virgínia Woolf sentia isso, queria ler, mas não me achava capaz, que tolice a minha, o livro é delicioso e não é um bicho de sete cabeças.

Com certeza esse não foi o livro mais fácil de ler, mas não foi porque a autora complicou, mas sim pelo fluxo de pensamentos e sentimentos dos personagens se misturas com as falas e diálogos.
Como assim?
Ela começa uma frase com o diálogo e termina com o que o personagem sente ou pensa da pessoa com que ele estava falando, sabe aqueles diálogos que temos conosco quando encontramos com alguém na rua, na fila do mercado ou no corredor do trabalho? (Tipo, nossa como fulano engordou, será que ela casou?? etc etc etc)

O livro conta a história de uma mulher, digamos que fútil, que se casou com um homem que ela admirava por sua posição social e que valoriza o status e a vida em sociedade, uma mulher que me pareceu vazia e sem vida, por suas próprias escolhas ela teve uma vida distante da sua família e sem nada diferente, apenas as festas e a vida em sociedade tem algum valor.

É como se a vida em família fosse secundária e eles foram estranhos e pedantes entre si. Fiquei com a impressão de que ela só pode ser ela mesma com a melhor amiga de infância e com o primeiro namorado, mas isso fica a seu critério quando você fizer a leitura.

Espero ter tirado o medo de ler esse livro e ter deixado vocês com uma vontade danada de ler esse livro.

Até a próxima!
;)

sexta-feira, 7 de março de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #47 ~ O Verão que Mudou Minha Vida (Jenny Han)

Título: O Verão que Mudou Minha Vida
Título Original: The Summer I Turned Pretty
Autor: Jenny Han
Editora: Galera Record
Número de páginas: 288

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 3,5 estrelas!

Sinopse: A vida de Belly é medida em férias de verão. Para ela, todas as coisas boas só acontecem entre os meses de junho e agosto, quando está na casa de praia junto a Susannah, única e melhor amiga de sua mãe e uma espécie de tia, e seus dois filhos, Jeremiah e Conrad. Mais do que irmãos postiços e companheiros de férias, os filhos de Susannah tornaram-se o centro das suas emoções. A véspera do aniversário de 16 anos de Belly marca também o fim daquele que parece ser o último verão onde estarão todos reunidos em Cousins Beach. A partir do ano seguinte todos estarão ocupados demais e talvez algum deles já nem esteja mais entre nós...

Belly tem sua vida toda movida pelos verões que ela passa numa casa de praia em Cousins Beach com sua mãe Lauren e seu irmão Steven, junto da família de Susannah, a melhor amiga de sua mãe desde os tempos da escola. Susannah também é mãe dos garotos Jeremiah e Conrad, os quais vão receber toda a atenção de Belly e bagunçar com os sentimentos dela.

Neste verão, Belly completará 16 anos. Ela cresceu bastante desde o último ano que esteve lá e, ao chegar à casa em Cousins Beach, Belly já deixa os irmãos Jeremiah e Conrad impressionados, mesmo que eles tenham crescido juntos e se conhecerem tão bem.

No início do livro, as histórias narradas por Belly de seus outros verões, os flashbacks constantes e não cronológicos, faz parecer que será apenas um romance adolescente e água com açúcar. Entretanto, no desenrolar dos fatos, vemos que cada personagem tem seus problemas interiores, que nada é o que parece ser. E então, o verão de Belly começa a se misturar com a situação de Susannah, que está com câncer de mama e, talvez, seja o último verão que passarão juntos. Mas ainda assim, diante dessa situação que é triste, não deixa de ser um livro com romance adolescente.

Belly está apaixonada por Conrad, mas ele parece estar preocupado com outras coisas, além de sua mãe, e não dá muita atenção para ela, de início. Ela passa a maior parte do tempo na casa, nadando e se divertindo com Jeremiah. Até que um dia, na festa do dia 4 de Julho, ela conhece outro garoto e eles se dão bem, o que dá em um namoro de verão.

E apesar dela ter 16 anos, Belly é muito infantil, se fecha em seu mundinho e não é capaz de enxergar a real situação de todos ao seu redor. Ela não aceita grandes mudanças e para ela, tudo continua sendo como sempre foi. O que ela mais queria era beijar um garoto, ter um namorado e, o que era realmente importante, fica na linha da visão periférica. Essa infantilidade dela irrita bastante.

E mesmo sendo irritante, eu gostei bastante do livro, pois ele mescla esse romance com a necessidade de crescer, aceitar mudanças e perdas. Tudo o que o livro representou, os assuntos abordados por trás da história, é muito bonito e bacana. Por isso, o livro ganhou uma nota bem boa.

É um livro fácil, de leitura leve e totalmente despretensiosa. Não é um exemplo de obra literária, mas é uma leitura que vale a pena. Foi uma leitura que serviu para destravar a minha cabeça para enfrentar a Maratona Literária.

O livro já tem continuação e se chama “Sem você não é verão”, a qual pretendo ler, mas não sei quando, pois essa trilogia Verão não é prioridade minha.

Alguém já leu todos os livros publicados? O que acharam?


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Um abraço
Bel VF 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #42 ~ As Virgens Suicidas (Jeffrey Eugenides)

Título: As Virgens Suicidas
Título Original: The Virgin Suicides
Autor: Jeffrey Eugenides
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 232

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas!


Sinopse: O cenário é o de um típico subúrbio americano dos anos 70. Mas são as forças de Eros e Thanatos que atuam em As virgens suicidas, envolvendo o leitor numa história original, narrada por uma espécie de coro semelhante ao das tragédias gregas. Durante uma festa em sua casa, Cecilia Lisbon, uma garota de 13 anos se joga de uma janela do segundo andar sobre a cerca de ferro. Como uma maldição, num período de um ano, todas as cinco irmãs Lisbon cometem suicídio. Comprimidos, enforcamento, todas as formas são válidas para que, uma a uma, Lux (14), Bonnie (15), Mary (16) e Therese (17) encontrem seu caminho para a morte. A tragédia marca tanto a rotina da vida local que uma investigação é levada a cabo pelos garotos da vizinhança. Passados 20 anos, eles reúnem um mórbido acervo de evidências, que vão desde entrevistas com parentes até diários e boletins de química. Mas os detetives amadores, determinados a descobrir qual a razão daquelas mortes, lutam para achar as peças deste quebra-cabeça que é a alma feminina.

Como o próprio título do livro já diz e entrega muitíssimo sobre o enredo, a história se trata do suicídio das cinco irmãs Lisbon. Ambientada em um subúrbio americano da década de 70, o narrador, que não sabemos quem ele é, apenas que é um dos garotos que eram apaixonados pelas irmãs, vai contar como foi a série de eventos da família Lisbon e as consequências.

O livro se inicia com uma tentativa de suicídio da caçula da família, Cecilia Lisbon, de 13 anos. Que é encontrada na banheira, de pulsos cortados, mas ainda viva e fraca. Os médicos conseguem salvar sua vida, mas ela nunca mais volta a ser a mesma. Ela é a irmã estranha, meio maluca como dizem, sempre usando um vestido de noiva velho e sujo, modelo da década de 20 e não conversa muito.

A partir deste evento, a família muda muito, voltando suas atenções para Cecilia. A mãe é uma fanática religiosa, linha dura e que não deixa as suas filhas usarem maquiagem, se socializarem em eventos escolares e também controla o que elas vestem. E o pai, um professor de matemática, mesmo durante o trabalho, ele fica de olho em suas filhas na escola. Isso não poderia mesmo resultar em boa coisa.

Para alegrar Cecilia, a mãe resolve permitir uma festa em sua residência. Tudo corre bem durante a festa. As meninas se divertem e inclusive Cecilia parece estar bem. De repente, ela pede para se retirar, aparentando estar bem para baixo, séria. Minutos depois, escutam um barulho e descobrem que Cecilia, mais uma vez, tentou suicídio, desta vez com sucesso. Caindo sobre a grade, sendo perfurada e morrendo ali mesmo no local.

Ninguém da família soube como lidar com essa morte de Cecilia. O pai não aceitava de modo algum e só se isolava cada vez mais. A mãe foi abandonando tudo, a casa, a família e tudo ficou uma completa bagunça. As filhas se fecharam ainda mais.

A mais ousada de todas, Lux, de 14 anos, resolveu usar o sexo como válvula de escape. Conhecia, ninguém sabe como, vários garotos e os recebia em sua casa e os levava para o telhado de sua casa. E cada uma foi se afundando em seu mundo, pelo choque com a morte de Cecilia.

E a morte de Cecilia não afetou somente a família, mas também toda a vizinhança, que passou a perceber que a casa estava entregue ao completo abandono, correspondências se acumulando na caixa de correio, o mau cheiro e a grama crescendo na frente da casa. E, claro, atiçou principalmente a curiosidade sobre tudo o que acontecia.

Somente o título já vai te dar muitas informações do que vai acontecer ao longo da história e o próprio narrador cita várias e várias vezes a morte das irmãs Lisbon, inclusive no início do livro. Portanto, não espere uma história cheia de surpresas.

E também você não vai encontrar o motivo pelo qual aconteceram os suicídios. Vai ficar por sua conta e imaginação chegar a alguma conclusão sobre os motivos que levaram as irmãs Lisbon a esse ponto.

A narrativa é bem lenta e pesada. Há pouquíssimo diálogos, o que faz com que a leitura fique um pouco cansativa, mas ainda assim prende o leitor por todas as páginas, do início ao fim. É o relato de um dos garotos da rua sobre o episódio, alguns anos depois que tudo aconteceu. Então, tudo é na visão do garoto e o que ele conseguiu de informação com pessoas próximas às Lisbon naquela época. Muita coisa é mera especulação por parte dele, visto que os pais das Lisbon não permitiam a visita de garotos à casa.

Não é um livro que você vai ler rápido. A estrutura dele dificulta um pouco, a falta de diálogos e os parágrafos muito longos. Entretanto, é um livro que vale muito a leitura e você tem que estar com a cabeça no ritmo do livro para essa leitura. Se você não estiver no momento certo, você não vai gostar do livro.

O livro tem uma adaptação muito digna feita por Sofia Coppola. O filme é muito bom mesmo, respeitando o enredo muito bem. O trabalho de Coppola foi excelente com esse filme, gostei tanto dele quanto do livro. A trilha sonora do filme é muito boa também, feita pelo duo francês Air, mas será assunto de outro post ;)

Abaixo tem o trailer do filme para vocês assistirem. E assistam o filme, vale muitíssimo a pena!


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Bel VF 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

'Tá Lido #39 - A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger

A mulher do viajante no tempo
Autor: Audrey Niffenegger 
Páginas: 654 
Editora: Ponto de Leitura 
Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.


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Demorei um pouco pra me decidir se escrevia ou não sobre esse livro, mas não é porque ele é ruim, pelo contrário ele é incrível, uma das melhores coisas que eu li em 2013, um livro que mexeu tanto comigo que eu não sabia bem como falar dele, demorei um ano inteiro para tomar coragem (e deixar de preguiça) para escrever sobre ele.

Não sei se vocês perceberam, mas quando eu avalio um livro com três estrelas ou menos eu não falo sobre ele, porque acho que não me cabe falar mal ou não falar tão bem de um livro, de repente sou eu quem não estava no momento de ler o livro e não ele que era ruim. Pra mim cabe a cada leitor descobrir se vai gostar ou não do livro, quando eu tenho alguma coisa boa para descrever da minha experiência de leitura compartilho, quando não, deixo pra lá. ;)

Existem coisas inexplicáveis, as sensações e impressões que alguns livros causam na gente fazem parte dessas coisas, um livro pode ser maravilhoso pra você e péssimo para o seu melhor amigo que tem um gosto similar ai seu. É aquela coisa de momento e de idiossincrasia com o livro.

Esse livro conta a historia de um casal que se ama muito (Henry e Clare), mas que tem problemas bem particulares, como por exemplo, um marido que viaja no tempo em decorrência de uma mutação genética, que conhece várias épocas diferentes e conhece sua mulher melhor do que ela imagina.

O que é mais fascinante nesse livro é o amor deles, sou uma manteiga derretida para isso, além de ser extremamente sonhadora e romântica, então já viu né. Além disso, a historia é narrada em flashbacks e sem uma ordem cronológica, mas os fatos vão se ligando com o decorrer da história e formam uma teia bem definida.

Esse livro é de uma sensibilidade avassaladora e mostra bem as renuncias que as pessoas são capazes de fazer quando amam de verdade, embora o Renato Russo diga que o amor verdadeiro não trás sofrimento, sofremos sim com a dor dos nossos amados e com as imposições da vida que não sabemos aceitar ou explicar.

Quem é casado sabe que com o passar dos anos a convivência se torna mais simples e ao mesmo tempo mais complicada, o amor toma uma dimensão que não tinha antes e nossas expectativas vão mudando com o decorrer do tempo, mas e quando você não sabe bem por quanto tempo e quando vai ter a pessoa amada ao seu lado? Quando não dá para imaginar e planejar um futuro com a pessoa amada porque ela sofre de uma mutação genética rara e não tem um futuro bem definido?

Impossível imaginar as respostas, né? Por isso que ler esse livro é tão bom, por isso que ele é inusitado e lindo ao mesmo tempo.

Isso é tudo pessoal.

Até a próxima.


;)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

'Tá lido #38 - Orgulho e preconceito, Jane Austen

Orgulho e Preconceito
Autor: Jane Austen 
Páginas: 229  
Editora: Landmark 
Avaliação pessoal: 5 estrelas e favorito!
Sinopse: Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.

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Quem ai já percebeu que eu adoro a Jane Austen levanta a mão. \o/
Posso dizer que adoro essa capa, olha que eu não sou fã de capa de livro que tenha a capa de filme, mas dessa eu gosto, acho que a Keira Knightley (atriz principal do filme) tem muito jeito para filmes de época, acho que combina muito com ela e nesse filme não foi diferente.

Um dos meus projetos para 2014 é terminar a obra da Jane Austen em ordem cronológica (além disso, esse ano é o bicentenário de Mansfield Park), faltam quatro obras ainda e em breve vou ler o próximo, em ordem cronológica de publicação que você pode encontrar no site Jane Austen em português do Brasil.

Mas voltando ao livro, esse não é o meu preferido, tenho um carinho especial por Persuasão (já falei dele aqui!) e fiquei lendo madrugada adentro Razão e Sensibilidade, acho que como eu já tinha visto o filme antes ficou meio sem graça e não li com tanta empolgação, mas é um livro muito bem escrito e mais denso que Razão e Sensibilidade.

Trata-se (como sempre) de uma mulher muito racional e lógica, com a mentalidade diferente das mulheres da sua época (que só querem fazer um bom casamento), essa mulher tem uma irmã que é menos racional e muito mais sensível e a história vai se desenvolvendo de acordo com os dramas e problemas pessoais de cada uma.

E durante as resoluções as duas irmãs vão mudando, cada uma pegando emprestado um pouco da personalidade da outra, cada uma vivendo os seus dramas de formas diferentes. 

Outras coisas em comum com as outras histórias é o mocinho que tem dupla face, ora aparece como vilão e ora como herói, o meio em que as protagonistas vivem é cercado de falsas aparências e convenções, além das futilidades e das leis que regem a sociedade (mas isso só acontecia no passado, não é?). Adoro a acidez e a forma como a sociedade da época é retratada, as vezes tenho a sensação de ler relatos de uma pessoa que não pertencia à época, como se fosse um observador à parte, consegui explicar?

Pode parecer que ela tem uma fórmula para escrever, mas pelo contrario, por mais que o mote seja bem parecido o desenvolvimento da história é sempre dferente, porque cada pessoa é uma afinal.

Até a próxima.

;)