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sábado, 21 de setembro de 2013

Tá lido #21 - Grandes esperanças, Charles Dickens

Grandes esperanças

Autor: Charles Dickens
Páginas: 656
Editora: Abril
Avaliação pessoal:
Sinopse: Em 1861 Dickens publicou o mais equilibrado de seus romances: "Grandes Esperanças". A obra foi inspirada em sua experiência amorosa com a atriz Ellen Ternan, com a qual rapidamente se decepcionou.Grandes Esperanças é uma de suas obras-primas. Dickens acreditava, como todo inglês médio da época, na imutabilidade da hierarquia social e condensou no destino de Pip - principal personagem da obra - sua própria experiência: os perigos de uma ascensão social demasiado rápida.




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“Sabe Deus que nunca devemos sentir vergonha de nossas lágrimas, porque elas são como a chuva que cai sobre a poeira que nos torna cegos e recobre nosso coração empedernido.”




Sempre acho difícil falar sobre meus livos preferidos ou dos que eu gosto muito, quanto mais eu gosto do livro mais difícil é. Isso quase me fez desistir de falar sobre Grandes esperanças ele é um dos melhores livros que eu já li na minha vida, um livro que eu pretendo reler em breve e que sempre vai ocupar um lugar especial na minha vida de leitora.

Por incrível que pareça não me apaixonei tanto pela história, ela não ruim,  tem um mote simples e bem escrito, mas que acaba ficando em segundo plano, em Grandes esperanças Dickens descreve tão bem e nos aproxima tanto dos personagem, que a gente lê a história pra saber como os personagens vão e o que vai acontecer com eles, eles passam a se mais que ferramentas narrativas e se tornam o ponto principal de tudo.

Já deve ter dado pra perceber que o que mais me chama atenção é a construção dos personagens, eles são bem próximos do real, de pessoas reais e isso faz com que você ame e odeie ao mesmo tempo, porque eles possuem nuances mesquinhas, mas também possuem os medos, as inseguranças e a vontade de fazer parte de um grupo que nós temos e que ainda faz parte do contexto social de hoje.

Além disso Grandes esperanças ser tão atual (mesmo com mais de 150 anos) é um indicador do quanto Dickens conseguia penetrar no intimo das pessoas e ele mostra nesse livro coisas que tentamos esconder até de nós mesmos, mostra o preconceito, a vergonha, a inveja, a cobiça, a vingança, a sona, a humilhação do mais pobre pelo mais rico e assim por diante. E fazendo um contraponto ele mostra também o melhor das pessoas em alguns personagens, como por exemplo a amizade, o amor descompromissado, a solidariedade e a gratidão.


Esse é o Dickens, cercado de seus personagens! :)

Pra mim esse livro trata mais de relacionamentos, amizades, família e romances, não só deles, mas do que eles trazem pra vida das pessoas e como interferem e mudam não só a personalidade, mas o rumo que as pessoas tomam.

A época de Dickens é caracterizada por romances assim, que tem uma história triste e um final feliz como os filmes da Disney, ou seja, uma Disney, antes de Walt Disney e  como eu adoro finais felizes pra mim foi super válido, mas se você é do tipo que não acredita em coincidências e uma série de eventos meio inexplicáveis que levam ao ápice da história, esse não é um livro pra você, pois de repente você vai se dar conta que isso faz parte desse universo, onde algumas coisas muito importantes acontecem de forma meio que natural, espontânea e sem explicação, simplesmente acontecem.

O Pip (Philip Pirrip) é o personagem principal, no começo do livro ele é um garotinho de uns 7 anos, que está num cemitério lendo nas lápides dos pais tudo que ele sabe sobre eles, o que é muito triste, ele é criado pela sua irmã, uma mulher mandona, brava e que o trata mal e como um estorvo, mas nem tudo é ruim na vida de Pip ele tem um amigão, o ferreiro Joe, marido de sua esposa é o único que lhe dá carinho, atenção e se ocupa com ele de verdade, ele é o espelho de Pipi e o que ele que ser quando crescer, além disso ele é o primeiro amigo verdadeiro de Pip.

Ainda no começo do livro percebemos que o mundo de Pip se resume ao pequeno vilarejo que eles moram e ao que a irmã permite que ele faça, ela é a grande força que reprime e controla a vida dele, ela decide o que ele pode, o que não pode e o que é melhor pra ele. Até que ele entra em contato com a riqueza, um mundo diferente do que ele pertence através da miss Havisham, uma mulher medonha, é sério, ela tem uns 60 anos e foi abandonada no dia do casamento, desde aquele dia a vida dela parou, ela usa o vestido de noivas e o bolo podre do casamento ainda está na mesa da sala, imaginem que bizarro, mas ela é mais que isso e no decorrer do livro percebemos quais são as verdadeiras intenções dela, os medos e as motivações.

Na casa da miss Havisham existe uma menina linda, mandona e chata chamada Estela e logo Pip se apaixona por ela, mas ela esnoba ele, é lógico e isso de alguma forma muda a forma de Pip ver o mundo e a si próprio, trás uma insegurança e uma vontade de ter uma coisa que até então ele não desejava, dinheiro e ser outra pessoa que não ele.

E ai a história se desenrola e muitas coisas vão acontecer, como receber uma herança misteriosa (as grandes esperanças), se mudar para Londres (onde ele faz uma amizade linda com Herbert e que dura a vida inteira), fazer novos amigos, se preocupar com as aparências e essas coisas, o maior mistério da história é quem deu essas grandes esperanças para o Pip e porquê. Mas isso você só vai descobrir lendo a história, e eu te garanto vale a pena!

Até a próxima!
:)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Seriados em série #1 - Elementary


Pois é mais uma coisa que eu gosto, e por incrível que pareça, ou nem tanto assim, essas séries maravilhosas são inspiradas em uma das séries literárias mais famosas do mundo, escrita pelo sensacional Sir Arthur Conan Doyle! Quem não conhece Sherlock Holmes ou seu parceiro Watson, conhece pelo menos a celebre frase: "Elementar meu caro Watson.”. 

Hercule Poirot!
Confesso que meu interesse por esse personagem aumentou recentemente, na minha pré-adolescência meu detetive preferido era outro, um pouco mais bonachão e mais alegre, que tinha um bigodão bem famoso,  o Poirot da Agatha Christie, acho que o segundo detetive mais famoso do mundo dos romances policiais.
Devorava seus livros e tenho certeza de ter lido todos os livros que eram sobre o detetive Poirot da biblioteca da escola, quando acabaram as opções até tentei ler mais livros dela e inclusive gostei de alguns, mas não me apaixonei perdidamente como pelo dito boa praça.
Tá ai uma boa dica de livros policiais, preciso reler pra relembrar dos detalhes e contar pra vocês.




Opa, o assunto de hoje é outro detetive, o gênio Holmes, seu parceiro Joan Watson (que no caso de Elementary, é uma parceira Joane Watson) e o seu arqui-inimigo o vilão genial, sombrio, maquiavélico e a mente criminosa mais complexa que eu conheço: Moriarty.

Imagino Holmes assim ainda, mas próximo da descrição
 dos livos!
Existe outra adaptação muito boa produzida pela BBC de Londres a série Sherlock (assunto para outro post), que é maravilhosa e também é uma releitura desse detetive com contexto contemporâneo, acho que o principal ponto em comum das duas séries é trazer o Sherlock para os dias de hoje e responder as perguntas: se fosse hoje o que ele faria e qual recurso usaria para resolver esse caso?

Elementary  é uma série produzida nos EUA pela CBS que estreou por lá em setembro de 2012 e aqui no Brasil está em exibição pelo Universal Chanel na TV fechada desde 25 de outubro de 2012. A primeira temporada conta com 24 episódios e em 27 de março de 2013 a série foi renovada para uma segunda temporada que ainda não tem previsão de estreia aqui no Brasil.

Watson e Holmes, Elementary
Nessa série a mulher ganha um papel muito importante em todos os sentidos da trama, uma mulher é indiretamente responsável pelo encontro de Sherlock Holmes (interpretado pelo ator Jonny Lee Miller), um viciado em heroína em reabilitação e Joane Watson, a acompanhante de sobriedade contratada pelo pai rico e ausente de Holmes.

A própria Watson (interpretada pela pantera Lucy Liu) foi o que mais me atraiu para começar a acompanhar a série não pela atriz, mas pelo papel. O fato de John Watson ter virado Joane Watson é com certeza o mais peculiar da série, além de ter um Sherlock drogado e todo cheio de tatuagens.

Acho até mesmo que essa série retrata Holmes de forma mais humana e sensível, talvez por ter uma maior valorização da Watson, nesta série ela não é só uma mascote, uma figurante, ela é ativa e muita coisa do enredo acontece em torno dela.
Sem querer dar Spoiller, mas Moriarty é alguém que você não imagina e é sem dúvida alguma uma grata surpresa, ficou curioso? Sinto muito é elementar, meu caro leitor que você terá que assistir para saber!

Ainda tem muita coisa legal pra falar sobre Sherlock Holmes, suas adaptações para o cinema, para TV e os livros, mas não cabe nesse post, depois volto e conto mais sobre esse ícone dos romances policiais.


Acho a abertura dessa série o máximo, a música, as imagens, enfim todo o conjunto!