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quinta-feira, 8 de maio de 2014

'Tá Lido #49 - Veronika decide morrer, Paulo Coelho

Veronika decide morrer

Autor: Paulo Coelho
Páginas: 191
Editora: Gold
Sinopse: A loucura é a incapacidade de comunicar-se. Entre a loucura e a normalidade, que no fundo são a mesma coisa, existe um estado intermediário: chama-se ser diferente. E as pessoas estavam cada vez com mais medo de ser diferentes.
 No Japão, depois de ter pensado muito sobre a estatística que acabara de ler, me veio a idéia de escrever um livro sobre a minha própria experiência. Escrevi Veronika decide morrer na terceira pessoa, usando meu ego feminino, porque sabia que a minha experiência de internação não era o que interessava, mas sim os riscos de ser diferente, e o horror de ser igual.





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Então, eu li Paulo Coelho, e gostei, quem vai atirar a primeira pedra?

Existe muito preconceito literário por ai, mas quanto mais as pessoas criticam um livro simplesmente por ser best-seller, autoajuda, romance de banca e etc., mais curiosa pra ler eu fico, sou do contra.

Não amei, não pretendo reler, mas gostei bastante da ideia central e em alguns momentos a leitura me prendeu bastante. Apesar de ser autoajuda, um gênero que não leio muito, ele não é pedante e nem fica o tempo todo mandando mensagens de "você pode se superar", "pegue o limão e faça uma limonada", entende o que eu quero dizer? Ele passa a mensagem sem ser chato.

O título do livro diz tudo né? O livro conta a história de uma jovem que decide se matar, mostra como, porquê, as consequências dessa escolha e como isso influencia a vida das outras pessoas.

Gostei muito da forma como a morte é encarada no livro e como ele explora a loucura, as máscaras e os comportamentos que são socialmente aceitos, mas que escondem os nossos verdadeiros sentimentos, será que é melhor ser louco ou ser considerado normal?

(Momento devaneio, se quiser continuar lendo sobre o livro, vá para o próximo parágrafo: sempre me questiono sobre essa coisa meio manufaturada que a gente vive, todos devemos gostar das mesmas coisas, usar as mesmas roupas, assistir as mesmas coisas e nos comportarmos de determinada forma. Parece que somos todos frutos de uma grande linha de produção, que somos em essência peças diferente, mas que ao que observa de fora somos iguais, com mesmo lote e data de validade.
Quem é diferente é esquisito, assustador ou estranho, mas será que essa vontade de se ajustar, de viver igual é verdadeira e saudável? 
Isso me assusta e me faz pensar muito, porque no fim é cada vez mais raro encontrar pessoas verdadeiras e com isso é cada vez mais difícil passar do "oi, tudo bem?" em uma conversa, ou encontrar alguém que te aceite como você é, sem te querer mais magra, menos louca e mais bem resolvida, mas enfim, o resto do mundo eu não posso mudar, só posso continuar firme no meu propósito de me conhecer cada vez melhor e buscar o que me faz feliz e não o que agrada as outras pessoas.)

Pra minha surpresa gostei da experiência, vou ler outros livros dele, porque além de ter quase toda a coleção do Paulo Coelho, eles foram presente de uma das pessoas que eu mais amo no mundo, pessoa essa que também ama os livros e que gosta de Paulo Coelho e quis me apresentar a ele.

Acho que se eu fosse escolher um livro pra comprar não seria nenhum dos que ele publicou, mas já que eu ganhei vou ler, porque sou dessas que lê até bula de remédio! :)


Quem já leu esse livro ou outro do PC?
Alguma dica do próximo?


Até a próxima!

;)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tá lido #19 - O Lado Bom da Vida, Mattew Quick


O lado bom da vida

Autor: Matthew Quick 
Páginas: 254 
Editora: Intrínseca
Avaliação pessoal: *** e meia

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

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Pra começar preciso dizer que esse livro não mudou a minha vida, mas me fez rir e repensar algumas coisas.

É uma história triste e ao mesmo tempo muito tocante de como superar (ou não) as decepções e os momentos difíceis que a vida nos impõe. Afinal as dificuldades deveriam nos trazer algum benefício e amadurecimento, mas algumas coisas nos magoam tão profundamente que isso é impossível ou no mínimo muito demorado né?

Um dos grandes catalisadores de brigas e desentendimentos é justamente não conseguir enxergar a dor, os medos e as dificuldades de cada um, viver com pessoas bem resolvidas emocionalmente é fácil, mas e quem não é assim tão bem resolvido como fica?

É justamente nesse ponto que o livro se baseia e nos mostra como um trauma pode modificar uma vida, uma não, muitas vidas, porque além de interferir na vida de quem sofreu o trauma, interfere também na vida de quem ama e convive com essa pessoa, não só a família, mas amigos também.

O livro conta a história de Pat, um professor de história e treinador de basquete da mesmo escola que Nick seu grande amor, que é uma professora de literatura inglesa no mesmo colégio que ele leciona. Quem é essa Nick e o que aconteceu com o casamento deles é uma incógnita, assim como descobrir porque ele foi parar no hospício (no lugar ruim como ele chama).

Quando de repente a mãe dele decidi mudar de estratégia, talvez levar ele pra casa e mudar de psicólogo podem ser a salvação e quem sabe assim ele não possa recomeçar sua vida e superar seus problemas. pra mim o apoio da mãe, do irmão, do melhor amigo e da sua nova amiga (você descobre ao longo do livro)  e do futebol americano (VAIII BIIIIRDS!) são fundamentais e fazem a diferença nas escolhas dele ao longo de sua recuperação.

Ele livro conta como pode ser doloroso se recuperar de uma dor, mas também mostra um crescimento pessoal muito grande, mostra como é importante aceitar o que não podemos mudar e acima de tudo como é importante ter a nossa volta pessoas que realmente se importam conosco.

Vale a pena ler, mas sem esperar muito, quem sabe assim você se surpreenda como eu! :)