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domingo, 21 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá Lido # 63 - O jardim secreto, Frances Hodgson Burnett

ISBN: 9788563560605
Ano: 2013
Páginas: 344
Editora: Penguin-Companhia
Avaliação pessoal: 5 estrelas e favorito

Sinopse: Clássico da literatura inglesa, O jardim secreto conta a história de duas crianças solitárias que decidem restaurar um jardim proibido, cujo mistério remete a um
acidente ocorrido anos atrás.
A amizade improvável entre os dois personagens funciona como uma metáfora para a descoberta do mundo e para o autoconhecimento.
Escrito em 1911, o livro já inspirou diversas montagens no teatro e três filmes - entre eles, o longa americano homônimo de 1993, dirigido pela polonesa Agnieszka Holland, vencedor do prêmio Bafta.
Esta edição traz introdução e notas da romancista e crítica literária Alison Lurie e um posfácio de Marise Soares Hansen, mestre em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo. Em seu texto, ela traça paralelos do romance com autores importantes de literatura de língua portuguesa, como Eça de Queiroz e Clarice Lispector.
Durante a maior parte de sua vida profissional, Frances Hodgson Burnett foi uma escritora de sucesso. Desde cedo sustentou a si mesma (e a várias outras pessoas) com seus escritos. Suas peças de teatro, contos para revistas e romances ajudaram a tirar a mãe e as irmãs da pobreza. Sua carreira também pagou pela pós-graduação em medicina do primeiro marido e garantiu ao segundo a oportunidade de estrelar uma peça em Londres.


Preciso começar dizendo que esse livro é doce, sensível, cativante e conquistou meu coração! ;)

Dito isso posso falar tranquilamente sobre esse livro que narra a história de uma garotinha que morava na Índia, em uma aldeia que tem uma epidemia de cólera e leva quase todos à morte e quem não morre foge.

Os pais e a baba dela morrem e ela fica sozinha nessa aldeia, em um quarto até que soldados ingleses a encontram. O nome dessa garotinha é Mary Lennox  e ela é mal humorada e ranzinza, nunca foi amada pelos pais e era cuidada pela ama que fazia todas suas vontades, com isso ela se tornou mimada e a arrogante, enfim, uma menina difícil de se amar.

A única pessoa que sobrou na vida dela foi um tio que ela nunca viu e que mora na Inglaterra, ela muda para casa desse tio e lá percebe que as coisas são bem diferentes do que ela estava acostumada. Diferentemente da Índia, os criados aqui não estavam nem ai pra ela desde que ela ficasse longe do caminho deles, que não atrapalhasse e não fosse para a área restrita da mansão.

Nessa casa existe uma criada chamada Martha, que mesmo tentando ser fria com ela não consegue, porque se lembra dos seus próprios irmãos e não consegue deixar de se sensibilizar com as diferenças, com a apatia e falta de vida de Mary. Com isso ela manda a menina para o jardim conhecer a natureza, a vida que circula no mundo.

O jardim nesse livro é uma alegoria à vida, ao despertar e florescer, como um jardim (coração) abandonado, ao receber cuidados e atenção ganha vida.
A amizade com Dickon, que é um menino doce, alegre e cheio de vida, a admiração e o próprio jeito meigo de cuidar dos animais e do jardim que ele tem, mostra pra Mary que ela pode ser assim e que basta abrir o coração pra vida que flui na charneca, no jardim e em todos os lugares possam toca-lá e deixa-lá cheia dela.

No decorrer do livro Mary vai mudando, vai se relacionando com outras pessoas e descobrindo mistérios da casa e de sua própria família. Essas descobertas mudam seu lugar no mundo e a forma de ver o mundo e as pessoas, essa é a delicadeza do livro, a forma como o cenário e a natureza se relacionam com a descoberta de si mesma e do amor e da amizade.

Quem ai já leu?
O que achou?

Até a próxima! ;)

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sábado, 31 de agosto de 2013

Tá lido #18 - O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry


O Pequeno Príncipe

Autor:
Antoine de Saint-Exupéry
Páginas: 96
Editora: Agir
Avaliação Pessoal: *****
Sinopse: Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância.De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro,o homem-menino.





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Sabe aquele livro que vai encantar qualquer pessoa que ouvir ou ler a história vai gostar? De adultos, crianças, até mesmo idosos e eu tenho a impressão que  à qualquer hora que eu pegar esse livro ele vai me deixar emocionada e vai alcançar a minha criança interior.


A ingenuidade, a simplicidade e a delicadeza desse livro são impressionantes, marcantes e ao mesmo tempo muito nostálgicas, me deu vontade de ser criança novamente e medo de ser um daqueles adultos que sempre criticam as crianças, me afastar da inocência e da beleza de ser quem realmente é e dar valor ao que realmente importa.

Isso porque quando somos crianças nos preocupamos com coisas que fazem a diferença para o nosso mundo, coisas que não sabemos e procuramos as respostas, pensando bem somos mais filósofos que quando adultos e nossas preocupações são bem mais existenciais, nos preocupamos com porque o céu é azul, com de onde viemos, se existe o céu dos cachorros e porque a porta se chama porta, entre outras questões mais importantes que as dos adultos, que são por exemplo com vou pagar a fatura do cartão de crédito, como vou fazer janta hoje se eu estou tão cansada e etc.

Pensando assim até da vontade de voltar a ser criança e parece que somos bem mais maduros do que quando nos tornamos gente grande, sem imaginação e que vive num mundo corrido, onde nem temos tempo de sorrir pra pessoa que senta do nosso lado no metrô. Pois é decidi, quando eu crescer quero ser criança...

E acho que era realmente isso que o autor queria, esse resgate da criança interior, da fé na amizade e da (re) busca do que realmente tem importância, do que te faz feliz e de quem te importa. Não adianta dar a volta na galáxia se você não consegue olhar para si mesmo e perceber o lugar pra onde deve ir e com quem.

Acho que falar sobre esse livro é fácil e difícil, pois ao mesmo tempo que cada um vai interpretar ele de uma forma e de acordo com o seu momento, a mensagem é atemporal e universal, simples e complexa, ou seja, você vai ler rápido, mas a leitura vai permanecer em você por toda a vida e em algum momento você se lembrará da passagem que mais te tocou e irá sentir a pequenina mão do Pequeno Príncipe te conduzir para um mundo no qual se criança é ser mais maduro e de certa forma mais inteligente do que qualquer adulto.

A minha frase:



* PS: Essa edição possui ilustrações lindas, feitas em aquarela pelo próprio autor.

* PPS: Não quis entrar muito em detalhes sobre o livro para não estragar, esse livro é daqueles que vale a pena ler no escuro, sem saber nada da história, por isso achei melhor escrever sobre minhas impressões e o que eu senti lendo esse livrinho, :)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

[Fabí] Relatos de uma maratona #1

Hoje eu vou contar como foram esses dois primeiros dias de Maratona, não fiz post ontem, ia ficar muita coisa junta, mais de 4 posts por dia ninguém consegue acompanhar né? Por isso também decidi que não vou postar sobre nada além da maratona nesse período.
Tinha muita coisa programada para esses dias, porque esse mês eu li muito, mas vou adiar pra não sobrecarregar esses dias. Além disso, com eu e a Bel estamos participando dessa maratona menos dois posts por dia devem sair, seja de desafio do dia ou do diário da maratona. ;)

Gente ia postar isso ontem, mas minha internet não colaborou, então só deu pra postar hj!

Terminei dois livros até agora, O pequeno Príncipe de Antoine Saint-Exupéry, um livro lindo, tocante e cheio de lições, cheio de coisas pra levar pra vida toda. Fora os desenhos que são fofos e do mesmo autor do livro, o que caracteriza bem a imagem que ele fazia do próprio personagem.
(Depois vai sair uma resenha com mais fotos e detalhes)



Ontem também eu terminei Finale da Becca Fitzpatrick, último livro da série Hush, Hush, comecei a ler essa série no lançamento, faz tempo e esse livro também estava aqui há quase um ano.
Eu achei a leitura bem fluida, o livro tem 300 páginas, mas a história se desenvolve bem rápido.
Achei um livro bom, daria três estrelas e meia, mas como não existe isso no Skoob, dei 4, melhor arredondar pra mais né?
A história é bem construída de forma que sempre acontece alguma coisa na hora certa até a página 250, depois disso parece que as coisas ficam um pouco complicadas e achei o final meio sem graça, todo o livro  enquanto se encaminha para o desfecho é cheio de detalhes e com a linha cronológica bem delimitada e o fim tem um corte enorme nessas coisas, senti que faltaram algumas explicações sobre os Nefilins, Arcanjos e Anjos Caídos no fim, o que acontece fica meio por dizer e a Vee surpreende muito no final.


E como eu fui bem nesses primeiros dois dias decidi acrescentar um livro pra dar uma desafiada a mais, um livro pra me forçar um pouco na meta e eu escolhi o Morte Súbita da J.K.Rowling e ai quem já leu esse livro?

Falando em J.K. Rowling, parabéns Harry Potter!