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quinta-feira, 19 de março de 2015

{Fabí} 'Tá lido #71 - J.R.R. Tolkien - O Senhor da Fantasia, Michael White

Tolkien sendo hobbit na foto.
(Fonte)


Eu não sou muito de ler biografias tenho receio de deixar minha visão da obra ser influenciada pela vida do biografado. Tenho uma certa resistência em ler esse gênero.



domingo, 28 de setembro de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #55 ~ O Hobbit (J.R.R. Tolkien) ~ TAG 12 Livros para 2014

Título: O Hobbit
Título Original: The Hobbit
Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 306

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas e Favorito!

Sinopse: Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.



O ano de 2014 tem sido um dos meus melhores em questão de leituras. Nesses 9 meses já corridos, tive muita sorte em ler muita coisa boa, principalmente por sair da zona de conforto, traçar novas metas e encarar desafios.


Uma das minhas metas para 2014 era iniciar a leitura das obras Tolkien. Como não sou nenhuma estudiosa do autor, mas sim, uma mera leitora em busca de conhecimento e novas aventuras, decidi começar pelo livro “O Hobbit” e não cronologicamente.



E acredito que fiz uma ótima escolha começando assim! Mesmo que a leitura cronológica traga easter eggs para os livros seguintes, preferi conhecer o mundo de Tolkien através de um Hobbit todo bonachão, que gosta da rotina do Condado e não quer saber de mais nada! Apresento a vocês: Bilbo Bolseiro!
"Os Hobbits não são como as pessoas comuns; e, afinal, se as tocas deles são lugares alegres e adequadamente arejados, bem diferentes dos túneis dos orcs, assim eles estão mais acostumados a túneis do nós, além de não perderem o senso de direção debaixo da terra - não quando suas cabeças já se recuperaram de uma pancada. Além disso, conseguem se mover sem muito barulho, escondem-se com facilidade, se recuperam maravilhosamente de quedas e contusões e têm um cabedal de sabedoria e frases sábias que a maioria dos homens nunca ouviu ou esqueceu há muito tempo"
Bilbo, um hobbit todo acomodado com sua rotina e comilança, não queria saber de outra vida, até receber a visita de Gandalf chamando-o para uma aventura. Bilbo tentou fugir de todas as maneiras, entretanto, certa noite, um grupo de anões bate à sua porta dizendo que estavam lá para o jantar, quando, na verdade, era também uma reunião para planejar toda a aventura para a qual Bilbo havia sido convocado.
"E o que vocês fariam, se um anão aparecesse sem ser convidado em sua casa, e pendurasse suas coisas no seu corredor sem uma palavra de explicação?"
O tesouro dos anões agora é dominado pelo dragão Smaug. Mas a situação é bem complicada para os anões, pois o dragão consegue sentir o cheiro deles bem de longe! Então, resolveram “contratar” o melhor “ladrão” do Condado para conseguirem de volta ao antigo lar e seu tesouro.


Mas toda a jornada não é nem um pouco simples. Há muito que se enfrentar até chegar à Montanha. Não será nada fácil. Trolls, neve, wargs, orcs, altas montanhas, vidas perdidas... Uma infinidade de obstáculos que, apesar de tornar a jornada do nosso querido hobbit cada vez mais difícil, é o que deixa tudo mais emocionante e incrível.

O que dizer da minha primeira experiência oficial com a obra de Tolkien? Não há palavras, é inexplicável, sensível e motivador! 


Durante a leitura, eu me lembrei várias vezes de um dos meus livros favoritos, que é “O Mágico de Oz”. Sei que não há relação alguma entre as obras, mas senti aquela mesma amizade bonita, cumplicidade e lealdade da Dorothy e seus amigos ali no grupo dos anões e do Bilbo. Seguindo todos juntos, apoio mútuo, coragem e bravura. Achei a história com um bom fundo motivacional. Sério, acho lindas representações assim de amizade, afinal, é um sentimento que eu prezo demais. (Ines Fabi Dani)

A escrita é maravilhosa, repleta de detalhes e fluida. Quando digo que é repleta de detalhes é porque realmente é assim! Tolkien é muito detalhista na escrita, faz o livro ser muito visual com suas descrições, muitas vezes bem longas, mas sem ser enfadonho. 


Antes de lê-lo, eu pensava muito em como seria possível um livro tão curto resultar em 3 filmes longos. A escrita de Tolkien tem muita bagagem para isso, tem detalhes e história suficiente para suporte a filmes de qualidade sem enrolação. 

Em que mundo estava eu que ainda não tinha lido Tolkien? Apenas virou livro favorito para toda a vida. Foi livro que li em apenas dois dias e ao terminar, já queria começar novamente!


Acho que muitos palestrantes motivacionais deveriam sair da mesmice e usar um livro assim para usar de exemplo de trabalho em equipe e até mesmo da história de Senhor dos Anéis é possível tirar proveito nesse sentido. Sozinho, nós não chegamos a lugar algum.

Esse livro faz parte da Tag 12 livros para 2014. Para ver os livros que eu escolhi para a Tag, só Clicar AQUI e para ver os livros da Tag já resenhados, só Clicar AQUI.



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Um abraço
Bel VF 

terça-feira, 4 de março de 2014

'Tá Lido #43 - O Silmarillion, J. R. R. Tolkien

O Silmarillion

Autor: J. R. R. Tolkien
Páginas: 460  
Editora: WMF Martins Fontes
Sinopse: 'O Silmarillion' relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os eventos narrados em 'O Senhor dos Anéis'. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos.






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Me surpreendi com esse livro, esperei uma leitura travada e difícil e encontrei um mundo lindo, poético e sangrento, triste e cheio de amor, com uma das histórias de amor mais bonitas que eu já li.
Tolkien tem um dom de descrever bem todas as situações, seja na guerra, nas batalhas, ou no amor e nas coisas cotidianas, tudo te fundamento e é bastante crível. Acho que as histórias se encaixam e todas as pontas soltas se unem.
Esse livro narra a história da Terra Média, desde sua origem até a Terceira Era (que é a época na qual se passa o Senhor dos Anéis e o Hobbit).
As cenas são tão bem descritas que é fácil criar uma imagem mental das coisas, pessoas e situações descritas no livro. Além disso, a construção de toda é história é bem bonita, como a criação das coisas é através da música, a história da criação do Sol e da Lua também é linda e bem poética.
Quando lia me lembrei de histórias da mitologia e da gênese e de outras histórias bíblicas, toda a tradição cultural, a história da evolução das raças e da descoberta dos “digamos pecados capitais”.
Essa história começou a ser escrita antes de todos os outros livros, é fruto de anotações feitas durante toda a vida de Tolkien, é como se pedaços de ideias se unissem dando forma as coisas que passavam na cabeça dele, o filho dele organizou, mas ainda ficaram algumas coisas que se desmentem entre si, que se negam.
O conjunto desses contos da origem ao Silmarillion, pra mim é como se fosse a narrativa escrita das narrativas orais da Terra Média, o  folclore  e as fábulas, os mitos e a origem de rivalidades e amizades entre povos  e raças.
Quem é fã da Terra Média e de toda sua mitologia deve ler esse livro, ele explica o passado e a origem dos Anéis de Poder, da própria Terra Média, das raças e de algumas crenças citadas nesses livros.

Ficou curioso?
Então meu post deu certo...rs.

Até a próxima.

;)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tá Lido #33 - Trilogia Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien

e de bônus um pouco dos filmes (Peter Jackson), sobre O Hobbit e Sobre Histórias de Fada, também do J. R. R. Tolkien


Não sei nem por onde começar é muita coisa pra falar, muita coisa boa e a certeza de que Senhor dos Anéis é uma das melhores coisas que eu li na vida e com certeza a melhor história de fantasia também, adoro Harry Potter (tá talvez pelo carinho escolhesse Harry Potter, mas pela escrita, pelo mundo em si escolheria Senhor dos Anéis), As Crônicas de Gelo e Fogo, mas no mundo da Terra Média todas as coisas se encaixam, e são tão bem feitas que até parecem parte do mundo real, não sei como explicar, mas tudo nesse mundo me soa como um pedaço da Terra.

Com certeza é um livro mais pesado, com guerra, preconceito racial e questões bem mais adultas que Harry Potter, mas aposto que a maioria das pessoas que assim como eu acompanharam o Harry, vão gostar de Senhor dos Anéis, mas na minha opinião é um livro jovem adulto, não infanto juvenil.



E digo isso baseada na minha própria experiência, comprei esse livro há um bom tempo, uns quatro ou cinco anos, mas toda vez que eu pegava ele pra ler não conseguia prosseguir a leitura, achava a linguagem muito formal, o tipo de narrativa não me agradava e eu deixava ele de lado, antes mesmo de ler o primeiro capítulo.

E isso aconteceu com O Hobbit também, achei o começo muito chato, quase não consigo ir adiante, mas persisti e peguei gosto pela leitura, achei muito legal (o filme também, assisti essa semana inclusive, tô doida pra ver a segunda parte no fim de semana), fiz um vídeo em que eu comento sobre ele, aqui (falo dele a partir dos 2:12 até 3:08). Talvez eu tenha lido no momento errado, como o livro era emprestado e a pessoa tava com pressa de receber ele de volta, li com pressa, vou reler ele agora em 2014 com mais calma e falo dele aqui pra vocês.

Acredito que O Hobbit é uma boa introdução para quem quer ler O Senhor dos Anéis (S.A.), mas ele pode ser lido tranquilamente por quem não tem interesse na trilogia o S.A., mas pra quem quer ler o S.A. é legal ler o Hobbit primeiro, no site Tolkien Brasil, eles dão várias dicas, de formas diferentes de como começar a ler Tolkien, ou  formas de ler que facilitem o entendimento da Terra Média e todo universo, cultura e etc.


Voltando ao que interessa, desde quando os filmes foram lançados que eu quero ler esses livros, sou apaixonada pelos filmes, inclusive assisti tudo de novo, mas dessa vez com o meu marido, e olha que ele nem dormiu, ele assistiu tudo e gostou, inclusive assistiu O Hobbit comigo.
Os filmes são bem fiéis dentro do possível, mas o primeiro filme dá spoillers, coisas que só são ditas no apendice do terceiro livro aparecem no primeiro filme, personagem que não tem tanta importância no livro ganham mais importância no filme e algumas coisas ficam faltando, mas no geral é uma boa adaptação, principalmente os dois primeiros filmes.



Quanto aos livros, são fascinantes, o mundo criado e as culturas, as descrições, que incomodam muitos me agradam, acho que facilitam minha imaginação e fazem com que eu me sinta dentro da Terra Média, me fazem parte desse universo e não apenas uma leitora.


Pra mim foi uma experiência muito preciosa como leitora, além disso se tornou um momento meu e do meu marido, um gosto em comum, um universo que os dois gostam e tem em comum. Além de todo o clima e a magia que existem nesse universo, acho tudo que remete a Terra Média maravilhoso.

Ler Sobre Histórias de Fada, me ajudou a compreender esse mundo e me aproximar mais do que o Tolkien queria passar, ele imaginava que os "contos de fadas" eram um lugar e não um conto em si, tudo isso se reflete nas suas obras, se reflete na construção da história e dos personagens, pensar que uma pessoa é capaz de criar uma coisa assim é acreditar na capacidade de superação, por esse motivo acredito que é verdade mesmo que Tolkien é o pai da fantasia moderna e os livros que tratam da Terra Média são as melhores coisas que eu já li de fantasia, marco esse que será difícil de ser quebrado por alguma outra história.



Espero que eu tenha sido o menos parcial possível e que tenha feito jus à magnitude dessa grande obra!

Até a próxima!

;)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Tá Lido #32 - Sobre histórias de fadas, J. R.R. Tolkien

Sobre Histórias de Fadas 
Autor: J.R.R. Tolkien
Páginas: 118
Editora: Conrad
Sinopse: J.R.R. Tolkien criou um mundo de elfos e dragões, magos e orcs, a Terra Média. Lingüista excepcional, criou inclusive um idioma, o élfico. É espantoso imaginar de onde Tolkien tirou inspiração para um universo tão complexo e encantador. É o que o leitor pode aprender em Sobre Histórias de Fadas. O livro é composto por um ensaio, ´´Sobre Histórias de Fadas´´, e um conto, ´´Folha por Niggle´´. O ensaio, essencial para quem quer compreender as influências e técnicas que Tolkien utilizaria em O Senhor dos Anéis, é baseado numa conferência de 1939. Tolkien procura as bases para o ´´conto de fadas´´, das adaptações infantis de Perrault e dos irmãos Grimm até os mitos nórdicos do Edda. O escritor usa seu conhecimento acadêmico para demonstrar que as histórias sobre fadas têm um caráter mágico e mítico. Tolkien analisa a nossa relação com o ´´Belo Reino´´, e demonstra como as histórias sobre fadas dizem não somente sobre um mundo fantástico, mas também sobre a nossa própria realidade. "Folha por Niggle", conto publicado originalmente em 1945, serve de exemplo para o ensaio, e conta a história de um pintor mesquinho que sempre é atrapalhado pelos seus vizinhos enquanto tenta terminar seu quadro - uma árvore no meio de uma floresta. Numa alegoria da redenção, Niggle passa maus bocados na mão de uma instituição obscura, para mais tarde descobrir como deve ser a verdadeira floresta que deveria pintar.

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Capa linda com baixo relevo dourado e fundo imitando
couro verde.


Como a sinopse mesmo já diz esse livro é composto por um conto chamado "Folha por Niggle" e um ensaio chamado "Sobre Histórias de Fadas" e posso afirmar que esse livro ajuda a entender um pouco toda a obra de Tolkien. Depois que li, me senti mais por dentro da obra e do que ele esperava dela, foi como se olhasse a história que eu adoro pela perspectiva do autor e isso só me fez ficar mais apaixonada pelo lugar.

Parte de trás da capa.


Achei legal o livro trazer uma nota introdutória do autor na qual se explica o motivo da criação do ensaio e , que foi elaborado para uma palestra na Universidade de St. Andrews em 1938, só pra lembrar que na época (e talvez ainda hoje) a fantasia era considerada um subgênero, além disso ele foi "incrementado" com algumas ideias do autor presentes em outros ensaios que ele já havia publicado e como surgiu a ideia do conto.



Mas decidi  falar de cada um separadamente (vou seguir a ordem do meu livro), porque eles tratam assuntos totalmente diferentes, com alguma ligação e são gêneros diferentes. ;)




Sobre Histórias de Fadas: 
Tolkien explica (na Nota Introdutória do livro) que esse livro foi escrito entre 1938-39 e na época ele já havia começado a escrever O Senhor dos Anéis , já estava em Bri e achava a Terra Média tão assustadora quanto era para os hobbits (e para o meu marido...rs), imaginem como deve ter sido legal criar um mundo tão bem construído e misterioso como a Terra Média.
Esse livro explica como Tolkien vê os contos de fada, o que ele acredita ser essencial pra uma história ser um conto de fadas, ele defende que não é a história em si, mas o lugar onde a história se passa que a definem como tal, que ele acredita para ser um conto de fadas deve-se existir um mundo repleto de coisas mágicas, oceanos e lugares propíciospara uma aventura, ele chama esse lugar de Belo Reino (do original Faërie).
Para ele quem se aventurar a escrever ou falar sobre esse Belo Reino deve responder às seguintes perguntas: O que são histórias de fadas? Qual a sua origem? Para que servem?, e durante esse ensaio ele responde ou como ele mesmo define ele tenta responde-las.
Nunca tinha lido um ensaio assim mais acadêmico e bem estruturado, onde ele expõe a tese dele e depois defende com argumentos lógicos, ele optou por separar essas "respostas em tópicos" e em cada tópico ele cita outras obras que se encaixam ou não no seu conceito de contos de fadas, tenta definir o que são, o que é primordial, para quem eles devem ser escritos, por quais motivos devem ser escritos, como os contos de fadas são vistos pelas crianças, suas diferenças em relação as fábulas, a origem das fadas (ele acreditas que as fadas e os elfos tem a  mesma origem e são a mesma coisa) e assim vai.

Achei muito válido conhecer mais da história dos contos de fada, sua origem e suas variações, talvez essa ideia central explique porque ele criou um mundo tão rico em detalhes como a Terra Média, que na minha opinião é o personagem central do Senhor dos Anéis.
Lógico que o Frodo, Aragorn, Gandalf, Saruman, Galadriel e tantos outros são importantes, cada um no seu momento e com a sua função, mas é como se o pano de fundo da história fosse a história dela (Terra Média) e os outros fatos se desenrolassem para explicar o seu passado, presente e futuro.



Folha por Niggle:
Esse conto foi uma criação praticamente instantânea do autor num dia  de 1947,  ele acordou com a ideia praticamente pronta e está da mesma forma que no manuscrito, fico pensando esse conto é muito bom, o cara deve mesmo ser um gênio pra acordar com uma coisa tão boa já desenhada na mente, pronta pra ir pro papel, né?
Uma das fontes da história é um pé de álamo, que ele consegui ver mesmo deitado em sua cama, que foi podado de um dia para o outro, que ninguém além dele e de um par de corujas parecem sentir falta.

Esse conto trata da busca pela perfeição de uma obra por um pintor, que se dedica inteiramente a pintar com perfeição cada detalhe de uma árvore, cada nuance de uma folha, a forma como a luz incide e a sombra que ela faz.
Niggle, o pintor, sente aborrecimento em parar sua obra pra receber visitas e fazer qualquer outra coisa, mas um dia por determinado incidente é obrigado por um Inspetor de Casas a partir, ir para um lugar terrível, deixando pra trás sua obra, sua casa, seus vizinhos e sua rotina.
Nesse lugar ele recebe novas funções, as cumpre rigorosamente e com determinação, nada de pinturas ou pessoas que el conhece, até que um dia as coisas mudam e essa rotina é alterada.
Não tem como dar detalhes, como é um conto qualquer informação vira spoiller, mas vale a pena ler e qualquer semelhança entre a busca da perfeição e a demora para concluir a obra de Niggle com Tolkien é mera coincidência (ou não!;))