Mostrando postagens com marcador 12 Livros para 2014. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 12 Livros para 2014. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá lido # 66 - A elegância do ouriço, Muriel Barbery

ISBN: 9788535911770
Ano: 2008
Páginas: 352
Editora: Companhia das Letras
Avaliação pessoal: 5 estrelas e favorito

Sinopse: À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou — por que não? — duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A "Elegância do Ouriço", seu segundo romance. Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.

⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙
Eu já tinha tentado ler esse livro antes, acho que em 2013, mas não deu muito certo provavelmente não era o momento, tem aquela coisa de o livro te escolher.
Eu simplesmente amei esse livro, ele ecoou em mim, me tocou de uma forma tão intensa que ainda me pego pensando nele, mesmo depois de ter lido alguns outros.
Não é porque eu me pareça com algum personagem, mas é pela escrita, pelo clima, pela beleza e pela mensagem do livro mesmo.

O livro conta a história de Renée, uma zeladora solitária e que só mostra aos estranhos o que ela quer, ou melhor o que eles esperam ver. Digo isso porque ela é uma mulher culta, inteligente e sempre se faz de obtusa e de desentendida.

Ela é o tipo de pessoa curiosa, que vai adquirindo cultura, bom gosto por buscar isso, por indicação de outros livros e filmes, ela tem um bom  gosto natural.
Posso dizer que ela me indicou Anna Karenina (outro dos meus livros preferidos da vida) e Satie, é que o gato dela se chama Léon (homenagem ao Tolstói), ela sempre rele Anna Karenina e fala dele sempre e com tanto carinho, que fiquei tão curiosa que logo que terminei A elegância fui lê-lo.

 E Satie <3, bom decida-se por si só:



Como o livro todo é repleto de referencias à arte, música e literatura, sobre referencias ao belo e a busca do belo, esse clima me envolveu, percebi que os livros que trazem muita musicalidades, tendem a me marcar mais, acho que a música é tão universal que conseguimos compreender melhor o personagem quando ouvimos o que ele sente, não consigo colocar em palavras, mas acho que é por ai.
Essa busca se dá não só pela Renée, mas também pela adolescente chamada Paloma, que é super inteligente que se finge "normal", mas que não se sente parte do mundo, meio que aquilo de gênio incompreendido, que acha o mundo um lugar estranho e busca uma razão para viver.

O mais curioso é que elas se cruzam, mas não percebem o que tem por trás das máscaras sociais, já que as duas fingem ser uma coisa que não são, eu esperava que ao se olharem elas se descobrissem, sei lá percebessem que ambas  gostam muito de cultura japonesa, música boa, são observadoras, percebem a essência das outras pessoas, gostam de arte e  essa busca pelo belo.

Mesmo com toda essa consciência das máscaras sociais, talvez não tão sem querer assim, ambas vivem de alguma forma uma hipocrisia, pois fingem ser o que não são, mas isso é uma forma de proteção e até mesmo de preservação e não para se gabarem (o que normalmente as outras pessoas fazem), elas pelo contrário, elas se diminuem para atender a expectativa dos outros.

No decorrer da história as duas vão se descobrindo, mas para isso acontecer é preciso que uma terceira pessoa apareça e faça a diferença na vida das duas, uma daquelas pessoas que sem perceber muda a história das outras.
É delicioso presenciar esse encontro, essa aproximação que já parecia tão evidente e que ao mesmo tempo é conduzida com sutileza e muita delicadeza, mas daqui pra frente não posso falar mais nada, porque a descoberta é a parte mais gostosa.

Até a próxima! ;)

.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

{Fabí} 'Tá lido # 59 - Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski

Páginas:590
Editora: L&PM Pocket
Skoob
Avaliação pessoal: 5 estelas

SinopseUm dos romances mais importantes, mais lidos e festejados da literatura, Crime e Castigo (publicado originalmente em 1866) conta a história de um crime e suas consequencias. Trata-se de um enredo de suspense e de grande tensão, de uma profundidade psicológica única, passado na turbulenta Rússia tsarista do século XIX. Raskólhnikov é um jovem pobre, ex-estudante da universidade, que vive nos bairros marginais de São Petersburgo. Dono de uma mente febril - como todos os grandes personagens de Dosoiévski (1821-1881) -, convence a si próprio que, deveido à sua extrema miséria, está isento de qualquer lei moral. Porém, quando resolve colocar a teoria à prova, as coisas não saem como o esperado, e ele sofre miseravelmente. Crime e castigo, parece dizer o romance, são duas faces da mesma moeda, duas realidade indissociáveis que brotam da mesma semente.


⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙⋘ ⋙
Oi gente, tudo certo?

Vocês vão cansar de mim até o fim das férias, hoje é oficialmente meu primeiro dia de férias, então também começa oficialmente o mês com posts todo dia, vocês vão cansar de mim...rs.

Até dia 30/12/2014 vou postar sobre todos os meus livros favoritos, para que no dia 31/12, quando eu postar meu Top 15, todos os livros já tenham aparecido por aqui, espero que vocês gostem! =)


Esse é um daqueles livros que é difícil descreve, falar sobre ou até mesmo definir, acho que pra cada pessoa ele trás um sentimento diferente, cada personagem desperta em você um sentimento e cada página lida é uma angustia a mais.

Acho que todo mundo sabe que é um romance psicológico, onde nossos sentimentos são manipulados o tempo a história é narrada em terceira pessoa, com ênfase no ponto de vista do personagem principal Rodion Românovitch Raskólnikov.

Raskólnikov é um ex-estudante de direito vindo do interior, sua família é muito pobre e sua mãe acredita que, depois de formado, sua posição garantirá um casamento melhor para sua irmã e uma vida mais confortável para todos.

Apesar de toda essa pobreza o Raskólnikov é extremamente orgulhoso e arrogante, combinação perigosa para uma pessoa que beira a miséria e se considera uma pessoa mais inteligente e melhor que os demais.

No decorrer do livro, justamente pelos defeitos de caráter que ele tem, ele se vê em situações que ele mesmo buscou e as decisões que ele toma a partir delas é o plote central da narrativa.

Pode o ambiente influenciar no caráter das pessoas? Uma pessoa é mais merecedora dos bens materiais que a outra? Alguém é capaz de decidir o futuro de outras pessoas?

Essas são algumas perguntas que foram surgindo pra mim durante a leitura, o bom de ter uma narrativa que aponta o dedo para os defeitos da condição humana, e como humanos que somos, é que serve muitas vezes como uma análise das nossas próprias atitudes, ou para a falta delas em alguns casos.

O que leva a outro ponto da discussão do romance, o que mais nos atormenta a nossa própria consciência ou a opinião dos outros, (acho que aquela coisa de o inferno são os outros não cola muito pro Raskólnikov), uma atitude tomada na hora do desespero é menos válida que um pensada com antecedência?

Só sei que depois de ler esse livro e vir compartilhar aqui com vocês, percebi que nada sei, tanto do livro como da vida!
Mas pra mim livro bom é assim, trás muitas perguntas e poucas respostas, porque afinal, elas estão dentro de você e pra cada um ela vai se uma verdade diferente!



Alguém ai já leu?

O que achou?



Até a próxima!



;)


domingo, 5 de outubro de 2014

{Fabí} 'Tá lido #57 - Cândido ou O otimismo, Voltaire

Editora: Abril
Páginas: 160
Avaliação pesssoal: 5 estrelas e favorito

Sinopse: Cândido foi publicado no início de 1759 sem indicação do nome do autor, obtendo imediatamente um sucesso prodigioso. Ninguém duvidou de que o autor fosse Voltaire. Naquele mesmo ano, mais de vinte edições saíram na França e várias traduções apareceram na Inglaterra e na Itália. Os governos tentaram em vão bloquear, ou pelo menos frear, a difusão do livro. Desde o título, as aventuras de Cândido são um testemunho contra o otimismo, particularmente o leibniziano do "melhor dos mundos possíveis", que tentava conciliar a crença na existência do mal e a crença na justiça divina



__________*******__________*******__________

Esse livro foi uma surpresa pra mim, já esperava uma coisa boa, mas o tipo de narrativa é cativante e me surpreendeu por ser tão acessível e dinâmico.As informações são dadas em ritmo frenético e as cenas passam muito rápido de um cenário pra outro.

As personagens são bem distintas entre si, mas se completam, como se cada personalidade fosse a faceta de um grande personalidade central. É como se a vaidade, o orgulho, a impulsividade, a falsa moralidade, o exploradas de maneira bem humorada e crítica, fosse facetas dessa grande personalidade

O livro conta a história de Cândido, um jovem inocente que vai passar por várias vicissitudes da vida sem perder o otimismo e a fé na humanidade. Ele é um idealista que busca sempre seus objetivos, por mais "pancadas" que ele leve da vida, ele segue em frente.
Mas o que mais cativou foi perceber que as escolhas de Cândido são fator fundamental, se não o principal, na definição do seu futuro e daqueles que lhe são queridos, porque normalmente nossas escolhas influenciam sim na vida das pessoas que fazem parte do nosso mundo. 
    
É impossível largar esse livro, tanto pela narração, no estilo novela de cavalaria, meio cômico, cheio de mudanças, como pelo próprio Cândido, que é muito cativante. Enquanto lia esse livro conseguia visualizar todas as cenas, elas acontecem em "flashs" e (pelo menos pra mim) esse livro foi muito visual, mesmo com uma narrativa curta ele mostra os fatos de forma coerente e as mudanças de cenário não interferem no entendimento da história.

Por mais que seja um livro de filosofia, escrito no século passado, possui uma linguagem relativamente fácil e uma narrativa gostosa de ler, acredito que seja um bom livro pra começar a ler filosofia.




Quem já leu esse livro, o que achou?

Até mais! ;)


(* Esse livro faz parte do The Rory Gilmore Reading Challange)

domingo, 28 de setembro de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #55 ~ O Hobbit (J.R.R. Tolkien) ~ TAG 12 Livros para 2014

Título: O Hobbit
Título Original: The Hobbit
Autor: J.R.R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Número de páginas: 306

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas e Favorito!

Sinopse: Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.



O ano de 2014 tem sido um dos meus melhores em questão de leituras. Nesses 9 meses já corridos, tive muita sorte em ler muita coisa boa, principalmente por sair da zona de conforto, traçar novas metas e encarar desafios.


Uma das minhas metas para 2014 era iniciar a leitura das obras Tolkien. Como não sou nenhuma estudiosa do autor, mas sim, uma mera leitora em busca de conhecimento e novas aventuras, decidi começar pelo livro “O Hobbit” e não cronologicamente.



E acredito que fiz uma ótima escolha começando assim! Mesmo que a leitura cronológica traga easter eggs para os livros seguintes, preferi conhecer o mundo de Tolkien através de um Hobbit todo bonachão, que gosta da rotina do Condado e não quer saber de mais nada! Apresento a vocês: Bilbo Bolseiro!
"Os Hobbits não são como as pessoas comuns; e, afinal, se as tocas deles são lugares alegres e adequadamente arejados, bem diferentes dos túneis dos orcs, assim eles estão mais acostumados a túneis do nós, além de não perderem o senso de direção debaixo da terra - não quando suas cabeças já se recuperaram de uma pancada. Além disso, conseguem se mover sem muito barulho, escondem-se com facilidade, se recuperam maravilhosamente de quedas e contusões e têm um cabedal de sabedoria e frases sábias que a maioria dos homens nunca ouviu ou esqueceu há muito tempo"
Bilbo, um hobbit todo acomodado com sua rotina e comilança, não queria saber de outra vida, até receber a visita de Gandalf chamando-o para uma aventura. Bilbo tentou fugir de todas as maneiras, entretanto, certa noite, um grupo de anões bate à sua porta dizendo que estavam lá para o jantar, quando, na verdade, era também uma reunião para planejar toda a aventura para a qual Bilbo havia sido convocado.
"E o que vocês fariam, se um anão aparecesse sem ser convidado em sua casa, e pendurasse suas coisas no seu corredor sem uma palavra de explicação?"
O tesouro dos anões agora é dominado pelo dragão Smaug. Mas a situação é bem complicada para os anões, pois o dragão consegue sentir o cheiro deles bem de longe! Então, resolveram “contratar” o melhor “ladrão” do Condado para conseguirem de volta ao antigo lar e seu tesouro.


Mas toda a jornada não é nem um pouco simples. Há muito que se enfrentar até chegar à Montanha. Não será nada fácil. Trolls, neve, wargs, orcs, altas montanhas, vidas perdidas... Uma infinidade de obstáculos que, apesar de tornar a jornada do nosso querido hobbit cada vez mais difícil, é o que deixa tudo mais emocionante e incrível.

O que dizer da minha primeira experiência oficial com a obra de Tolkien? Não há palavras, é inexplicável, sensível e motivador! 


Durante a leitura, eu me lembrei várias vezes de um dos meus livros favoritos, que é “O Mágico de Oz”. Sei que não há relação alguma entre as obras, mas senti aquela mesma amizade bonita, cumplicidade e lealdade da Dorothy e seus amigos ali no grupo dos anões e do Bilbo. Seguindo todos juntos, apoio mútuo, coragem e bravura. Achei a história com um bom fundo motivacional. Sério, acho lindas representações assim de amizade, afinal, é um sentimento que eu prezo demais. (Ines Fabi Dani)

A escrita é maravilhosa, repleta de detalhes e fluida. Quando digo que é repleta de detalhes é porque realmente é assim! Tolkien é muito detalhista na escrita, faz o livro ser muito visual com suas descrições, muitas vezes bem longas, mas sem ser enfadonho. 


Antes de lê-lo, eu pensava muito em como seria possível um livro tão curto resultar em 3 filmes longos. A escrita de Tolkien tem muita bagagem para isso, tem detalhes e história suficiente para suporte a filmes de qualidade sem enrolação. 

Em que mundo estava eu que ainda não tinha lido Tolkien? Apenas virou livro favorito para toda a vida. Foi livro que li em apenas dois dias e ao terminar, já queria começar novamente!


Acho que muitos palestrantes motivacionais deveriam sair da mesmice e usar um livro assim para usar de exemplo de trabalho em equipe e até mesmo da história de Senhor dos Anéis é possível tirar proveito nesse sentido. Sozinho, nós não chegamos a lugar algum.

Esse livro faz parte da Tag 12 livros para 2014. Para ver os livros que eu escolhi para a Tag, só Clicar AQUI e para ver os livros da Tag já resenhados, só Clicar AQUI.



Não se esqueça de seguir o blog!
:: FanPage :: Twitter ::
:: Skoob :: Goodreads :: Instagram :: Flickr :: LastFm ::
Um abraço
Bel VF 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

'Tá Lido #49 - Veronika decide morrer, Paulo Coelho

Veronika decide morrer

Autor: Paulo Coelho
Páginas: 191
Editora: Gold
Sinopse: A loucura é a incapacidade de comunicar-se. Entre a loucura e a normalidade, que no fundo são a mesma coisa, existe um estado intermediário: chama-se ser diferente. E as pessoas estavam cada vez com mais medo de ser diferentes.
 No Japão, depois de ter pensado muito sobre a estatística que acabara de ler, me veio a idéia de escrever um livro sobre a minha própria experiência. Escrevi Veronika decide morrer na terceira pessoa, usando meu ego feminino, porque sabia que a minha experiência de internação não era o que interessava, mas sim os riscos de ser diferente, e o horror de ser igual.





________________________****________________________



Então, eu li Paulo Coelho, e gostei, quem vai atirar a primeira pedra?

Existe muito preconceito literário por ai, mas quanto mais as pessoas criticam um livro simplesmente por ser best-seller, autoajuda, romance de banca e etc., mais curiosa pra ler eu fico, sou do contra.

Não amei, não pretendo reler, mas gostei bastante da ideia central e em alguns momentos a leitura me prendeu bastante. Apesar de ser autoajuda, um gênero que não leio muito, ele não é pedante e nem fica o tempo todo mandando mensagens de "você pode se superar", "pegue o limão e faça uma limonada", entende o que eu quero dizer? Ele passa a mensagem sem ser chato.

O título do livro diz tudo né? O livro conta a história de uma jovem que decide se matar, mostra como, porquê, as consequências dessa escolha e como isso influencia a vida das outras pessoas.

Gostei muito da forma como a morte é encarada no livro e como ele explora a loucura, as máscaras e os comportamentos que são socialmente aceitos, mas que escondem os nossos verdadeiros sentimentos, será que é melhor ser louco ou ser considerado normal?

(Momento devaneio, se quiser continuar lendo sobre o livro, vá para o próximo parágrafo: sempre me questiono sobre essa coisa meio manufaturada que a gente vive, todos devemos gostar das mesmas coisas, usar as mesmas roupas, assistir as mesmas coisas e nos comportarmos de determinada forma. Parece que somos todos frutos de uma grande linha de produção, que somos em essência peças diferente, mas que ao que observa de fora somos iguais, com mesmo lote e data de validade.
Quem é diferente é esquisito, assustador ou estranho, mas será que essa vontade de se ajustar, de viver igual é verdadeira e saudável? 
Isso me assusta e me faz pensar muito, porque no fim é cada vez mais raro encontrar pessoas verdadeiras e com isso é cada vez mais difícil passar do "oi, tudo bem?" em uma conversa, ou encontrar alguém que te aceite como você é, sem te querer mais magra, menos louca e mais bem resolvida, mas enfim, o resto do mundo eu não posso mudar, só posso continuar firme no meu propósito de me conhecer cada vez melhor e buscar o que me faz feliz e não o que agrada as outras pessoas.)

Pra minha surpresa gostei da experiência, vou ler outros livros dele, porque além de ter quase toda a coleção do Paulo Coelho, eles foram presente de uma das pessoas que eu mais amo no mundo, pessoa essa que também ama os livros e que gosta de Paulo Coelho e quis me apresentar a ele.

Acho que se eu fosse escolher um livro pra comprar não seria nenhum dos que ele publicou, mas já que eu ganhei vou ler, porque sou dessas que lê até bula de remédio! :)


Quem já leu esse livro ou outro do PC?
Alguma dica do próximo?


Até a próxima!

;)

domingo, 27 de abril de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #52 ~ O Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos) ~ TAG 12 Livros para 2014

Título: O Meu Pé de Laranja Lima
Autor: José Mauro de Vasconcelos
Editora: Melhoramentos
Número de Páginas: 190

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas e Favorito!

Sinopse: Na obra juvenil mais conhecida de José Mauro, a pobreza, a solidão e o desajuste social vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima, encontrando na fantasia a alegria de viver.


E chegamos ao quarto livro da TAG 12 Livros para 2014! Para ver a minha lista de livros escolhidos para a TAG é só clicar AQUI.

Esse livro eu ganhei de presente da Fabi (Obrigada Amiga!) e foi um alento para a minha alma. Uma inspiração que não poderia ter vindo em melhor hora em minha vida!

Eu não conhecia em nada a história deste livro (shame on me!) e eu pensava que se tratava de uma história infantil, com um conteúdo mais leve e alegre. Quem já leu, pode imaginar como foi minha reação ao me deparar com as inúmeras surras que Zezé levava e com as injustiças que ele sofria.

Zezé é um exemplo de criança que conheceu as mazelas da vida cedo demais. Sabia do lado mais escuro e mau do ser humano logo aos 5 anos de idade e sofria demais com isso. Muitas vezes, a família descontava nele toda a miséria e a situação crítica na qual eles viviam.

Ele é um menino bem levado, aprontava com todos da rua e, às vezes, realmente merecia umas palmadas. Entretanto, quando alguém batia nele, o motivo da surra ia muito além disso. Muito além da arte que ele fizera. Ele se sentia muito mal e culpado.

Durante toda a leitura, a única coisa que eu queria, era pegar o Zezé no colo e protegê-lo da vida dura que o cercava. Criar uma redoma de vidro ao redor dele, colocar o seu Pé de Laranja Lima, chamado Minguinho (ou Xururuca quando ele o queria muito mais do que bem ) e, claro, não poderia faltar, um Portuga velho, com um carro bacana.
"Eu não presto para nada. Sou muito ruim. Por isso é o diabo que nasce pra mim no dia do Natal e eu não ganho nada. Sou uma peste. Uma pestinha. Um cachorro. Um traste ordinário. Uma das minhas irmãs me disse que coisa ruim como eu não devia ter nascido" ~ Zezé
Fiquei com bastante dó dele depois de ler esse trecho. E muito impressionada em pensar como uma criança de 5 anos pensaria assim! Ele sabia o que era a dor, sabia o que era perda. Aprendeu o que era a vida cedo demais.

Fui pega bem desprevenida quanto ao conteúdo desse livro e me senti maravilhada com isso! Me fez amar o livro ainda mais. Ler o que uma criança vê da vida nessa idade, tudo o que ela passou e sentiu, é inspirador, triste. Mas virou livro favorito para a vida toda!
"Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo. Dor que dava desânimo nos braços, na cabeça, até na vontade de virar a cabeça no travesseiro" ~ Zezé
Você já parou para pensar quem é o seu Pé de Laranja Lima? Aquela pessoa sem a qual você não vive? Leia esse livro, pare e pense. Você vai enxergar essa pessoa com outros olhos! Estou super emocionada até agora com esse livro.
Por favor, leiam esse livro! É rápido de ser lido, linguagem simples e é também divertido. Literatura da mais alta qualidade garantida!

Não se esqueça de seguir o blog!
:: FanPage :: Twitter ::
:: Skoob :: Goodreads :: Instagram :: Flickr :: LastFm ::
Um abraço
Bel VF 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Tá Lido #46 - Lolita, Vladimir Nabokov

Lolita 

Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Biblioteca Folha
Páginas: 360
Sinopse: Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor.

__________________________________****__________________________________

Logo que comecei  a ler Lolita, cometei com a Bel que tinha me surpreendido, porque antes de ler não procurei nada a respeito, mas tinha uma vaga ideia do que se passava, afinal quem nunca ouviu falar de Lolita?
Ledo engano, na minha cabeça Lolita era uma moça sedutora, saindo da adolescência que seduzia um homem mais velho, mas na verdade não é bem assim e o começo me incomodou, me surpreendeu e literalmente quase me fez desistir de ler, mas eu me esforcei um pouco e segui lendo e me apaixonando aos poucos pela história.

Lolita conta a história de um homem (Humbert) que sente desejo e tem fantasias sexuais com ninfetas.
(Significado de ninfeta segundo o dicionário online de português: Menina jovem ou adolescente cujo comportamento ou pensamento estão direcionados para o sexo; menina que incita o desejo sexual.(Etm. ninfa + eta).)

Agora vamos voltar a livro, vou ser sincera e admitir que meu lado moralista ficou chocado com a forma que o livro começou, pensei pronto, agora estou lendo um livro sobre um pedófilo e seus desejos por menininhas, vou confessar tenho uma irmã com quase a mesma idade das ninfetinhas do Humbert e ler sobre esses desejos me causou estranhamento.

Cheguei ao ponto de cogitar abandonar o livro, sério, achei que o Nabokov estava tentando justificar as ações do Humbert, colocando sensualidade nas meninas e usando isso como forma de justificativa, mas eu sou teimosa e decidi terminar esse livro, alguma coisa boa devia vir.

E veio, com o passar da leitura percebi que esse livro não era uma apologia à pedofilia, mas sim um livro que narrava a vida de uma pessoa, seus medos, desejos, necessidades e todas as suas perturbações. Ele coloca as coisas de forma perturbadora, mas não por apoiar, mas por mostrar as duas faces da situação.

No fim acho que esse livro não é sobre pedofilia, mas sobre obsessão, sobre conflitos morais (do personagem e do leitor), sobre conflitos externos e internos, o que é certo e errado e nos coloca ora do lado da Lolita, ora do lado do Humbert.

No fim me compadeci dele, me compadeci dela e de toda a situação, das consequências dos atos dele na vida dela e na vida dele mesmo e continuo achando que uma menina de 12 anos não pode ser considerada culpada, aliás ninguém pode ser culpado de despertar desejo em outra pessoa e nem de sentir desejo por outra pessoa, mas as ações que tomamos e até que ponto podemos ir depende apenas de nós mesmos.


Até a próxima!
 ;)

sexta-feira, 21 de março de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #50 ~ Jane Eyre (Charlotte Brontë) ~ TAG 12 Livros para 2014

Título: Jane Eyre
Título Original: Jane Eyre
Autor: Charlotte Brontë
Editora: Best Bolso
Número de páginas: 528

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas!

Sinopse: Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.

Como não amar um livro que se passa na Inglaterra, escrito por uma das Irmãs Brontë? Impossível mesmo não se apaixonar!


O livro é narrado pela própria Jane. Ela vai nos contar desde sua infância, como ficou órfã e foi morar com a Sra. Reed, como foi sua adaptação na escola para meninas de Lowood e sua vontade em ampliar seus horizontes e mudar sua vida.

A narrativa tem um tom muito íntimo e sincero. Jane não nos poupa de detalhe algum de sua história. Ela realmente conversa conosco através de suas linhas, inclusive se dirigindo a nós, citando a palavra "leitor" em várias passagens.


Como se trata de uma narrativa em primeira pessoa, não espere que tudo seja rápido e ágil. Pelo contrário! Jane vai encher páginas e páginas com seus devaneios, sentimentos mais íntimos e confissões. Ela é uma personagem muito religiosa, portanto, não se incomode em ler várias vezes referências à Bíblia e apelos e lamentações a Jesus. Mas, claro, não achei que nada disso fosse exagero. É completamente válido visto que fora criada, boa parte de sua vida, em uma escola religiosa.

Jane é inteligente, honesta, sagaz e, ao mesmo tempo que é muito independente, é muito ingênua também. Ela tem uma personalidade muito forte e bem desenvolvida no livro. Senti neste livro a mulher muito mais independente do que a mulher dos livros de Jane Austen.


Os personagens possuem uma personalidade tão bem construída que, o tempo todo, desperta em nós vários sentimentos. Senti muita raiva do Sr. Rochester e do St. John. Às vezes, senti também um pouco de raiva da própria Jane, torcia por ela e também pelas personagens ao seu redor. Todas as personalidades são realmente bem fortes!

É um livro longo, entretanto, em momento algum, tornou-se enfadonho. É uma narrativa que prende o leitor do início ao fim. E agora entendo perfeitamente o motivo de tamanha consagração em torno deste livro. É uma leitura impactante e que nos deixa apegados aos seus personagens.


A edição que tenho do livro é uma da Best Bolso. Não sou a maior fã dessas edições, mas gosto muito da capa! Acho delicada, tanto quanto a história. O ruim é que as folhas são finas e a impressão vaza para o outro lado da folha. As margens são pequenas também, com muitas palavras por página. Mas ainda assim, fiquei completamente hipnotizada de tão bom que é o livro!

Antes de ler esta obra, eu assisti ao filme e digo que Cary Fukunaga fez um ótimo trabalho. Deixou o filme bem, vamos dizer, "cinza" e triste como Jane nos passa o tempo todo em sua narrativa. Super recomendo este filme, mas leiam antes, caso não gostem de spoilers e tal. Pois o filme está bem próximo mesmo da história. Simplesmente incrível!

Você pode ter mais informações sobre o filme AQUI. E abaixo, o trailer para animar a todos a lerem a obra!



Não se esqueça de seguir o blog!
:: FanPage :: Twitter ::
:: Skoob :: Goodreads :: Instagram :: Flickr :: LastFm ::
Um abraço
Bel VF 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Resenha #41 ~ O Chamado do Cuco (Robert Galbraith) ~ TAG 12 Livros para 2014

Título: O Chamado do Cuco
Título Original: The Cuckoo's Calling (Cormoran Strike #1)
Autor: Robert Galbraith (aka J. K. Rowling)
Editora: Rocco
Número de páginas: 447

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 4,5 estrelas!

Sinopse: Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega. Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.


~ Primeiro livro da TAG 12 Livros para 2014 - Veja AQUI os livros que eu escolhi ~ 

Se não tivesse sido revelado quem estava por trás do nome Robert Galbraith, provavelmente eu não teria comprado esse livro. Acabei comprando e lendo, pois eu confio na J.K. Rowling e sei que ela não me decepcionaria, como de fato, não decepcionou.

O livro é uma história policial, cheia de investigações e mistérios ao redor da morte da top model Lula Landry. Em uma madrugada, o corpo de Lula cai da sacada de seu prédio e, após investigar, a polícia fecha o caso como suicídio.

Entretanto, seu irmão, John Bristow, não acredita na conclusão que a polícia dá ao caso e, 3 meses depois da morte de Lula, resolve procurar os serviços do detetive particular Cormoran Strike, um ex soldado que esteve no Afeganistão e que, depois de perder parte de sua perna, foi dispensado e retornou a Londres. Bristow acredita que Lula tenha sido assassinada, mas ninguém acredita nele.

E diante disso, o enredo da história vai se desenvolver ao redor das entrevistas que Strike vai fazer com todos envolvidos na vida de Lula. Ele vai entrevistas pessoas que fizeram parte da vida dela e pessoas que estavam horas antes de sua morte..

Não esperem ação, perseguições e tiros etc. É somente investigação e, juntamente com essas entrevistas, teremos o desenvolvimento da vida pessoal de Strike e o momento difícil que ele está passando no momento. Temos um pouco de foco na vida pessoal de Robin, a secretária de Strike, mas é muito pouco. Ela vai atuar bastante auxiliando Strike com a investigação.

O desenvolvimento dos personagens é bastante gradual. A cada capítulo, Galbraith vai nos dando algumas características de Strike e Robin, e aos poucos vamos gostando cada vez mais deles. E como a narrativa fica por conta de uma terceira pessoa, algumas coisas ficam por nossa conta para serem concluídas.

O livro tem um ritmo bem constante. É a mesma toada do início ao fim, claro, com aquele ápice no momento de toda a revelação mas, ainda assim, a parte do desfecho do crime é bem morna. Mas, como eu já disse aqui no texto, o livro não é de ação.

Eu gostei bastante do livro, ainda mais por fazer um bom tempo que eu não lia nada do gênero policial. O livro é fácil de ser lido, muitas coisas, como eu já disse, ficam por nossa conta e imaginação, mas ainda assim é fácil. Eu o devorei em 3 dias. E mesmo tendo gostado bastante, eu achei que algumas coisinhas ficaram a desejar.

Eu recomendo a leitura sim, é muitíssimo bem escrito, nos faz ficar pensando e tentar encontrar as dicas nas entrelinhas para o desfecho do caso.

Este foi o primeiro livro de 2014 e confesso que comecei muitíssimo bem ;)

Não se esqueça de seguir o blog nas redes sociais!


E não se esqueçam também de me seguir nas redes sociais!

:: Skoob :: Goodreads :: Instagram :: Flickr (Esmaltes) ::

Um abraço

Bel VF 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

{Fabi} TAG ~> 12 Livros para 2014

Não sei vocês, mas essa época do ano pra mim é propícia pra fazer listas, metas e o balanço do ano que acabou. Sou fã de listas, adoro a sensação de colocar no papel ideias e transformar em uma coisa mais palpável os planos e objetivos que imagino pro ano que vai começar.
Parece bobagem, mas essa sensação de encerramento existe pra mim, é como se com o ano que começa fosse a próxima página de um livro, um novo capítulo e os últimos dias do ano fossem as páginas finais, o encerramento para que um novo, surpreendente e cheio de possibilidades possa nos trazer alegrias..

Por que mesmo que eu tô escrevendo esse post? Ah, é pra falar de alguns livros que eu separei para serem lidos sem falta em 2014. Escolhi livros que eu tenho há um tempo, livros que fogem do que estou acostumada a ler e um pouco de poesia e filosofia, poesia porque não sei ler e filosofia porque me interessa muito. :) E não foi fácil... não mesmo.

Não vou definir mês nem data certa pra ler os livros, vou lendo conforme sentir vontade, a única coisa que vou fazer é colocar uma meta de ler pelo menos um deles por mês, em 2013 eu não fiz isso e cheguei em dezembro com 5 livros da meta sem ler (mas também tinha muito mais de 12...rs), porque fui optando por ler outras coisas, mas isso é assunto pra outro post.




1) Viva o povo brasileiro, João Ubaldo Ribeiro
2) Mrs. Dalloway, Virginia Woolf
3) Crime e Castigo, Dostoiévski
4) Veronika decide morrer, Paulo Coelho
5) Os sertões (volumes 1 e 2), Euclides da Cunha
6) Cândido, Voltaire
7) O vermelho e o negro, Stendhal
8) Lolita, Vladimir Nabokov
9)  A elegância do ouriço, Muriel Barbery
10) Toda Poesia, Paulo Leminski
11) A Dama Azul, Javier Sierra
12) Cem anos de solidão, Gabriel García Marquez




Que venha 2014 com a bagagem cheia de coisas boas, livros e momentos inesquecíveis!

;)