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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Impressões de Leitura #2 - To Kill a Mockingbird (O Sol É para Todos) - Harper Lee [Paty]

Oi, pessoal!

Voltei para falar de mais um livro 5 estrelas para mim. Bora?

Autora: Harper Lee
Editora: Grand Central
Páginas: 281
Sinopse: Em “O Sol É para Todos”, Harper Lee acompanha três anos da vida dos jovens Jem e Scout Finch numa terra de profundo preconceito racial. A história é pontuada pelo caso de um homem negro injustamente acusado do estupro de uma garota branca em uma pequena cidade do Alabama.
Nível de inglês: de médio a difícil
Avaliação: *****



Para começar, como é difícil encontrar esse livro em português! Tanto que desisti e comprei em inglês mesmo, e devo dizer que a leitura do original foi uma experiência bem interessante – o livro é escrito em uma linguagem bem coloquial, como se fosse nosso “caipirês”, então sofri um pouco para entender algumas partes; mas, no final, o esforço todo foi bem recompensador.

O livro é narrado pela Scout, a irmã mais nova. Acompanhamos a vida dela ao lado de Jem, seu irmão, Dill, amigo dos dois, Atticus, o pai, e Calpurnia, a cozinheira. A mãe das crianças faleceu quando elas eram bem pequenas.

Eles vivem em Maycomb, uma pequena cidade do Alabama, a típica cidadezinha de interior, onde todos se conhecem. Na mesma rua da família Finch mora um rapaz recluso, com fama de louco, e as crianças passam a maior parte de seu tempo livre bolando planos para atrair o estranho para fora de sua casa.

As coisas esquentam na cidade quando Atticus, advogado respeitado e admirado por todos, aceita defender um negro acusado de ter estuprado uma moça branca. E é aí que o lado cruel das pessoas vem à tona: Scout e Jem são provocados pelos colegas de escola, Atticus é perseguido por alguns cidadãos e Tom Robinson, o acusado, é quase morto por alguns cidadãos.

É muito lindo ver como Jem lida com essa situação, pois ele admira muito o pai e sempre pauta seu comportamento pelo dele, ao mesmo tempo em que ajuda Scout a passar por essa situação delicada. Mas é Atticus o verdadeiro destaque do livro. Que personagem incrível! Com certeza um dos melhores da literatura e um queridinho meu. O peso de criar seus filhos sozinho é muito grande e ele leva isso muito a sério, sempre procurando agir e falar de forma correta para ser exemplo para eles. Tanto é que o livro é recheado de frases incríveis ditas por Atticus (e no final vou deixar para vocês a minha preferida).

A parte final para mim é a mais emocionante: Tom Robinson é condenado (e ainda tem mais por vir!), Jem e Scout passam por uma certa situação e acabam conhecendo uma pessoa inesperada e Atticus tem seu maior conflito interior – e conta com a ajuda de Scout para resolvê-lo, em uma das passagens mais bonitas do livro, em que vemos como Atticus foi bem-sucedido ao educar seus filhos.

A história foi adaptada para os cinemas em 1962, com Gregory Peck no papel de Atticus. Terminei o livro e corri para baixar o filme, mas infelizmente ainda não consegui assistir. De qualquer forma, recomendo fortemente a leitura – só de escrever já dá vontade de ler novamente!

Termino, como disse acima, com a minha frase preferida do livro, e isso porque ela me tocou profundamente em um momento em que eu precisava ouvir essas palavras:

“Coragem é quando você sabe que está derrotado antes mesmo de começar, mas começa mesmo assim, e vai até o fim, apesar de tudo”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

[Paty] Impressões de leitura #1 - Os Miseráveis, Victor Hugo



Título original: Les Misérables
Editora: Cosac Naify, 4ª edição
Número de páginas: 1972
Avaliação: * * * * *









Oi, pessoal!

A convite das meninas, agora vou escrever aqui no blog também :)

Quis começar com o pé direito, então vim falar de uma das primeiras leituras que fiz esse ano e uma das melhores: Os Miseráveis!

Durante muito tempo adiei a leitura desse livro, em parte porque o tamanho dele me assustava. Mas aí anunciaram o filme com Hugh Jackman, Anne Hathaway e Russel Crowe, então tratei de providenciar a leitura.

(Fonte: pelicula-virtual.blogspot.com)

Dar um resumo do enredo é difícil, com todos os seus personagens e nuances. Basicamente, vamos acompanhar a história de Jean Valjean, ex-condenado que ficou 19 anos preso por roubar pão para alimentar sua família. Ele viola a condicional e passa a ser perseguido pelo inspetor Javert. Valjean quer deixar a vida de condenado para trás e recomeçar, e em seu caminho ele encontra o bispo Benvenu (um dos melhores personagens do livro!), que o impulsiona a isso. Testemunhamos, então, a trajetória de redenção de Valjean, e em meio a ela vamos conhecer uma imensidão de personagens incríveis: Fantine, Cosette, os Thénardier, Marius, Enjolras, o menino Gavroche, Éponine e por aí vai. Como pano de fundo temos um motim estudantil que luta contra a monarquia e a miséria de Paris na primeira metade do século XIX.

Jean Valjean e Javert (Fonte: www.newyorker.com)

Dividida em 5 livros, a obra alterna capítulos da vida dos personagens com capítulos mais reflexivos, que tratam de religião, política, história e até mesmo de linguagem. Confesso que muitas vezes me senti ansiosa durante a leitura, pois a narrativa sobre os personagens era interrompida, por exemplo, pelo relato de uma batalha, e eu desesperada para saber o que estava acontecendo! Mas não se enganem, Victor Hugo não deu ponto sem nó nessa história e tudo que ele conta é absolutamente relevante.

É lindo acompanhar como Jean Valjean vai do ódio ao amor (e Cosette foi o motivo principal dessa mudança), e terminei o livro com uma sensação de esperança, de que nosso destino está sim nas nossas mãos e de que depende apenas de nós mudá-lo. 

Jean Valjean e Cosette (Fonte: worldnewsnetwork7.com)

Infelizmente não posso me aprofundar muito na história, porque qualquer coisa que eu fale a mais pode ser spoiler, então sugiro fortemente que vocês confiram por si mesmos! Esse é aquele tipo de livro para a gente ir lendo devagar, degustando, internalizando tudo o que Victor Hugo está dizendo.

Finalizada a leitura, fui correndo ao cinema conferir a adaptação. Detesto musicais, nunca fui fã de nenhum deles, mas o elenco – e o fato de eles terem cantado tudo no momento da gravação, na lata – me convenceu a dar uma chance, ainda mais depois de tudo que li. E devo dizer que o filme não me decepcionou. Ele tem quase duas horas e meia de duração e é uma ótima adaptação de um livro de quase duas mil páginas. Claro que senti falta de bastante coisa, mas o essencial está ali. E como é lindo! Impossível não ir às lágrimas. Até meu marido, avesso a clássicos e musicais, ficou com os olhos cheios no final. Gostei tanto que comprei o DVD assim que foi lançado – o que diz muito, pois não compro DVDs de filmes – e já assisti várias vezes (e chorei em todas elas, mesmo sabendo de cor o que iria acontecer!). A trilha sonora também é incrível, coloquei as músicas no celular e de vez em quando as ouço, pois é uma ótima forma de me lembrar de uma história que mexeu tanto comigo.

Marius (à esquerda), Enjolras (à direita) e outros estudantes (Fonte: insidemovies.ew.com)

Não coloquei fotos da minha edição por um motivo simples: não a recomendo de jeito nenhum! Comprei o box pocket em dois volumes da Cosac Naify (é a 4ª edição) e perdi a conta de quantos e-mails enviei para eles com correções relacionadas à revisão. Como, infelizmente, essa é a edição disponível no mercado, recomendo procurarem em sebos ou na Estante Virtual por edições mais cuidadas.

Entrou para a lista de “livros da vida da Patricia” :)

Até mais!