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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

{Fabi} Diário de leitura de Guerra e Paz (Tolstói) #2

Você confere a introdução aqui e o primeiro diário aqui!

Vou tentar demorar menos pra escrever com esse volume, se tudo der certo venho a cada 300 páginas, ou de 15 em 15 dias :)

Descobri que tem um filme de 1956 com a Audrey, direção de King Vidor
(Fonte da imagem)


Demorei tanto para voltar que agora já terminei o primeiro volume e tenho bastante coisas para contar. Afinal se passaram mais de 900 páginas desde o ultimo diário e de lá pra cá pude me conectar mais com alguns personagens. Não dá para lembrar todos, porque a maioria é bem secundária (são mais de 500 personagens), mais os que têm maior relevância na história são mais desenvolvidos.

A história continua se passando entre São Petesburgo e Moscou, mas agora também se passa nas cidades em que o exército Russo está em campanha contra o exército de Napoleão.
O que eu notei foi que a empolgação que se tinha no começo do romance com relação ao exército e a guerra foram morrendo aos poucos, todo aquele patriotismo e vontade de lutar, defender o Imperador Alexandre e defender o poder e patriotismo russo vão por água a baixo.


Dá pra ter mais ou menos uma ideia do contexto da guerra agora?
(Fonte da imagem)


Mas acho curioso o fato de que para se mostrar culto e inteligente nessa época era preciso saber ler e falar francês se torna um pouco irônico ir lutar contra as pessoas que são consideradas um “padrão” de sofisticação e educação.
(Inclusive tem uma cena que se passa com a Natasha e alguns camponeses russos que exalta toda a beleza da cultura russa e despreza as afetações francesas).

Pra mim particularmente as partes de exaltação militar, guerras, politicagem e tudo que era mais relacionado à guerra foram bem chatas de ler, mas meu lado noveleiro adorou as intrigas da corte, os amores e todo o lado social da coisa, as festas, os dramas e os retornos dos soldados ao lar.

Eu, tolinha romântica, gosto muito da Natasha, do Pierre e do Nicolai e mesmo com esses preferidos, algumas vezes tenho vontade de dar uns tapas na cara deles, enfim eles são personagens cheios de falhas e muitas vezes chatos, já estou com eles há cinco anos pela história e a mais de 1200 páginas então como dizem por ai a convivência mostra o pior lado das coisas.

Agora quanto a estrutura da narrativa pude observar que no começo, no primeiro e segundo tomos, as partes da história revessam, ora Guerra, mostrando os homens que estão lutando contra Napoleão, ora a Paz, mostrando como a vida da sociedade segue normalmente, a guerra quase não afeta quem não a vivencia.

Tolstói conduz com maestria essas mudanças, nada parece solto e nem a história perde o ritmo, pelo contrario, quando você acha que tudo que ele podia desenvolver foi desenvolvido ele aparece com uma reviravolta e te mostra que você não sabe de nada (inocente ou Jon Snow).


Tolstói, meu russo favorito! <3
(Fonte da imagem)


Estou ansiosa pra continuar a leitura, mas quero terminar outras leituras em andamento antes de me dedicar inteiramente à esse livro, é como eu comentei com a Bel, esse livro é ciumento, ele gosta de atenção e exige que você olhe só pra ele durante um tempo.



Até a próxima!
;)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

{Fabi} Diário de leitura de Guerra e Paz (Tolstói) #1

Era para esse post ser o post de ontem, mas estou atrasadinha...rs
Esse calor tá acabando comigo, quase não tenho lido e não tenho vontade de fazer nada da vida, a não ser beber muita água gelada, água de coco e sucos... piscina, ventilador,  banho quase gelado... sonho de quem vive em uma cidade que faz quase 40 graus todo dia.

Uma imagem que representa Guerra x Paz... fonte.


Mas voltando ao diário, li só até a página 305, que faz parte da segunda parte do primeiro tomo.
Aqui ainda não dá pra saber quem são os personagens principais, mas pude identificar dois núcleos principais.

O primeiro é a família Rostova e o segundo pela família Bezukhovs, ambas famílias aristocráticas da alta sociedade de São Petesburgo, o livro se passa no período napoleônico, narrando tanto a parte militar como a familiar. Uma coisa que percebi é que em obras que se passam nesse período os personagens amam ou odeiam Napoleão, ele gera esses sentimentos fervorosos nos homens e mulheres da época.

Percebi que ele também foca na instituição familiar do mesmo modo que em Ana Karenina, no casamento e nas relações que derivam dele, sejam na sociedade ou entre família, na importância dessas relações para conseguir posições e alcançar postos melhores no exército.

"Você não entende porque digo isso - prosseguiu. (príncipe Andrei) - pois é a história de toda uma vida. Você fala de Bonaparte e da carreira dele- embora Pierre não tivesse falado de Bonaparte. - Você fala em Bonaparte; mas Bonaparte, quando trabalhava caminhando passo a passo rumo ao seu objetivo, era livre, não tinha nada a não ser o seu objetivo e o alcançou. Mas amarre-se à uma mulher e, como um condenado preso em grilhões, vai perder toda a liberdade. E tudo que houver em você de força e de esperança, tudo terá só um peso, e o arrependimento vai torturá-lo. Salões, mexericos, bailes, vaidade, futilidade... eis o ciclo vicioso do qual não consigo sair. Agora vou partir para a guerra, para a maior guerra que já existiu e não sei nada, não presto para nada."
Página 77 


Outra coisa que é comum é a presença de um grupo mais libertino, que joga, bebe, fuma e faz parte dessa sociedade, avancei pouco na leitura e por isso não tenho tanta coisa pra dizer.

Espero que no próximo tenha mais coisas para contar! 

Por hoje é só!

;)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

{Fabí} Projeto lendo Guerra e Paz



Guerra e Paz foi escrito por Tolstói entre 1863 3 1869, nessa época ele tinha acabado de se casar e estava com 35 anos, como foi um processo de escrita longo, a ideia inicial do livro, que era tratar dos decembristas (grupo de nobres revolucionários, influenciados pelo iluminismo francês, que em dezembro de 1825 desencadearam um movimento contra o tsar Nicolau I) sofreu algumas mudanças e novos plotes foram incorporados ao romance que tem mais de 2500 páginas.   
Informações retiradas da introdução do livro pela editora Cosac Naify feita pelo tradutor Rubens Figueiredo.

A Bel e a Ines vão fazer um projeto de leitura d'Os Miseráveis, onde elas vão compartilhar diariamente as experiencias de leitura dela lá no Instagram (@belvf e @inesbio) e eu vou fazer uma leitura com relatos mais semanais aqui no blog de Guerra e Paz, por ser um  livro mais longo acho que vai ser legal compartilhar a experiência.




Já conheço um pouco de Tolstói, não vai ser meu primeiro contato com ele, já li Anna Karênina e O diabo, gosto da prosa dele, mais descritiva e que descreve bem o psicológico dos personagens, além disso a história é narrada de vários pontos de vista diferentes, cada personagem compõe partes importantes e mostra uma versão da história diferente.

Acredito que por ser uma obra escrita em 6 anos ela vai mostrar um amadurecimento da escrita dele no decorrer do romance, além disso pelo que li do autor ele retrata o casamento e problemas conjugais como fator recorrente das suas obras (o próprio tinha problemas matrimoniais) e também assuntos ligados à sociedade rural da Rússia.
 




Minha expectativa está bem alta  com relação à esse romance, espero que a leitura seja prazerosa e que vocês me acompanhem nessa jornada!

Todas as sextas vou compartilhar com vocês o que estou achando da leitura, mas não vou estabelecer nenhuma meta semanal, portanto pode acontecer de eu ler mai ou menos dependendo de como estiver o mundo real.

(* Esse livro faz parte do TRGRC)

Até a próxima! ;)