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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

{Fabí} A mulher em Gabriela cravo e canela de Jorge Amado

Oi gente, tudo bem?

Hoje vou falar de um livro que eu li e me apaixonei pela personagem principal, Gabriela, cheira a cravo e tem a cor da canela, é pura como uma criança e ama de forma sensível e livre, mas nem só de Gabriela se trata esse post, ele trata também de Glória, Malvina, Sinhazinha e de outras mulheres em Gabriela cravo e canela de Jorge Amado.

De uns dois, ou três, anos pra cá comecei a me interessar pelo papel da mulher na literatura, não só conhecer escritoras, mas a mulher como personagem em todos os períodos, acredito que a literatura é sim uma forma de registro histórico e cultural da sociedade. Muito desse interesse veio com a leitura de Um teto todo seu, da Virgínia Woolf e também porque sou fã de Jane Austem e suas personagens, elas me levaram a pensar nas mulheres de outros tempos, nas vidas, costumes e aspirações delas e principalmente no que é ser mulher.

No vídeo do VEDA - Livros que me mudaram como leitora, eu cito esses livros (e outros), porque realmente passei a ler de forma diferente depois deles, passei a olhar como é a construção das personagens, como as mulheres são descritas, representadas e o seu papel naquela sociedade, para mim isso se tornou um fator importante, uma coisa sempre a ser notada. Já disse em outros momentos, que pra mim a literatura é uma forma de rever o mundo, cada dia sob a ótica de um escritor diferente, ele que vive uma vida distante da minha, seja por anos, quilômetros ou vivencias tão diferentes.

E em Gabriela cravo e canela fiquei fascinada com a construção de tantas mulheres incríveis, daquelas que inspiram, que são livres, vale lembrar que esse livro se passa em Ilhéus, Bahia, na época dos coronéis do cacau, no ano de 1925, traduzindo, uma sociedade super machista e conservadora, onde o dinheiro e o poder mandam e onde tudo é mais ou menos estabelecido, existe um modelo de mulher para cada situação, modelo esse que estabelecem o padrão de todas as relações e ditam os comportamentos de todos.
É opressivo ver como os homens podem tudo e como a mulher é (quase) sempre sujeitada às vontades masculinas, se forem sexuais, são prostitutas do cabaré ou raparigas, que tem luxo bancado pelos coronéis, mas praticamente vendem sua vida em troca, as solteironas, que não tem marido, mas são muito castas, praticamente assexuadas (acredita-se que sejam virgens). E a posição mais incomoda, mulheres que são as filhas e esposas de coronéis, que não escolhem com quem dormem, o que dizem não é ouvido, aceitam muitas vezes as raparigas e sofrem sua dor em silêncio e muitas vezes na miséria.

Mas no meio de tanta opressão existem mulheres livres, ou pelo menos com o espírito livre, mulheres que não aceitam aquilo e que sonham com uma vida melhor, com amores e vidas diferentes. Fiquei impressionada com Gabriela, por ela ser uma força da natureza, por ela ser do tipo que segue seus instintos, mas também porque ela ser o estereótipo da gostosona, sério, ela é tímida, mas provocante, tem um corpo lindo, obedece o homem, além de ser fogosa e boa de cama, logo seria uma paixão provável pra mim, pois sou fruto de uma sociedade machista, que estabelece exatamente isso como o máximo do ideal de mulher, aquela"santinha na rua e puta na cama", sabe?

Porém, ela não é só isso, ela é uma mulher que foi violentada, que gosta de cantar, fazer carinho nos bichos, que gosta de "se deitar com moço bonito" e que não entende porque as relações precisam de exclusividade, ela separa bem o amor do sexo, ela é sexualizada, em uma terra onde as mulheres são mais bonecas infláveis, onde mulher gosta de sexo é puta, rapariga e na cama a mulher tem que ser passiva e submissa ao homem, tanto que na série tinha aquele bordão "deite que eu vou lhe usar", que virou meme na internet.


Acho que muito da libertação da mulher nessa obra vem da sexualização, pois Sinhazinha (ai ai que era usada) é morta usando apenas meias pretas na cama com seu amante, as raparigas acabam sempre sucumbindo as tentações e arrumando amantes, Gabriela gosta de transar com seu marido e não esconde e tem a Malvina, mas ela merece um capítulo só dela.

Ah Malvina (filha do coronel Melk Tavares), tu és minha personagem preferida desse livro, pois por mais secundária que seja é autentica, esforçada e busca seus sonhos, o mais legal é que não é dependente de homem, o que era extremamente difícil naquela sociedade, uma das partes mais marcantes e que mais me doeram o coração no livro é justamente uma que ela senta no rochedo, depois de brigar com o pai e pensa em como é a vida dela, em como vai ser se ela ficar ali e o que ela quer para si mesma, é angustiante e libertador, ela está perto do mar, de toda essa imensidão, se sentindo tão pequena e tão frágil, acho simbólico, porque no zen budismo a água é um elemento adaptável, mas cheio de força, me lembra aquele ditado "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Um trechinho que mostra bem isso:

"[...] Melk com todos os direitos, de tudo decidindo. A mãe cuidando da casa, era seu único direito. O pai nos cabarés, nas casas das mulheres, gastando com raparigas, jogando nos bordéis, nos bares, com os amigos bebendo. A mãe a fenecer em casa, a ouvir e a obedecer. Macilenta e humilhada,co tudo conforme, perdera a vontade, nem na filha mandava. Malvina jurara, apenas mocinha, que com ela não ia ser assim. Não se sujeitaria. Melk fazia-lhe vontades, por vezes ficava a estudá-la, cismado. quando ela lhe dissera querer estudar ginásio e depois faculdade, ele decretara:

- Não quero filha doutora. Vai pro colégio de freiras, aprender a costurar, contar e ler, gastar seu piano. Não precisa de mais. Mulher que se mete a doutora é mulher descarada, que quer se perder. [...]"
Enfim, acho muito interessante essa mistura de "mulher ideal", com esse anseio de liberdade das mulheres, acho que em muitas obras a mulher é retrata sob a ótica dos homens, a Gabriela é muitas vezes mostrada assim, ainda acho que ela é apaixonante, mas acho que ela é feita pra agradar frutos de sociedades patriarcais, agradar a homens e mulheres e em outras partes as mulheres são só mulheres e não dá pra perceber que foi um homem que projetou "a mulher perfeita".

Eu acredito que a escrita pode ser universal, sem projetar o masculino e feminino, mas que em alguns livros as personagens femininas não são verdadeiras, mas sim retratos da projeção do ideal de mulher dos escritores. E vocês o que acham?

Até a próxima! ;)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

{Fabi} The Rory Gilmore Reading Challange - Quinta atualização!

Fonte (me identifico totalmente)

 Oi gente, tudo bem?

Aproveitando que saiu trailer novo de "Um ano para recordar", a  "oitava" temporada de Gilmore Girls, uma das minhas séries preferidas da vida, se não assistiu, por favor assista e que ela estréia em 25/11/16, achei bem propicio e auspicioso postar essa atualização hoje.

Faz praticamente um ano ( um ano e alguns dias) que eu postei a quarta atualização, tinha lido 56 livros), venho aqui contar, que esse ano li mais alguns livros da lista gigantesca, vou colocar o que li:
  1. 1984 - George Orwell
  2. As Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
  3. Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll 
  4. Anna Karênina - Liév Tolstói
  5. Guerra e Paz - Liév Tolstoi
  6. A Redoma de Vidro - Sylvia Plath 
  7. Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley 
  8. Cândido - Voltaire 
  9. Carrie - Stephen King
  10. O Iluminado - Stephen King
  11. Laranja Mecânica - Anthony Burgess 
  12. Crime e Castigo - Fiódor Dostoévski
  13. O Código da Vinci - Dan Brown
  14. Emma - Jane Austen
  15. A Abadia de Northanger - Jane Austen
  16. Orgulho e preconceito, Jane Austen
  17. Razão e sensiblidade, Jane Austen
  18. Branca de Neve e Rosa Vermelha - Os Irmãos Grimm
  19. Rapunzel - Os Irmãos Grimm
  20. Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
  21. A Sociedade do Anel: O Senhor dos Anéis, Livro 1 - J. R. R. Tolkien
  22. As cinco pessoas que você encontra no céu - Mitch Albom
  23. Frankenstein - Mary Shelley
  24. Franny & Zooey - J. D. Salinger
  25. O apanhador no campo de centeio - J. D. Salinger
  26. O Deus das Pequenas Coisas - Arundhati Roy
  27. E o Vento Levou - Margaret Mitchel
  28. O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
  29. Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling
  30. Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling
  31. O Coração das Trevas - Joseph Conrad
  32. A Sangue Frio - Truman Capote
  33. Jane Eyre - Charlotte Brontë
  34. Cartas a um Jovem Poeta - Rainer Maria Rilke
  35. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa - C.S. Lewis
  36. Mrs. Dalloway - Virginia Woolf
  37. Um quarto todo seu - Virginia Woolf
  38. As Vantagens de Ser Invisível - Stephen Chbosky
  39. O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde
  40. O Fio da Navalha - W. Somerset Maugham
  41. Lendo Lolita em Teerã - Azar Nafisi
  42. A pequena vendedora de fósforos, Hans Christian Anderson
  43. O Retorno do Rei: Senhor dos Anéis, Livro 3 - J. R. R. Tolkien
  44. Romeu e Julieta - William Shakespeare
  45. Hamlet - William Shakespeare
  46. Macbeth - William Shakespeare
  47. Santuário - William Faulkner
  48. O Som e a Fúria - William Faulkner
  49. A Vida Secreta das Abelhas - Sue Monk Kidd
  50. A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafon
  51. A Mulher do Viajante do Tempo - Audrey Niffenegger
  52. O sol é para todos - Harper Lee 
  53. Quem Mexeu no Meu Queijo? - Spencer Johnson
  54. O Mágico de Oz - Frank L. Baum
  55. O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
  56. As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides
  57. Alta fidelidade, Nick Hornby
  58. Grandes Esperanças - Charles Dickens
  59. David Copperfield - Charles Dickens
  60. Um Conto de Natal - Charles Dickens
  61. O amante de Lady Chaterley, D. H. Lawrence
  62. Mulherzinhas, Louisa May Alcott
  63. A metamorfose, Kafka
  64. Cem anos de solidão, Gabriel Gracia Marquez

Minha meta era ler mais quinze livros esse ano, dos livros da lista acima alguns foram lidos ainda no ano passado. Esse ano li apenas esses:
  1. E o vento levou
  2. As aventuras de Huckleberry Finn
  3. Alta fidelidade
  4. A vida secreta das Abelhas
  5. Orgulho e preconceito (reli)
  6. Razão e sensibilidade (reli)
  7. Um teto todo seu (reli)
  8. Rei Lear
  9. Macbeth
  10. As virgens suicidas
Estou lendo: 
  • Ulysses, James Joyce
  • Moby Dick, Melville
  • Os irmãos Karamazóv, Dostoiévski

Quero ler ainda esse ano:
  • Amada, Toni Morrisonck
  • Madame Bovary, Flaubert
  • O nome da rosa, Humberto Eco
  • Oliver Twist, Dickens

Se tudo der certo, vou conseguir ;)

Você ai gosta de Gilmore Girls? leu/quer ler ou está lendo algum desses, se sim me conta quais! 
Por hoje é só,logo mais eu volto! 

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

{Fabí} 'Tá Lido #83 - Musashi, Eiji Yoshikawa

Sabe quando você quer muito ler um livro, que tem certeza que vai gostar e tem altíssimas expectativas? Pois é, essa era a minha relação com Musashi.

Tinha um desejo enorme de ler esse  livro, mas a edição física dele é tão cara, o livro é tão grande, pagar mais de noventa reais e correr o risco de ser um livro ruim, tentei achar ele em bibliotecas, mas nada, procurava e-book (preciso fazer um post sobre o que eu acho de e-books pagos), mas não achava de jeito nenhum. Mas, como tudo na vida, um dia o céu abriu e eu achei o bendito livro pra baixar e fiquei com ele na cabeça (aquele pensamento PRECISO LER ESSE LIVRO LOGO), acho que você me entende né?

Enfim, comecei a ler em junho e terminei em setembro, foram três meses de leitura, afinal o livro tem mais de 1800 páginas, além disso, ando meio louca por livros com mais de 400, esse ano coloquei livros sensacionais na minha meta de 10 livros para 2016, mas livros difíceis, que demandam mais tempo de leitura e sei lá, esse ano desencanei dos números e me foquei em ler o que tinha em casa e queria muito ler, confesso foi libertador, está sendo é tao bom achar coisas incríveis na estante ou em bibliotecas, um dia quem sabe escrevo sobre meu amor por elas e como elas são importantes na minha formação, tando como pessoa, quanto como leitora. 

Estou divagando, mas é que Musashi foi tão maravilhoso que me lembrou de como é bom sentir que todas as expectativas foram alcançadas, que o livro é tudo que promete e que vai deixar uma marca em mim, me fez ôefletir e conhecer tanta coisa, sério, esse livro me mudou e eu adoro quando isso acontece, vale a pena abrir um livro, passar horas com ele, procurando um jeito de ler em pé no metrô cheio, ou na cama, só pra ter momentos como esse.

Não consigo ser imparcial e nem hipócrita de fingir que vou tentar, eu amei Musashi, não pela genialidade da escrita, ou pela construção magnífica das personagens, mas pela singela beleza do livro, pelo tom contemplativo e pela jornada do herói, que pode ser o Takezo, ou a Fabíola, que mudou tanto durante a leitura, que hoje se enxerga de uma forma diferente.

Musashi é um romance de formação, mas uma mudança tão interior, uma busca tão linda e verdadeira de si mesmo, que inspira, que renova as crenças e as esperanças, pelo menos foi assim pra mim. Ele é tão humano, erra, acerta, magoa, sofre e ri das pequenas coisas e nessa jornada, nesses momentos ele aprende a ser humano, a ser mais empático e viver o coletivo, coisa que quero muito saber um dia, quero ser capaz de olhar além de mim, além dos meus interesses, é uma busca diária e uma frustração também. 

Pra mim a leitura é sempre subjetiva, as minhas experiências pessoais e identificação com as personagens definem em um nível muito grande o valor dado por mim à obra, lógico que gosto de livros bem escritos, de narrativas diferentes e geniais, mas gosto mais ainda de me abalar, me revirar e me enxergar no livro, porque, afinal, ler pra mim é uma forma de ver, conhecer e entender o mundo e as pessoas (e principalmente a mim mesma), tenho dito sempre, mas nunca me canso de pensar o quanto isso é verdadeiro pra mim.

Que post sentimental né? Pra completar só falta você ter paciência comigo e ver os 20 minutos que falo desse livro, ver o brilho dos meus olhos e a minha cara de boba, esse vídeo é muito querido, pois me parece que estou ai conversando sobre um livro que me é caro com um amigo, como diz a (LINDA, MARAVILHOSA, DONA DOS CACHOS MAIS LINDOS DA INTERNET) Luara, em suas Segundas não odiadas, pega o café e vem ver.



Por hoje é só, até a próxima! ;)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

[Fabi] Então junho (2016) acabou...

Ainda bem, foi um mês bem cheio pra mim, leitura e filmes não foram prioridade, se bem que no fim até li bastante coisa,  não tanto quanto eu gostaria, mas vou tirar o atraso esse mês, que é mês de FÉRIAS (que saudade que eu estava desse sentimento de liberdade).
Eu como boa exagerada que sou, estou com planos megalomaníacos pro mês de julho, com uma lista imensa de filmes e séries pra assistir, várias xícaras de café para manter o ritmo e uma pilha imensa de livros pra aproveitar.

Fonte
Me imagino assim esse mês e esses livros, que vão surgindo, são os lidos.

Livros:

~> Vou primeiro falar dos livros que comecei e não terminei, depois falo quais terminei.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

'Tá Lido # 80 -Sartoris, William Faukner

Fonte


Acredito que daqui para frente vocês verão muitos livros do Faulkner por aqui, simplesmente li três livros dele esse ano e descobri uma nova paixão, tinha um pouco de receio de dar conta da leitura, mas no fim descobri que ele não é bicho papão e que para lê-lo, basta querer.

Esse livro conta a história da família Sartoris, inclusive alguns personagens aparecem em Santuário, essa família é cheia de personagens orgulhosos, tem uma árvore genealógica que remota a fundação da cidade, juntamente com a ferrovia, criada por John Sartoris (a ferrovia passa no município de Yoknapatawpha que é uma cidade muito presente na obra de Faulkner), eles possuem narizes marcantes e  uma certa tragédia familiar.

Esse livro retrata a memória familiar e como nos romances de Faulkner repete nomes e sobrenomes, o que pode causar uma confusão inicial, além disso, as histórias do passado são base e se interligam com as do presente, o livro todo é repleto de pontos de vista de personagens diferentes, o que nos permite uma visão mais ampla da história em si.

O drama dessa família começa com Bayard Velho (avô dos gêmeos Bayard e John Sartoris, que não é o da ferrovia), um homem bem posicionado e temido na sociedade local, que decidiu acolher a viúva Tia Jenny (minha personagem preferida do livro), depois que seu marido Bayard da Carolina morreu. A Tia Jenny é quem conta parte da história da família, além de cuidar dos geniosos Sartoris, ela caracteriza a personalidade deles e explica suas ações por meio da história da família.

Além da família principal os empregados tem uma voz bem participativa no livro, suas histórias se misturam, ora eles são quase vistos como parte da família e ora são tratados quase como animais. A questão racial se torna meio evidente também, em alguns momentos os negros são preconceituosos, em outros os brancos.
E sob o aspecto do racismo a Guerra de Sessesão e depois o da Primeira Guerra Mundial também.

 Outra coisa genial é a forma como a modernidade entra em cena, como os costumes vão aos poucos modificando o ambiente da história, mas mesmo assim os vehos erros se repetem, como se além de herdar o nariz, os mais jovens herdassem também os defeitos e falhas de caráter dos ancestrais.

É uma história de decadência familiar, mas pode ser vista  como decadência da humanidade, muitas coisas podem ser lidas nas entrelinhas, é um livro que merece releitura, porque nãos esgota em um leitura só (sinto isso com todas as minhas leituras de Falkner até agora).
De todos os livros que li até agora do Faulkner esse me pareceu o mais complexo, o que eu fui menos capaz de sugar informações.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

{Fabi} Desafio da Rory Gilmore ~> Quarta atualização!

Desde a terceira atualização lá no dia 05 de janeiro eu fiz um post dizendo que eu fechei o ano de 2014 com 42 leituras do desafio, praticamente 10 meses depois, eu fico muito contende de dizer que nesse ano li mais 14 livros \o/, são eles:


  1. Emma, Jane Austen
  2. A abadia de Northanger, Jane Austen
  3. Santuário, William Faulkner
  4. O som e a fúria, William Faulkner
  5. Hamlet, Wiliam Shekespeare
  6. Lendo Lolita em Teerã, Azar Nafisi
  7. Fahrenheit 451, Ray Bradbury
  8. David Copperfield, Charles Dickens
  9. O Deus das pequenas coisas, Arundhati Roy
  10. O coração das trevas, Joseph Conrad
  11. Mulherzinhas, Louisa May Alcott
  12. Guerra e Paz, Liév Tostói
  13. O amante de Lady Chatterley, D. H. Lawrence
  14. Frankenstein, Mary Shelley 


O que eu estou lendo:

~> O segundo sexo, Simone de Beuvoir (esse provavelmente só vou terminar ano que vem)
~> Dom Quixote, Cervantes (esse livro não passa desse ano)


Ainda esse ano quero ler:
~> O médico e o monstro, Stevenson
~> Suave é a noite, F. Scott Fitzgerald
~> Ardil 22, Joseph Heller

Fiquei realmente feliz de já ter cumprido uma das minhas metas desse ano, e vocês cumpriram alguma?

Até a próxima!
;)

domingo, 14 de junho de 2015

{Fabi} 'Tá Lido #76 - O som e a fúria, William Faulkner

Conversando com voês sobre o som e a fúria do William Faulkner, um livro que assusta muita gente, mas que recompensa quando você abre o coração. Vale muito a pena ler, acho que vocês perceberam que está acontecendo uma overdose de Faulkner por minha parte, pois é descobri um dos autores que mexem comigo. E você descobriu algum assim esse ano?



Uma dica para quem tem medo desse livro e quer saber um pouco mais sobre a história do autor, da obra e sua relevância para a Literatura Universal é assistir esse vídeo: Literatura Fundamental, O som e a fúria, professora Munira Mutran.

;)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

{Fabi} então maio (2015) acabou... E a pilha gigantesca de livros que eu separei para ler em junho!


Estou pensando e adotar essa forma nova de resumo, depois comentem comigo o que acharam.
Se vocês quiserem posso fazer book haul e resumo de filmes também, só digam o que preferem.

Pega a pipoca e vam'bora. ;)




~> Livros lidos em maio:

  • John Constantine / Hellblazer - Infernal, Volume 4, Garth Ennis, Steve Dillon (HQ)
  • Mary Poppins, P.L. Travers
  • Demolidor, A queda de Murdock, Frank Miller e David Mazzucchelli (HQ)
  • A morte do pai, Minha vida, vol. 1, Karl Ove Knausgard
  • O som e a fúria, William Faulkner
  • O livro dos abraços, Eduardo Galeano
  • Penadinho, Vida - Paulo Crumbim, Cristina Eiko (HQ)
  • Jonathan Strange e Mrs. Norell, Susanna Clarke
  • A abadia de Northanger, Jane Austen
  • BATMAN ´66, Jeff Parker, Jonathan Case, Ty Templeton e Joe Quinones (HQ)
  • Dublinenses, James Joyce
  • Sandman: Teatro do MistérioMatt Wagner, Guy Davis (HQ)
  • O vigilante, Isaac Asimov


Não cansou de mim ainda? Então vamos descobrir os livros incríveis que eu quero ler em junho:




~> A TBR gigante:

  • Lendo Lolita em Teerã, Azar Nafisi
  • O cachorro amarelo, Simenon
  • A herdeira, Henry James
  • Coração das trevas, Joseph Conrad
  • A sibila em seu túmulo, Sarah Caudwell
  • Sangue no olho, Lina Maruane
  • A vida privada das árvores, Alejandro Zambra
  • Léxico familiar, Natalia Ginzburg
  • O segundo sexo, Simone de Beuvair (ler a primeira parte)
  • Realidades Adaptadas, Philip K. Dick (terminar)
  • Guerra e Paz, Liév olstói (quero ler cerca de 300 páginas)
  • O rei do iverno, Bernard Corwell (Ler pelo menos 250 páginas, que é quase a metade)
  • Ao farol, Virginia Woolf (pelo menos começar) 
  • Escuridão total sem estrelas, Stephen king (começar)
  • Justiceiro #4, O julgamento de Frank Castle, Greg Rucka, Carmine Di Giandomenico, Marc Guggenheim, Leinil (HQ)
  • Monstro do pântano vol. III, Allan Moore (HQ)
  • Guerra secreta, Brian Michael Bendis, Gabriele Dell'Otto (HQ)
  • Pretty Guardian Sailor Moon, Short Stories #01, Naoko Takeuchi (HQ)
  • Vingadores: Guerra Sem Fim, Warren Ellis, Mike McKone, Jason Keith (HQ)
  • Uma História de Sarajevo, Joe Sacco (HQ)
  • O mundo é mágico, Bill Watterson (HQ)
  • Peanuts: Ninguém mais tem espírito aventureiro, Charles Schulz (HQ)



;)
Até a próxima!

domingo, 3 de maio de 2015

{Bel} Livros que inspiram #1 ~ Nail Art

Oi, gente, tudo bem? 

Como resenha é algo que está difícil de sair (por causa da faculdade), resolvi fazer algo diferente com livros e que sei que muita gente vai gostar também. 

Além de ser viciada em livros, também sou viciada em esmaltes! Tenho mais de 700 vidrinhos, dentre nacionais e importados! E tive a ideia, dia desses, de fazer algo nas unhas de acordo com o livro que eu esteja lendo... seja um elemento da história, cores da capa, arte etc.

O primeiro a me inspirar é o livro que eu estou lendo atualmente (e há um bom tempo), que é Harry Potter and The Order of the Phoenix. A capa dele é linda, toda em azul... e, claro, a nail art inspirada foi na cor azul.

Deu um trabalho danado fazer isso tudo, mas valeu a pena!

Primeiramente, a edição que estou lendo:

Título: Harry Potter and The Order of The Phoenix
Autor: J.K. Rowling
Editora: Scholastic
Número de páginas: 870
Idioma: Inglês
Nível do Inglês: Fácil
ISBN: 043935806X


Sinopse: Harry Potter and the Order of the Phoenix - There is a door at the end of a silent corridor, and it's haunting Harry Potter's dream. Why else would be waking in the middle of the night, screaming in terror?Harry has a lot of on his mind for this, his fifth year at Hogwarts: a Defense Againts the Dark Arts teacher with a personality like poisoned honey: a big surprise on the Gryffindor Quiddicth team; but all these things pale next to the growing threat of He-Who-Must-Not-Be-Named - a treat that neither the magical government nor the authorities at Hogwarts can stop.As the grasp of darkness tightens, Harry must discover the true depth and strenght of his friends, the importance of boundless loyality, and the shocking price of unbearable sacrifice.His fate depends on them all.

(Desculpem pelas fotos com baixa qualidade. Foram tiradas com celular)

E agora, vamos às fotos!

Para fazer essa nail art, usei dois esmaltes azuis e uma fitinha metalizada. Os esmaltes usados foram:

59 (Golden Rose)
Dream (Zoya)

Usei uma fita crepe para fazer a diagonal nas unhas, dessas com a cola bem fraca. Depois de quase seco o esmalte, eu colei a fitinha metalizada e finalizei com o extrabrilho da Impala.





Primeiro, pintei toda a unha com o 59 da Golden Rose, o azul metálico. Depois, com a fita crepe colada nas unhas, pintei a diagonal com o Dream da Zoya, o de efeito scattered holo. Removi a fita logo em seguida, com o esmalte ainda molhado, para não estragar. Esperei secar um pouco e aí colei a fitinha e finalizei com o extrabrilho da Impala para dar mais brilho e fixar mais a fitinha.





Espero que tenham gostado desse tipo de post!! Se quiserem mais, só falar que eu continuo a postar inspirações!

Beijos

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Um abraço
Bel VF ♥

terça-feira, 14 de abril de 2015

{Fabí} 'Tá lido #75 - O complexo de Portnoy, Philip Roth

Fonte

Não estava conseguindo conectar muito os pontos desse livro, os aspectos e toda a importância desse livro na obra de Roth, até que eu assisti esse vídeo e consegui me organizar, tem vezes que olhando de fora conseguimos organizar o que vem de dentro.

Talvez não seja a melhor obra para ingressar no mundo de Roth, ou seja, quem sabe. Mas pelo que pude perceber é um livro extremo dele, bem escatológico, que no fim foi um ponto de mudança na obra dele e na sua visão de escritor. Pelo que pesquisei a obra dele é cheia de microciclos, pequenos conjuntos de microcosmos, com temas e personagens que se repetem.


sexta-feira, 20 de março de 2015

{Fabi} Update -Projeto endo biografias

Comentei nesse post aqui sobre o projeto lendo biografias (se você quiser saber mais, é só conferir o post ;)), acontece que dois meses depois percebi que ler biografias é um pouco mais difícil que eu imaginava, rs.

Em janeiro consegui ler a biografia  J. R. R. Tolkien, O senhor da fantasia, Michael White (só clicar que já tem post), mas a biografia da Frida Khalo que estava prevista para fevereiro não foi lida, nem em fevereiro e nem em março, então vou fazer uma atualização.



A minha ideia é ler em abril a biografia da Frida (Frida - a biografia, Hayden Herrera), esta leitura já está em andamento (desde janeiro), li cerca de 100 páginas, mas o livro tem 597, então dá em torno de 17%.

Não que a leitura esteja ruim, pelo contrário é bem interessante, mas queria ler romances, então acabei deixando ela de lado.
Vou retomar agora do fim de março e espero terminá-la em abril.

 * Este livro foi o escolhido para a categoria biografia do Desafio Livrada 2015




Aqui está uma dúvida ainda como nunca li nada da Patricia Highsmith não sei se vou sentir empatia por ela para ler uma biografia (A talentosa Highsmith, Joan Schenkar), estou pensando em ler O talentoso Ripley e Carol (que eu já tenho aqui em casa) para ver se vou ou não ler
Como vai ter debate no Fórum entre Pontos e Vírgulas no dia 30/05/2015 e eu queria participar vou tentar ler tudo dentro do prazo, caso não consiga já deixei uma biografia da Virgínia Woolf separada para ler no lugar dela.






Para agosto deixei Tolstói - a biografia, Rosamund Bartlett e essa aqui é a que estou mais empolgada para ler, porque até agora gostei de todas as coisas que li dele e acho que a vida dele influenciou bastante a obra.
Acredito que por ser mês de férias da faculdade vai ser mais fácil pra eu ler.
E quem sabe ainda consiga ler mais alguma novela dele junto!







A biografia que eu separei da Virgínia Woollf  (Virginia Woolf, Alexandra Lemassoné) essa da foto, ela é mais curta (280 páginas) e se não for lida em maio será lida em algum momento do ano rs.
Acho a história dela super interessante e estou com bastante vontade de ler sobre ela.
O livro Ao farol faz parte da minha TAG 12 livros para 2015.





Depois volto pra contar como o projeto anda e se vou ou não ler A talentosa Higsmith.

Por enquanto é só!

;)

quinta-feira, 19 de março de 2015

{Fabí} 'Tá lido #71 - J.R.R. Tolkien - O Senhor da Fantasia, Michael White

Tolkien sendo hobbit na foto.
(Fonte)


Eu não sou muito de ler biografias tenho receio de deixar minha visão da obra ser influenciada pela vida do biografado. Tenho uma certa resistência em ler esse gênero.



terça-feira, 17 de março de 2015

{Fabí} Vamos ler mais clássicos? (The Classics Club)

"Reading" - Auguste Renoir (1890-1895)


Eu adoro listas, sou doida por elas e me sinto mais organizada quando as sigo, além de ter o controle do quanto você já leu e do quanto ainda quer ler.
Não sei vocês, mas tenho sempre a impressão que não li nada, tenho tanta coisa por ler, tantos mundos pra descobrir...

Sou uma pessoa que naturalmente gosta dos clássicos, gosto de entender o passado, assim o presente faz mais sentido e o futuro se torna mais coerente. Além disso, acredito que o clássico é atemporal, é como aquele vestido preto simples que toda mulher tem que ter, funciona sempre.

Como um livro requer um tempo maior de dedicação (do que um filme por exemplo), como a maior parte do livro se passa na sua própria imaginação, quem da forma as palavras escritas pelo escritor é você, que seja por um mundo bem escrito, com personagens que sejam palpáveis e que deixem uma marca quando você fechar o livro. 
Não que seja sempre bom, afinal gostar de um livro é subjetivo, mas que seja incomodo, prazeroso, esquisito e inesquecível, que seja um clássico.

Esse projeto surgiu depois de dar uma zapeada em um dos meus blogues preferidos da internet, (pena que os vídeos da Juliana não estão mais no YouTube :( ), O pintassilgo e o projeto é o  The Classics Club,  que pelo que eu entendi surgiu no site The Classics Club.

“The Classics Club was started on March 7, 2012 by a blogger who wanted to see more people posting about classics literature in the blogosphere. Her goal was to, “unite those of us who like to blog about classic literature, as well as to inspire people to make the classics an integral part of life.” She thought about several ideas but finally settled on inviting people to make out a list of (at least 50) classic titles they intend to read and blog about within the next five years.”  (The Clássic Club)

O projeto constitui em fazer uma lista de livros clássicos que você quer ler e dentro de cinco anos, a única "regra" é  ler pelo menos cinquenta desses livros. Eu fiz uma lista gigante com livros escritos em vários períodos, sem distinção de nacionalidade, sexo e etc. Achei melhor ter muitas opções, assim não fico muito restrita.

domingo, 15 de março de 2015

{Fabi] 'Tá lido # 70 - Farenheit 451, Ray Bradbury



Este livro é considerado como uma das grandes distopias clássicas. As distopias são baseadas em “realidades alternativas”, pós-colapso social, econômico ou fruto de guerras e destruição em massa.

Nesse livro especificamente é um mundo pós-guerra, onde as casas são a prova de fogo, os livros foram banidos, ou melhor, queimados pelos bombeiros (outra coisa que caracteriza muito as distopias é a restrição à informação e a cultura) e a televisão (acesso controlado as informações) e uso de pílulas (drogas) como fatores de alienação e de satisfação pessoal.

segunda-feira, 2 de março de 2015

{Ines}Trocando em miúdos: A Queda do Governador - Parte II (e uma quase ressaca literária)

ISBN: 97885011052766
Ano: 2014
Páginas: 308
Editora: Galera Record

Sinopse: A Queda do Governador - Parte Dois - A franquia de zumbis mais celebrada da década está de volta. O quarto e último livro promete contar em detalhes o destino deste que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele convence a todos de Woodbury que a única forma de acabar com o mal é destruir todos os habitantes da prisão.









Esse livro para mim foi um dos mais fracos da série, apesar do título focar na queda do Governador, grande parte do livro gira em torno de Lilly... personagem cheia de altos e baixos, que quer ser durona (e até é em boa parte da história), mas na verdade é cheia de "mimimi" e um tanto egocêntrica...

A leitura foi arrastada, não consegui me prender totalmente a história... A ação mesmo acontece no final do livro, mas na minha opinião tudo muito acelerado... como se o autor quisesse terminar logo o livro e jogasse todas as informações de uma só tacada ali.

E um pequeno detalhe que me irritou... nunca vi tanto "porra" por página lida! Não sou puritana não, mas sinceramente, desnecessário tanta "ênfase" dessa palavra. Seria falta de ação no livro ou apenas falta de vocabulário?

Eu poderia citar os pontos altos do livro para mim, mas seria um mega spoiler... Então vou deixar a critério da curiosidade de vocês... Eu provavelmente não vou continuar a série (sim, existem rumores de mais livros a serem lançados... aliás o 5º já foi lançado nos E.U.A), desanimei depois desse "quarto e (quase) último" livro.

Nota no skoob 3 bem chorado, rs.

Depois de terminar essa leitura arrastadíssima... quase entrei em recesso tamanha minha raiva rs. Larguei de lado até a leitura de Os Miseráveis porque estava pegando um bode dos meus livros que olha... precisava de algo mais leve pra distrair, e minha salvação foi Americanah (Chimamanda Ngozi Adichie)... que escrita deliciosa! Mas observações sobre esse livro são cenas para um próximo post...

E vocês o que andam lendo?

Um abraço a todos e até breve!