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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Tá lido #22 - Sandman, Neil Gaiman


Sandman, Edição Definitiva, vol. 1

Editora: Vertigo (Panini Books)
Páginas: 616
Autores: Escrito por Neil Gaiman; com arte de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Chris Bachalo, Michael Zulli, Steve Parkhouse, Kelley Jones, Charles Vess e Colleen Doran; capas de Dave McKean.
Sinopse:“Vou revelar-te o que é o medo
num punhado de pó”.

Foi essa frase de T.S. Eliot que serviu para embalar o lançamento dessa série e também dar asas à imaginação de Neil Gaiman, um britânico destinado a criar uma das séries mais revolucionárias e inovadoras dos quadrinhos contemporâneos.
Poucas HQs na história do mundo ocidental transcenderam o gênero e romperam barreiras como Sandman conseguiu. Mesclando mitologias modernas e fantasia sombria, além de acrescentar elementos modernos, históricos e míticos, Sandman foi considerada uma das séries mais artisticamente ambiciosas dos quadrinhos. Quando foi concluída, em 1996, já tinha mudado a nona arte para sempre e se tornado um fenômeno da cultura pop, bem como um marco das HQs, tornando difusa a fronteira imaginária entre os quadrinhos de massa e o que consideramos como arte.
A série conta a história de Morfeus, um dos Perpétuos — criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores — responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente, ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, a terra aonde vamos em nossas horas de sono.
Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sonho, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse Perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série nos revela como ele se libertou e como foi capaz de se adaptar no mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos Perpétuos.
É essa a obra que a Panini agora republica em uma edição em formato diferenciado (18,5 por 27,5 cm), totalmente recolorida (com cores aprovadas pelo próprio autor) e recheada de extras, como a proposta original da série, esboços dos personagens, páginas de arte a lápis e o roteiro completo da edição 19 de "Sandman, Sonho de uma Noite de Verão". Tudo isso em 612 páginas repletas de sonhos em forma de páginas de quadrinhos.
(Fonte: Hotsite Panini Vertigo - http://web.hotsitepanini.com.br/vertigo).
Avaliação: 5 estrelas e favorito!

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Essa capa ora parece um pássaro ora uma máscara né?

Entre as histórias sempre tem uma capa assim! :)

Contra capa do livro, o Dave McKean, faz capas lindíssimas né?

Lá vou eu me arriscar a falar sobre quadrinhos, sim me arriscar, se eu não consigo escrever direito nem sobre livros imaginem sobre quadrinhos? Pois é, e para piorar ainda é um dos meus quadrinhos preferidos, uma obra aclamada e uma ou a melhor coisa que Neil Gaiman escreveu e pra piorar as coisas Gaiman é um dos meus autores favoritos, então já viu vai ser bem difícil de falar sobre esse livro, mas eu vou tentar.

O livro se passa em um mundo que é o "real", bem parecido com o nosso e o mundo dos sonhos e da fantasia digamos assim, tudo que cerca as histórias de Sandman é mágico, mas não um mágico besta, um mágico legal e bem construído, com umas pitadas do humor e do lado sombrio que o Neil (a íntima) sempre tem.

Acho que o mais legal é poder conhecer vários quadrinistas e ver o Sandman desenhado de várias maneiras diferentes, pra mim ficou claro que ele muda de acordo com quem vê, ele um dos Perpétuos vai aparecer sempre de forma diferente dependendo da época e dos costumes, porque cada um vê ele de um jeito, até quem vê ele mais de uma vez (como um personagem do livro) o vê de forma diferente, mas não porque ele muda, as pessoas é que passam a ver as coisas de outra forma.

Várias facetas de Morfeu e tipos de traços diferentes.

Acho que contar qualquer coisa sobre esse livro é spoiller, já que ele é a reunião de 20 estórias que foram lançadas separadamente entre os janeiro de 89 e setembro de 90, cada história se passa em um lugar e com personagens diferentes, o Morfeu é o principal, mas sua irmã aparece em mais de uma história, os irmão Abel e Caim, entre alguns e tem um personagem que eu amo e depois de ler Sandman fui procurar mais quadrinhos sobre ele que é o John, John Constantine.

Morte irmã de Sonho!

Esse loirinho ai é o Constantine!

Quem não assistiu aquele filme do Keanu Reaves? Como diz Tatiana Feltrin,  todo mundo (e até minha dentista) gosta daquele filme, mas Constantine é mais que um desgraçado da vida que é gatinho e marento, ele é uma figura importante no universo da magia e juro que preciso assistir esse filme novamente, faz sei lá uns 7 anos que eu assisti ele pela primeira vez no cinema. Tô ficando velha, a gente percebe isso quando tem uma roupa com mais de dez anos e fala que viu um filme adulto há mais de 5 anos no cinema...

Enfim, o traço é lindo, as histórias são bem construídas e existem referências ao mundo de Batman, Gothan City (Neil é fã  de Batman e sempre cita ele de alguma forma, acho que todo mundo gosta do Batman Também né?), a minha história preferida, não só pela história, mas pelo traço lindo do Charles Vess é a  SOnho de uma noite de verão que tem a ver com a obra homônina  de Shakespeare, e eu gosto mesmo desse cara, já que em outro quadrinho do Gaiman que  eu li esse  mês, O livro da Magia, eu gostei mais do desenho e as cores do Steve Oliff me fascinam, realmente é muito lindo.

Da história Sonho de uma noite de verão!

Lógico, que se você nunca leu nada do universo de quadrinhos DC Comics/Vertigo ou nunca ouviu falar de Will (Shakespeare), você vai ficar sem essas  referências, mas vai entender as histórias normalmente, isso aconteceu comigo por exemplo com algumas musicas que aparecem na história do Constantine e eu dei uma pesquisada na internet pra ouvir.

Outra coisa que eu não sabia é que o Sandman é uma lenda, sim a tradução literal seria o homem areia, ou da areia, é que baseado na lenda ele carrega uma bolsinha com um pó, uma areia, que faz as crianças terem bons sonhos, o nosso Sandman de Gaiman também carrega, mas ele cuida dos sonhos de todos e cria inclusive pesadelos. Coincidência ou não, no mês de Julho, quando eu estava lendo Sandman eu assisti o filme A origem dos Guardiões e nele existe um Sandman também, só que enquanto o de Gaiman é bem sombrio ele é fofinho e cheio de luz.

Sandman fofo do filme A origem dos guardiões.
FONTE

Sandman, desenhado por Mike Dringenberg e Malcon Jones III, colorido por Zylonol.
O desenho dele assim é o que eu mais gosto e essa é uma das cenas que eu acho que ele está mais lindo ainda! ;)

Não pensem que eu tenho muita bagagem de leitura de quadrinhos, ou que eu entendo muito sobre, eu simplesmente gosto, lia muito Turma da Mônica na infância, depois nunca mais li quadrinhos, até que esse ano descobri Retalhos do Craig Thompson (é o meu primeiro post sobre livros e HQs, me perdoem pela qualidade, assim que a pessoa que está com o meu livro devolver, atualizo o post com fotos e até mesmo o texto) e me apaixonei por quadrinhos, principalmente por Graphic Novels, com uma temática mais adulta e Sandman com certeza é uma das melhores coisas que eu já li na minha vida! :)

Ah, ia me esquecendo de falar que essa edição vem com muitos extras legais, que mostram bem o desenvolvimento dos desenhos e da história, além de prólogos do próprio Gaiman! ;)



Pois é fica aqui então a dica imperdível pra você e por que gosta de quadrinhos! :)
Coloquei um monte de fotos só pra matar vocês de vontade de ler! :)
E se eu deixei de falar um pouco sobre como a história se desenvolve, das duas uma ou está na sinopse ou eu preferi não contar para não estragar a leitura!


Até a próxima!




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tá Lido #1 - Retalhos, Craig Thompson

 * Esse texto foi originalmente publicado no meu outro blog no dia 31 de janeiro de 2013.

As horas voam, o tempo para e o sentimento de Craig Thompson se torna meu. Como largar esse livro, como não se envolver com ele?
Mesmo depois de ter terminado queria ler, cheirar, abraçar e entrar dentro dele.

Lindo visualmente, um verdadeiro deleite para os olhos, cada detalhe faz diferença. Cada pedacinho dá página é caprichado.
Retratar a infância, a adolescência, a fé e a família de forma tão pura, sensível e tocante, é pra poucos.
Este é um livro que você termina com vontade de ler novamente, ou de só ficar olhando, horas e horas, sem parar!
Uma verdadeira obra-prima merecedora de todos os prêmios, de todos os fãs e de tudo que existe de bom pra se falar dele.
Prepare-se pra mergulhar em um mundo onde nem tudo é tão bonito, onde existe solidão, medo e dor, mas também existe uma beleza excepcional, daquelas raras e que quando você a percebe se sente privilegiado.
A história é uma autobiografia do autor, onde ele narra sua infância, adolescência e um pouquinho da fase adulta. Como eram seus laços familiares, a vida na escola, o convívio social e seu primeiro amor.
Craig mostra como nos afastamos de algumas pessoas e nos aproximamos de outras, mostra a culpa, o medo, a fé e a descrença. Mostra a humanidade e a falta de humanidade das pessoas em alguns momentos mostra o choque entre a realidade e o mundo de fantasias, mostra o quão doloroso e libertador pode ser olhar pra luz, olhar pra fora de nossas próprias sombras e inseguranças.

O livro toca em feridas, muitas feridas e essas feridas são maiores em uns do que em outros, cada um vai se identificar mais com uma passagem, mas vai se sentir tocado.
É impossível ficar indiferente a esse livro, seja pela sua beleza visual ou pelo seu conteúdo.

Sensível e comovente.
Verdadeiramente apaixonada pelo livro, este com certeza é um livro pra ser amado, revisitado e admirado muitas e muitas vezes.


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Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2009
Páginas: 592
Título original: Blankets
Sinopse: Uma das graphic novels mais premiadas dos últimos tempos, Retalhos é um relato autobiográfico da vida no Meio Oeste americano. Thompson retrata sua própria história, da infância até o início da vida adulta, numa cidadezinha de Wisconsin, no centro dos Estados Unidos, que parece estar sempre coberta pela neve. Seu crescimento é marcado pelo temor a Deus – transmitido por sua família, seu colégio, seu pastor e as trágicas passagens bíblicas que lê -, que se interpõe contra seus desejos, como o de se expressar pelo desenho.
Ao mesmo tempo Thompson descreve a relação com o irmão mais novo, com quem ele dividiu a cama durante toda a infância. Conforme amadurecem, os irmãos se distanciam, episódio narrado com rara sensibilidade pelo autor. Com a adolescência, seus desejos se expandem e acabam tomando forma em Raina – uma garota vivaz, de alma poética e impulsiva, quase o oposto total de Thompson – com quem começa a relação que mudará a visão que ele tem da família, de Deus, do futuro e, enfim, do próprio amor. Retalho traz as dores e as paixões dos melhores romances de formação – mas dentro de uma linguagem gráfica própria e extremamente original.