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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

{Fabi} 'Tá lido # 60 - Norwegian Wood, Haruki Murakami

ISBN: 9788560281527
Ano: 2008
Páginas: 359
Editora: Alfaguara
Avaliação Pessoal: 
Skoob

Sinopse: Em 1968, Toru Watanabe acaba de chegar a Tóquio para estudar teatro na universidade, e mora em um alojamento estudantil só para homens. Solitário, dedica seu tempo a identificar e refletir sobre as peculiaridades dos colegas. Um dia, Toru reencontra um rosto de seu passado - Naoko, antiga namorada de seu grande amigo de adolescência Kizuki antes deste cometer suicídio. Marcados por essa tragédia em comum, os dois se aproximam e constroem uma relação delicada onde a fragilidade psicológica de Naoko se torna cada vez mais visível até culminar com sua internação em um sanatório.


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Sabe aquele livro que você se apaixona a primeira vista, por foto e fica toda vez pensando nele, quando vai na livraria pega cheira, abraça, namora, nas lojas virtuais ele sempre vai pro carrinho... Até que um dia você desiste de resistir, agarra ele, faz carinho, leva pra casa e já separa pra ler? 

E ai tem aquela surpresa...

...surpresa ÓTIMA, porque simplesmente o livro ecoa dentro de você, ele te toca e se torna um amor, um daqueles livros que você salvaria em um incendio... 

Pois é, acho que serei um pouco muito parcial pra falar desse livro, porque ele é a melhor ou a segunda melhor coisa que eu li esse ano.

Bora entrar no clima??



Ele tem o nome devido a essa música dos Beatles (pra quem não sabe, eu amo os Beatles) e essa música tem tudo a ver com a história, com o clima do livro que se passa no fim dos anos 60, com aquele sentimento de mudança e de lidar com coisas que não entendemos bem.

Claro, que decidi ler o livro depois que vi uma foto da Lua Limaverde (que tem gosto literário fantástico, diga-se de passagem) e percebi que tinha o nome de uma música dos Beatles, essa capa linda e o Murakami. Mas  não sabia nada sobre o livro, não leio nem a sinopse,  mas é como eu sempre digo  livro te escolhe e ele me fisgou completamente.

Norwegian Wood (o livro) é sobre um garoto chamado Toru, que nasceu e foi criado no interior do Japão e que na adolescência tem que lidar com a morte de uma pessoa querida e com as mudanças que essa morte trás para as pessoas que ficaram vivas.

Esse livro lida com coisas profundas como a morte, o sentimento de perda, suicídios e depressão, mas lida com temas mais leves, como o primeiro amor, a descoberta do sexo, a mudança da adolescência para a idade adulta e a descoberta de si mesmo.

É um livro triste, mas, adoro livros tristes... melancólicos, que peguem meu coração e apertem até ele ficar pequenininho... não sei explicar, só sei que gosto.

O Toru vai pra Tóquio estudar, lá ele reencontra a Naoko, que é a ex-namorada do seu melhor amigo suicida e esse encontro muda o rumo das coisas, não é uma relação fácil, é doloroso pra eles, é como se o amigo estivesse sempre pairando sobre eles e eles tivessem que lidar com isso. Só que eles não lidam, eles fogem, é quase um tabu falar sobre isso, é doloroso, lidar com a morte de alguém querido, mesmo que junto de alguém dói.

A história gira em torno desse relacionamento, de como eles lidam com essa perda, de como superam ou não essa morte e de como isso afeta a vida deles e o próprio relacionamento deles. 
Também vão surgindo outros relacionamentos na vida deles e esses relacionamentos vão mudando a personalidade deles, a forma deles de verem as coisas, de sentir e de se enxergar.

Claro que os livros conversam de maneira diferente com cada leitor, cada um sente um coisa pelo livro e pelos personagens, mas esse livro me tocou, pela sensibilidade como os temas são abordados e pelos personagens, eles são tão humanos que dá vontade de encontrar com eles para tomar um café.

É uma história sobre perda, amor, dor e descobertas, é um livro doce e triste e é um livro que merece ser revisitado muitas vezes.

Hehehe eu avisei que não conseguiria ser imparcial... fica a dica!

Até a próxima!

;)

PS: Descobri que tem um filme desse livro, aqui dá pra ver o trailer do filme, depois que assistir eu conto pra vocês o que eu achei! :)

quarta-feira, 12 de março de 2014

{Bel} Impressões de Leitura #48 ~ A Máquina do Tempo (H.G. Wells)

Título: A Máquina do Tempo
Título Original: The Time Machine
Autor: H.G. Wells
Editora: Alfaguara
Número de páginas: 148

Skoob :: Goodreads

Avaliação: 5 estrelas!

Sinopse: A Máquina do Tempo: a mais espantosa das invenções, capaz de levar seu criador a uma viagem surpreendente através de milhares de anos de transformações sobre a Terra. Novos seres ocupando a superfície e as entranhas do planeta, vivendo numa incrível civilização do futuro, onde a luta pela vida é implacável. O final dos tempos e a agonia do sistema solar com o colapso de nossa estrela, prestes a explodir.Uma história de aventura e emoções inimagináveis, esta obra também é uma reflexão sobre os valores de nossa sociedade e sobre o mundo que construímos hoje.


Eu decidi que vou ler mais ficção científica em 2014. É um gênero o qual não lia há anos e, pode não parecer, eu adoro. Já comecei o ano lendo “2001: Uma Odisseia no Espaço” e me empolguei demais. Em seguida, decidi experimentar H.G. Wells e não foi diferente!

Esse livro é um claro exemplo que demostra que a obra não precisa ter uma história longa e muitas páginas para ser bom. Em poucas páginas, Wells nos descreve, com uma riqueza imensa de detalhes, a experiência do Viajante do Tempo com sua recente construção, a Máquina do Tempo.

O livro é narrado por um dos intelectuais que frequentam a casa do Viajante. Ele relata o que ouviu do Viajante após voltar de sua viagem ao futuro. Portanto, as emoções do Viajante são descritas mais surperficialmente, captamos o carinho que ele sente por Weena através da descrição dos gestos dele com ela e, claro, os mais óbvios, como medo, cansaço e curiosidade. Entretanto, os sentimentos mais profundos ficam por conta da imaginação do leitor.

O livro se inicia com uma discussão entre o Viajante e os intelectuais que estão em sua casa. O assunto aborda a quarta dimensão e a possibilidade do ser humano se movimentar nesta, tanto para o passado, quanto para o futuro.

Ele mal finaliza sua máquina e já faz uma viagem para o futuro. E vai parar no ano de 802.701. Ele encontra um cenário paradisíaco, com muita natureza e habitado por um povo, os Elóis, que são todos muito parecidos entre si, são bem baixos e falam um idioma desconhecido.

Entretanto, eles não são a única espécie descendente do ser humano que habita o local. Há os Morlocks, que moram no subsolo, são totalmente adaptados à escuridão e à noite. Os Elóis tem muito medo dos Morlocks, pois são presas para eles.

Em determinado momento, a máquina do tempo desaparece e o Viajante embarca em uma busca incansável de seu invento para voltar para casa. Ele passa 8 dias no futuro e desenvolve uma relação de amizade com uma Elói, a Weena.

Ele encontra vestígios do passado da humanidade por aquela região. Museus, máquinas, produtos químicos e, também, conhece frutas e flores diferentes.

A narrativa do livro é muito bem conduzida e, mesmo que a história tenha sido narrada por uma pessoa que ouviu o relato do Viajante, a sua essência não foi perdida. E todos os conceitos e teorias que o Viajante usa como argumento para seu experimento são muito convincentes.

O espanto e a surpresa do Viajante diante do que a Terra se tornou após milhares de anos, foram muito bem expostos e, juntamente com as descrições fantásticas de Wells, o livro fica muito fácil de ser visualizado, muito fácil de entrar na história e sentir como estivesse em um planeta diferente.

Sempre ouvi falar do autor, do livro e do filme, mas eu sempre acabava por ficar na zona de conforto. E me surpreendi muito mesmo com a sua escrita, os assuntos abordados e já emendei a leitura de outro livro dele, logo em seguida. E estou adorando tanto quanto este.

O livro é bem curtinho, dá para ser lido em um dia apenas. E mesmo sendo curtinho, ele é detentor de uma riqueza sem igual. É de ficar impressionado diante do que Wells tinha em sua mente para escrever essas histórias, em finais do século 19.

Eu assisti ao filme logo em seguida. Eu assisti ao filme de 2002 e há muitas diferenças mesmo entre o livro e o filme. Enquanto o livro é mais voltado para a ciência, estudo da quarta dimensão e o que o mundo se tornou, o filme fica mais focado em mostrar que não podemos mudar nada do passado. É bem diferente mesmo. Há um romance que não há no livro. O filme é legal, mas o livro é muitíssimo melhor!



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Bel VF