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quarta-feira, 4 de junho de 2014

'Tá lido # 50 - O cavaleiro dos sete reinos, G. R. R. Martin

 Cavaleiro dos Sete Reinos - Histórias do Mundo de Gelo e Fogo 
Autor: George R. R. Martin
Páginas: 416
Editora: Leya Brasil
Sinopse: Duzentos anos após a Conquista, a dinastia Targaryen vive seu auge. Os Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos anos do reinado do Bom Rei Daeron. É neste cenário que Dunk, um menino pobre da Baixada das Pulgas , tem uma chance única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar escudeiro de um cavaleiro andante. Quando adulto, o cavaleiro morre e Dunk decide tomar seu lugar e fazer fama no torneio de Campina de Vaufreixo. É quando conhece Egg, um menino de dez anos, cabeça totalmente raspada, que é muito mais do que aparenta ser. Dunk aceita Egg como seu escudeiro e, juntos, viajam por Westeros em busca de trabalho e aventuras. Uma grande amizade nasce entre eles – uma amizade pela vida toda, mesmo quando, anos mais tarde, os dois personagens assumem papéis centrais na estrutura de poder dos Sete Reinos. As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de Westeros, de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos depois, na guerra dos tronos.



Nem dei muito ibope pro lançamento desse livro, achei que era um "spin off" desses que as editoras só lançam para fazer os fãs gastar (como aquele Filosofia de Tyrion Lannister), mas me enganei e te conto o por quê.

O Martin me surpreendeu escrevendo contos, tudo bem que são contos meio longos, mais para novelas, que me lembraram um pouco Dom Quixote. Além desse livro ser uma história de cavalaria, o persobagem principal, sor Duncan, o Alto, é atrapalhado e digamos que meio inocente como o Quixote, mas o que ele tem de bobo o Egg, seu escudeiro tem de esperto e essa esperteza por vezes é ótima e por vezes os coloca em grandes confusões. 

A história acontece durante o reinado dos Targaryen, antes da Daenerys, antes do reinado Baratheon e em uma época em que os dragões eram história recente e não uma lenda tão distante.O reino mudou e não mudou muito nesse tempo aproximadamente 90 anos), parece que as coisas acontecem meio que em ciclos, novos heróis, velhos heróis, pessoas de honra e outras nem tanto.

Adoro histórias de cavalaria, com essa levada meio medieval e muita magia e seres fantásticos, convenhamos os que já leram Martin, que ele esscreve muito bem sobre essas coisas e tudo isso com uma descrição bastante visual, é bem fácil de contextualizar as palavras em imagens e isso ajuda muito na hora de encarar um calhamaço de 1.000 e poucas páginas.

Pra falar a verdade esse livro só me deixou com mais vontade ainda de ler o sexto livro da série As crônicas de gelo e fogo. Cada fio solto que foi ficando pra trás e mais os fios soltos desse livro me deixaram cheia de curiosidade e vontade de saber o que acontece com meus personagens favoritos.

Até a próxima!
;) 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tá Lido #2 - O Festim Dos Corvos – As Crônicas De Gelo E Fogo – Livro 4, George R.R. Martin

* Esse texto foi originalmente publicado no meu outro blog no dia 2 de janeiro de 2013.

Como descrever um livro que você ama e odeia ao mesmo tempo?

Adoro Martin, acho formidável o mundo de Westeros, das terras para lá da Muralha e as Terras Além do Mar de Verão, a narrativa e a construção dos personagens, as intrigas e os assuntos polêmicos abordados de forma tão natural e por vezes descarada.
O começo do livro descreve intrigas da corte, joguinhos de poder e como as coisas ficaram depois da guerra, pra mim vêm daí o nome “O festim dos corvos”, já que os corvos se alimentam das carcaças de homens que um dia lutaram pra proteger seus senhores. Mas também deve estar relacionado com a carniça da corte, a sujeirada, as peças que são usadas em favor dos interesses dos mais poderosos e que ficam com o resto desses mesmos senhores.
Nesse livro passei a sentir certo carinho pelo Sor. Jaime e um desprezo mais profundo ainda pela Sua Majestade Cersei Lannister, com sua ambição desenfreada e sede de poder, usando as pessoas em seu próprio interesse. Será que Martin é justo e ela terá o que merece? Ou conseguirá um acordo qualquer devido ao seu título. Tomara que ela prove do seu próprio veneno e cai em desgraça, não é maldade de minha parte, ela é que merece sofrer.
E os Starks e o Snow? Ficaram bem apagadinhos nesse volume, que conta mesmo é a vida dos Lannisters e afins, estejam eles no rochedo, em Dorne ou em Porto Real. Pobre Reizinho que vive cercado de interesseiros, sendo que a pior é a própria mãe, sua esposa, mais velha e sem poder nenhum sobre ele, age como coadjuvante da trama e não aparece muito.
Gosto mesmo da forma de manipular nossos sentimentos pelos personagens, ora amamos, ora odiamos, passamos a amar uns e odiar outros. Como exemplo Sor Jaime me conquistou, dizem que as mulheres gostam dos canalhas, mas eu passei a gostar mais dele depois de ver, ou melhor, ler, gestos cavalheirescos e certa admiração pela donzela de Tarth, que deixou uma forte impressão ou causou certa mudança no Regicida. Já Arya Stark, que foi uma das minhas personagens favoritas no começo dessa saga, mas se tornou chata e sem graça. Talvez menos que sua irmã Sansa (ou melhor, Sonsa), que parece começar a entender um pouco como a corte funciona e sair do seu mundo encantado de donzelas e cavalheiros, indo de encontro a uma rede sem fim de intrigas e fofocas, de peças e jogadores, no jogo de xadrez que é o poder e o trono.
Martin faz o justo (Ned Stark) ser morto por traição, o bêbado (Rei Robert) morto pela bebida, o orgulhoso (Tywin Lannister) ser morto na latrina, o covarde (Samwell Tarly) se tornar o Matador dos Outros e isso faz com que cada vez mais eu me envolva e devore todos os livros das Crônicas de gelo e fogo.
Vale o esforço de ler as 200 primeiras páginas (chatas) sobre as intrigas e muita informação que do meu ponto de vista eram desnecessárias, pra depois se deliciar com uma história mais fluida e reveladora sobre alguns personagens e a história de Westeros.


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O Festim Dos Corvos – As Crônicas De Gelo E Fogo – Livro 4

Edição: 1
Editora: LeYa Brasil
Ano: 2012
Páginas: 644
Tradutor: Jorge Candeias
Autor: George R.R. Martin

Sinopse: Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo… Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro, não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objetivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo? A guerra está prestes a terminar, mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?