Eu não sou muito de ler biografias tenho receio de deixar minha visão da obra ser influenciada pela vida do biografado. Tenho uma certa resistência em ler esse gênero.
Confesso que não sou muito fã de biografia, na minha vida de leitora comecei a ler a biografia do Gandhi (teve uma época que eu estava meio louca por ele), mas não terminei, tomara que que eu consiga retomar a leitura) e essa semana mesmo consegui terminar minha primeira biografia, a do Tolkien. \o/
E depois de terminar de ler essa biografia, percebi que ler biografias pode ser muito bom, além de contextualizar você no período que o autor viveu quando ele escrevia o livro, quais obras/momentos/pessoas influenciaram ele, quais outras obras que ele e etc.
Com esses motivos todos pra ler biografias, ainda me apareceu mais um, a linda e querida da Denise Mercedes, do canal/vlogCem anos de literatura, posta uma foto no Instagram dela com um monte de biografias e convida todo mundo pra ler com ela. Não resisti, topei e agora bora ler biografias né?
Nós conversamos e decidimos que leremos uma por trimestre, assim entre as leituras das biografias dá tempo de ler alguma(s) obras do biografado né?
Além disso podemos conversar sobre a leitura pelas redes sociais, acho que vai rolar vídeos e posts sobre as biografia também.
Por enquanto as escolhidas são:
Fevereiro ~>Frida - a biografia, Hayden Herrera (fala sobre a vida da artista mexicana Frida Khalo, já vi o filme Frida)
Maio~>A talentosa Highsmith, Joan Schenkar (fala sobre a Patrícia Highsmith, ainda não li nada dela, tenho aqui em casa Carol e O talentoso Ripley)
Julho ~> Tolstói - a biografia, Rosamund Bartlett (porque é mês de férias! e tolstói é amor demais, né não?)
Outubro ~> Marighella, Mário Magalhães (esse aqui foi surpresa quando a Denise sugeriu, porque eu nem sabia quel era Marighella, mas o Google me ajudou e descobri que ele foi um ativista politico, alguns até o chamam de guerrilheiro que lutou contra a ditadura militar no Brasil, achei interessante, também vi que alguns acham ele uma figura meio controversa).
Já comecei a ler a biografia da Frida que é a de fevereiro e espero que vocês leiam com a gente!
Quem ai tem uma biografia legal para indicar?
Título: Commando - A autobiografia de Johnny Ramone Título Original: Commando - The Autobiography of Johnny Ramone Autor: Johnny Ramone Editora: Leya Número de páginas: 176
Sinopse: Fundador de um das bandas mais influentes de todos os tempos e ícone do movimento punk, Johnny Ramone (1948-2004) conta toda a sua história e a dos Ramones em sua autobiografia. Criado no Queens, este garoto problemático – que não pensava duas vezes antes de atirar aparelhos de TV de telhados, arremessar tijolos em vidraças ou roubar senhoras idosas – encontrou no rock and roll a alternativa a uma vida sem perspectivas. Johnny Ramone não pegou leve na vida real e não faz isso no livro. Em suas poêmicas memórias, revela sua opinião sobre violência, avacalha ilustres colegas músicos, e conta a história de seu relacionamento com Linda, o amor de sua vida. Brutalmente honesto e sincero, Commando é a história de Johnny e a dos Ramones nas palavras de seu criador.
Quem me conhece, sabe o quanto eu sou viciada em música, principalmente em rock, punk, grunge etc... Tenho várias biografias aqui, mas confesso que encaro como uma leitura que deva ter a hora certa de acontecer.
Esse foi um dos livros que li para a Maratona Literária. E tive sorte, pois eu estava no momento certo para esse tipo de leitura e me deliciei lendo páginas da vida de um dos integrantes de uma das minhas bandas mais queridas, os Ramones.
"Johnny produziu um som tão brutal e direto que influenciou todo o rock desde então. Ele encarou sua música e sua vida com uma tenacidade legendária, o que fez dele um dos ícones mais indestrutíveis do rock". - Chris Cornell, do Soundgarden
E disse tudo, Chris!
O que eu mais gosto nessas biografias é que nós enxergamos a verdade por trás do sucesso. Bem, não sei até que ponto, pois claro que a pessoa vai "puxar a sardinha" mais para uns do que para outros, mas ainda assim, tudo é mais real, algo mais concreto, é sentir seu ídolo bem pertinho.
Até Johnny se acertar na vida e seguir com a banda, ele era o típico adolescente que não sabia muito bem qual rumo seguir na vida. Era violento, o tempo todo sentia raiva não sabia do quê. Como ele realmente escreveu sobre como ele era:
"Eu era o terror da vizinhança, como um Fonzie realmente perverso. Jogava tijolos nas janelas. Batia nas pessoas". - Johnny Ramone
Creio que muitos comentários não sejam necessários!
Apesar de toda essa agressividade, ele sempre foi muito responsável com relação a compromissos. Começou a trabalhar no ramo da construção e não faltou sequer um dia. Durante a estrada da banda, não aceitava aquela coisa de entrar chapado no show. Se quisessem beber, era permitido após o show. Antes, todos deveriam estar sãos.
Eles nunca se deram totalmente bem um com o outro. Johnny e Joey ficavam semanas sem trocar uma palavra, porém, quando entravam no palco, essas diferenças desapareciam por completo e entravam no êxtase da música.
E, não, eles não eram irmãos como muitas pessoas pensam. Eles usavam o nome "Ramone" por causa da banda, mas nenhum deles possuía esse nome verdadeiramente em seus documentos. Quer saber por que Ramone? Dee Dee ouviu dizer que Paul McCartney usava um pseudônimo para fazer check-in nos hotéis, que era Paul Ramon e foi daí que ele adotou o "sobrenome" e sempre se chamava de Dee Dee Ramone. E todos adotaram o "sobrenome" para terem um sentido de unidade da banda, para serem facilmente lembrados.
As primeiras músicas que Johnny, Dee Dee e Joey desenvolveram juntos foram "I don't wanna get involved with you" (nunca foi gravada) e "I don't wanna walk around with you". Só clicar no vídeo abaixo e ouvir a música.
Eles começaram a tocar e a ganhar público e fãs no clube de música CBGB & OMFUG (Country, Bluegrass, and Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers). O lugar foi o berço do punk rock e de muitas outras bandas importantes, tais como Velvet Underground, New York Dolls, The Stooges do grande Iggy Pop, dentre outras.
Ao longo da carreira da banda, eles lançaram 14 álbuns, sendo todos eles de muito sucesso até hoje.
Johnny Ramone faleceu em 2004, vítima de câncer de próstata, depois de ter lutado por cerca de 5 anos. Ele está sepultado no Hollywood Forever Cemetery. E seu túmulo tem uma estátua bem grande sua, em bronze, tocando sua guitarra.
Bem, como sabem, Johnny Ramone não era um escritor, portanto, a história decorre através de uma linguagem simples, uso de termos do ramo deles etc. Foi muito tranquilo de ler, cheio de fotografias da banda e amigos, muito bom para imaginar como eram as coisas e se sentir realmente naquela época, vendo os Ramones surgirem!
Eu não posso ficar aqui contando cada fase de sua vida, senão eu transcrevo o livro todo aqui. Mas, se você é fã de música, rock, biografias, você deve ler essa história de uma lenda da música, um dos maiores guitarristas da história.
A edição é simplesmente maravilhosa, com capa dura, impressa em papel de alta qualidade, mesmo onde há somente textos. É um material como folha de revista, porém com maior gramatura, bem lindo. A Leya está de parabéns pela edição, nota 1.000!
E, esses dias, fiquei sabendo que vão lançar um filme justamente sobre o clube CBGB! Nem preciso dizer aqui o quanto eu fiquei animada com isso. E claro, os Ramones aparecem no filme, achei que ficaram super bem caracterizados. Temos Johnny Galecki, Ashley Greene, Alan Rickman para citar os nomes mais conhecidos do elenco. Teremos Taylor Hawkins, o baterista da banda Foo Fighters, atuando como Iggy Pop. Demais, isso, não é mesmo?!
Confira o trailer logo abaixo!
Estou contando os dias até Outubro! Tomara que chegue nos cinemas daqui do Brasil!